quinta-feira, 17 de maio de 2018

ūüŹ≥️‍ūüĆą «Sil√™ncio, que se vai cantar o Fado Bicha!» ūüŹ≥️‍ūüĆą


      Pois √©, caros tradicionalistas, nem mesmo o vosso querido Fado est√° a salvo da engenharia social "progressista"... o politicamente correcto apodera-se de tudo, n√£o deixa escapar nada:
«O que torna uma pessoa homem ou mulher √© uma “inquieta√ß√£o” que Lila Fadista espera ajudar a responder cada vez que subir ao palco com o Fado Bicha, um projecto musical que quer dar mais visibilidade √† comunidade LGBTI. ūüŹ≥️‍ūüĆą

A bichona Lila Fadista (esquerda) com o panasca João Caçador (direita).

«A problem√°tica do "g√©nero" √© apenas uma das muitas que t√™m eco na voz de Lila Fadista e nos acordes de Jo√£o Ca√ßador, a dupla que forma o Fado Bicha, um projecto que, atrav√©s do g√©nero musical portugu√™s por excel√™ncia, procura dar visibilidade √†s hist√≥rias da comunidade L√©sbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo (LGBTI). ūüŹ≥️‍ūüĆą

Nada no Fado Bicha √© por acaso e o nome tamb√©m n√£o, j√° que a palavra ‘bicha’ “tem um car√°cter muito negativo” e uma carga bastante pejorativa entre os homens homossexuais, por servir para definir especificamente os “homens homossexuais femininos”.
»

Amália Rodrigues, Adriano Correia de Oliveira, Alfredo Marceneiro, Carlos do Carmo e tantos outros, eis o vosso sucessor, o Fado Bicha! Porque ninguém pode parar o "progresso" e a "modernidade", pá! Estamos no século XXI, a humanidade avançou!!!
«“Isso para n√≥s acaba por representar uma ideia de subvers√£o. Uma subvers√£o que vale pela maneira como sentimos o fado e porque sentimos que faz sentido pegar nas tradi√ß√Ķes e naquilo que faz parte da nossa identidade e misturar com outras faces da nossa identidade”, explicou Lila Fadista.
Subvers√£o que come√ßa logo no facto de os fados n√£o serem acompanhados com viola ou a tradicional guitarra portuguesa, mas sim com guitarra el√©ctrica, e que continua pelas letras fora, muitas tendo por base fados tradicionais que s√£o alterados para se adaptarem √† realidade LGBTI.ūüŹ≥️‍ūüĆą
Um desses fados, e o primeiro a fazer parte da lista de m√ļsicas interpretadas pelo Fado Bicha, √© o “Namorico do Andr√©”, uma adapta√ß√£o do fado “Namorico da Rita”, que ficou conhecido pela voz de Am√°lia Rodrigues, e que fala da rela√ß√£o entre dois homens

Ao menos assumem que √© subvers√£o! Ao menos reconhecem que est√£o a dar cabo do patrim√≥nio cultural e da tradi√ß√£o musical portuguesa para dar azo √†s suas pervers√Ķes depravadas!...
«Lila Fadista explicou que h√° v√°rios processos nas can√ß√Ķes, havendo algumas em que foi alterada a letra, com partes da letra original e depois um verso novo, outras que foram reescritas por completo utilizando m√ļsicas conhecidas, como “Nem √†s Paredes Confesso” ou a “Marcha de Alfama”, e outras ainda em que as cantam “tal qual como elas s√£o”.
“H√° ainda um quarto processo, que come√ß√°mos h√° menos tempo, que √© fazer uma esp√©cie de arqueologia LGBT do fado porque j√° existiam pessoas LGBT ligadas ao fado desde h√° muitos anos, nomeadamente poetas como o Ary dos Santos que escreveu alguns dos poemas mais famosos para fado”, adiantou.ūüŹ≥️‍ūüĆą
João Caçador aproveita para referir que não é objectivo deste projecto ferir susceptibilidades entre os mais puristas, apontando que há espaço para todo o tipo de fado, ao mesmo tempo que deve haver e deve ser mantido o fado tradicional.
“√Č importante cumprir essa tradi√ß√£o, mas isso n√£o impede que surjam novas experimenta√ß√Ķes e o Fado Bicha n√£o vem romper ou corromper nada em particular. √Č um exerc√≠cio art√≠stico de activismo e que n√£o procura sequer ferir susceptibilidades nenhumas”, referiu.»

Portanto, o panasca Ca√ßador acha que isto do Fado Bicha √© mais ou menos como levar no cu: √© importante cumprir a tradi√ß√£o do coito vaginal, "desde que surjam novas experimenta√ß√Ķes" e levar no cu "n√£o vem romper ou corromper nada em particular"!... A n√£o ser os vasos rectais, √© claro, mas o que s√£o umas hemorroidas quando o que est√° em causa √© a "arte"?...
«Lila acrescentou, por outro lado, que quem for ver um concerto “percebe facilmente” que este √© um projecto de interven√ß√£o, n√£o s√≥ por causa das letras, ou pelas explica√ß√Ķes que vai dando antes de cada m√ļsica, mas tamb√©m porque o Fado Bicha serve para abordar temas que s√£o importantes n√£o s√≥ para a comunidade LGBT, mas a sociedade em geral.ūüŹ≥️‍ūüĆą
Jo√£o Ca√ßador explicou que o que o motivou a integrar este projecto – j√° que √© m√ļsico profissional de fado - foi poder experimentar e tocar uma “coisa completamente diferente”, estando “isento de regras estabelecidas, quer musicais, quer o que era esperado para o fado”. “A arte tem esse papel e o Fado Bicha deu-nos esse espa√ßo de estarmos livres e podermos criar o que quis√©ssemos”, sublinhou.
J√° Lila Fadista queria cantar fado e conseguir exprimir-se sem ter que o fazer da forma que era esperada de um homem, conseguindo encontrar uma forma em que se sentisse representada naquilo que canta.»

Alto l√°, mas afinal isto √© fado ou √© «uma coisa completamente diferente estando isenta de regras estabelecidas»?! N√£o me digam que n√£o conseguem sequer fazer um pl√°gio decente ao fado, t√™m de mistur√°-lo com outra coisa qualquer porque n√£o t√™m talento suficiente para o estilo de m√ļsica mais portugu√™s de todos?!?!
«Os dois conheceram-se num bar em Alfama, onde Lila Fadista j√° actuava com este nome, experimentando cantar fado em modo transformista, e onde Jo√£o vai para ver um espect√°culo e acaba convencido por um amigo a fazer uns ensaios e dar o seu acompanhamento musical √† voz de Lila.
De h√° um ano para c√°, t√™m conseguido crescer e se no in√≠cio actuavam em “espa√ßos mais perif√©ricos”, o impacto causado j√° foi o suficiente para serem convidados a actuar no festival “Pol√≠tica” ou na cerim√≥nia de encerramento do sexto f√≥rum europeu no √Ęmbito das comemora√ß√Ķes do Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, no dia 14.»

Pois é, caros leitores... Alfama está a ficar cá com uma fama!... Mas pronto, lá aprendi uma palavra nova, "bifobia"! Por momentos cheguei a pensar que se tratava de fobia aos ingleses (bifes), mas parece que é mesmo só fobia às pessoas que dão para os dois lados (bissexuais)...

E agora atenção, mui nobres machos transmontanos, que o artigo acaba em grande para vocês:
«V√£o estar na primeira marcha do orgulho gay de Bragan√ßa, no pr√≥ximo fim de semana, e esperam agora conseguir actuar fora dos grandes centros urbanos, onde faltam espa√ßos de conv√≠vio para a comunidade LGBTI, procurando levar “esse pequeno momento de comunh√£o e de representatividade para as pessoas LGBTI desde Tr√°s-os-Montes profundos at√© √† Madeira”.» ūüŹ≥️‍ūüĆą

√Č isso mesmo! O "orgulho guei" n√£o pode ficar confinado ao Grande Porto e √† Grande Lisboa! Todo Portugal tem de ser devidamente abichanado, do Minho ao Algarve, A√ßores e Madeira inclu√≠dos! Portanto, os larilas da prov√≠ncia j√° n√£o precisam de continuar no arm√°rio! At√© porque esta primeira marcha do orgulho gay de Bragan√ßa foi apadrinhada pelo pr√≥prio clero cat√≥lico da cidade, como vos mostrarei numa posta que farei a seguir! Viva a "modernidade", p√°!!! ūüŹ≥️‍ūüĆąūüŹ≥️‍ūüĆąūüŹ≥️‍ūüĆą

18 coment√°rios:

Jo√£o disse...

Vi o t√≠tulo dessa merda no Sapo mas nem liguei. Pensei que fosse na palha√ßada, afinal n√£o. Este pa√≠s est√° um nojo maior, a cada dia que passa. Mas que esperar de uma gente que se mobiliza, que se manifesta a prop√≥sito do futebol, mas aceita sem piar tudo o que √© aberra√ß√£o? por falar nisso, o v√≠deo de apoio √† "selec√ß√£o nacional" tamb√©m √© lindo, com aquela criatura chamada Luciana Abreu a fazer figuras tristes. Aten√ß√£o, nem ouvi a m√ļsica, mas vi um bocado do v√≠deo e chegou. Ao p√© desta gaja a Ana Malhoa √© uma senhora.

Anónimo disse...

https://www.youtube.com/watch?v=3ft07KHIev8

Balsonaro a demolir uma miuda de 15 anos (!) socialista.

Estou completamente viciado na oratória do Capitão Mito.


G, o Cigano

Afonso de Portugal disse...

Jo√£o disse...
«Este pa√≠s est√° um nojo maior, a cada dia que passa.»

De facto, eu tenho falado bastante mal do Reino Unido em postas recentes, mas o nosso pa√≠s n√£o √© muito diferente. O presidente da c√Ęmara de Lisboa n√£o √© paquistan√™s como o Sadic√£o mas, em contrapartida, o "nosso" primeiro-ministro √© indiano. As nossas mulheres n√£o s√£o t√£o put√©fias como as inglesas mas, em contrapartida, temos uma das taxas de div√≥rcios mais elevadas de todo o mundo ocidental (70%). N√£o temos um comuna t√£o fan√°tico como o Corbyn como l√≠der da oposi√ß√£o mas, em contrapartida, temos o trio maravilha da 'geringon√ßa' no governo...


«Mas que esperar de uma gente que se mobiliza, que se manifesta a prop√≥sito do futebol, mas aceita sem piar tudo o que √© aberra√ß√£o?»

O problema é que já começa a não ser "sem piar", ultimamente tenho visto muita gente "piar" a favor de tudo o que é aberração!


«o v√≠deo de apoio √† "selec√ß√£o nacional" tamb√©m √© lindo, com aquela criatura chamada Luciana Abreu a fazer figuras tristes.»

Fui ver agora... absolutamente deprimente! Parece que imitamos tudo o que de mau se faz l√° fora, mas nada do que √© bom! O mais triste √© que a bifana Abreu √©, em termos intelectuais, uma mulher tipicamente portuguesa. E escrevo isto com muita m√°goa, as nossas mulheres, a esmagadora maioria delas, s√≥ pensa em dan√ßaricar, namoricar, comprar roupa de marca e falar ao telem√≥vel sobre coisas f√ļteis. E n√£o √© que os nossos homens sejam muito melhores, mas nalguns homens portugueses ainda se encontra uma m√°goa latente, um sentido tr√°gico pela destrui√ß√£o do pa√≠s e do Ocidente em geral. J√° nas mulheres n√£o se encontra nada, elas n√£o querem saber da imigra√ß√£o e da destrui√ß√£o dos valores morais para nada! Sempre que falo em Nacionalismo √†s mulheres, fogem (quase) todas a sete p√©s... √© triste!


«Estou completamente viciado na orat√≥ria do Capit√£o Mito.»

Obrigado, caro G. N√£o o posso ver agora, mas prometo pronunciar-me mais tarde...

Ilo Stabet disse...

Ol√° Afonso

O que observa sobre as mulheres portuguesas n√£o √© exclusivo das lusitanas. √Č algo que faz parte da natureza feminina (algo que tem raz√Ķes biol√≥gicas e metaf√≠sicas - que sempre s√£o interligadas - mas deixarei estas √ļltimas de lado aqui).

As mulheres n√£o t√™m o instinto de preserva√ß√£o da tribo da mesma forma que os homens a t√™m, pois a mulher tem um imperativo biol√≥gico para seguir o zeitgeist para a sua sobreviv√™ncia e a da sua progenitura (existente ou futura), mesmo que essa sobreviv√™ncia ponha em casa ou seja √† custa da sua tribo. N√£o √© por acaso que todas as civiliza√ß√Ķes bem sucedidas limitaram vastamente a liberdade feminina, pois ela √© incompat√≠vel com a coes√£o social.

O fen√≥meno das 'noivas de guerra' (observado desde a antiguidade at√© hoje)demonstra isto mesmo, de uma forma bastante inequ√≠voca - em que, perante uma invas√£o estrangeira, in√ļmeras mulheres se entregam aos bra√ßos dos invasores - para salvar a pr√≥pria pele. Isto n√£o quer dizer que n√£o tenha havido mulheres com uma forte for√ßa moral, que as houve obviamente, mas s√£o excep√ß√Ķes: em geral, a for√ßa moral da mulher √© precisamente na defesa da sua fam√≠lia pela sua inclina√ß√£o natural, e quando n√£o existe uma estrutura que garanta que a sua natureza √© apontada apenas para um fim socialmente desej√°vel, o colapso √© iminente.

As mulheres são o exemplo perfeito do 'mais papista que o papa'. Em sociedades onde a mulher é subjugada ao homem (como deve ser) as mulheres são os elementos mais conservadores, e nas sociedades em que a libertação sexual é permitida, são as mais acérrimas defensoras dessa libertação.

Por isso, por muito que queiramos (e devamos) censurar as mulheres modernas no Ocidente, n√£o devemos deixar fugir-nos da vista que, em √ļltima inst√Ęncia, √© aos homens que cabe a responsabilidade de p√īr as coisas na ordem - e provavelmente a mais importante de todas, √© voltar a subjugar a mulher.

abraço
Ilo

um Grego disse...

Caralho! Dois coisas que expressam "Portugal" pra mim s√£o as guitarradas e os fados. E agora tenho que aguentar isto espet√°culo vergonhoso???!!! WTF??

Afonso de Portugal disse...

Ilo Stabet disse...
«Por isso, por muito que queiramos (e devamos) censurar as mulheres modernas no Ocidente, n√£o devemos deixar fugir-nos da vista que, em √ļltima inst√Ęncia, √© aos homens que cabe a responsabilidade de p√īr as coisas na ordem - e provavelmente a mais importante de todas, √© voltar a subjugar a mulher.»

Concordo a 100% com tudo, mas mesmo TUDO o que o caro Ilo escreveu! Ali√°s, essa tamb√©m foi a an√°lise do Black Pigeon Speaks, no seu j√° m√≠tico v√≠deo "Como as Mulheres Destroem as Civiliza√ß√Ķes". Tenho de confessar por√©m que, para mim, essa foi uma das realidades mais penosas e dif√≠ceis de aceitar de toda a minha vida adulta. Sempre vi as mulheres como iguais, fruto da minha educa√ß√£o igualit√°ria e tendencialmente marxista, apesar de perceber a realidade das diferen√ßas sexuais e a forma como elas se traduzem em diferentes estrat√©gias de sedu√ß√£o e reprodu√ß√£o.

S√≥ mudei definitivamente de ideias nos √ļltimos anos, depois de muita luta interna. E sim, a culpa √© sobretudo nossa, homens ocidentais. N√£o sei exactamente o que nos aconteceu, mas √© evidente que deix√°mos de compreender a natureza feminina. E o problema j√° n√£o vem de agora, tem v√°rios s√©culos! Li em tempos uma cr√≥nica -infelizmente j√° n√£o sei precisar onde, mas hei-de ver se a reencontro, sobre um mu√ßulmano berbere a viver em Fran√ßa durante os primeiros anos a seguir √† Batalha de Poitiers. Tendo sido poupado pelos francos, o homem ganhava a vida a remover p√™los -sim, a depilar!- de franceses de classe elevada. Um dia, ter√° tido como cliente um cavaleiro franc√™s que, uma vez conclu√≠da a sua pr√≥pria "tosquia", se dirigiu ao mouro e lhe ordenou que removesse os p√™los p√ļbicos das virilhas da sua mulher (francesa e crist√£) e tamb√©m que lhe aparasse os p√™los em redor da vagina. O mouro acedeu mas, segundo a cr√≥nica, n√£o deixou de registar a sua perplexidade: seria impens√°vel para um mu√ßulmano permitir que um crist√£o se aproximasse da sua mulher, quanto mais da sua genit√°lia!

Não conto esta história por acaso... uma das coisas que me deixou mais perplexo quando andava na faculdade foi apanhar alguns dos meus colegas a ver pornografia com negros a fornicar mulheres brancas, por vezes a sodomizá-las violenta e sadicamente, com elas lavadas em lágrimas! A mim já me custa perceber como é que um branco pode suportar ver um negro foder com uma branca, quanto mais masturbar-se a ver um negro torturar uma branca sexualmente! Acho tudo isso doentio... mas, e o ponto que eu quero fazer com estas duas histórias é este, a realidade é que há muitos homens brancos com clara vocação de cornudos! E o mais assustador é que o fenómeno não parece ser apenas recente, parece haver algo na raça branca que propicia este comportamento em muitos dos nossos homens!

Quando um preto ou um mouro v√™em a sua mulher a tra√≠-los, a sua reac√ß√£o √© bastante previs√≠vel: agress√£o violenta para a ad√ļltera e para o seu amante, ou at√© morte! E quando um branco v√™ a sua mulher a tra√≠-lo? Depress√£o, complexo de inferioridade, submiss√£o e, para c√ļmulo do pat√©tico, aceita√ß√£o do "poliamor"!...

Um abraço!


um Grego disse...
«Caralho! Dois coisas que expressam "Portugal" pra mim s√£o as guitarradas e os fados. E agora tenho que aguentar isto espect√°culo vergonhoso???!!! WTF??»

√Č verdade, caro Grego! Era como agora parecer um casal de bichas na Gr√©cia a tocar bouzouki em nome da "diversidade"! Arghh!!! Esta Europa "moderna", ali√°s, este Ocidente "moderno" est√° a ficar insuport√°vel! √Äs vezes dou comigo a pensar se a islamiza√ß√£o n√£o ser√° desej√°vel. O Ilo Stabet, que deixou o coment√°rio imediatamente anterior ao seu, diz muitas vezes nos seus v√≠deos que a islamiza√ß√£o √© um castigo divino pelo decl√≠nio moral da Europa. Sinceramente, come√ßo a concordar com ele, apesar de ser ateu!...

Ilo Stabet disse...

Ol√° Afonso,

O video do BPS √© de facto brilhantemente constru√≠do. √Č a meu ver do melhor que ele j√° produziu.

Quanto √† quest√£o feminina percebo perfeitamente. Tamb√©m foi uma das √ļltimas coisas em que me libertei da ortodoxia liberal e provavelmente a mais dif√≠cil. Somos em geral ensinados por fam√≠lias liberais, em que os pais n√£o s√£o masculinos, e as m√£es demasiado controladoras. Al√©m disso na escola estamos sujeitos durante 12 ou mais anos a in√ļmeras professoras que propagam o imperativo feminino, que nos dizem que para seduzir uma mulher temos de ser 'simp√°ticos' e 'compreensivos', expressar os nossos sentimentos, fazer delas o centro da nossa vida, ser rom√Ęnticos,, etc, quando nada podia estar mais longe da verdade. E claro que observ√°vamos depois as mi√ļdas deixarem-nos pelos 'feios, porcos e maus'. Isso quando tinhamos alguma de todo. J√° na minha altura muitos dos meus colegas n√£o conseguiram ter uma √ļnica namorada enquanto fui colega deles. Agora a situa√ß√£o √© ainda mais extremada.

Essa história é de facto bastante curiosa e ilustrativa. Apesar de tudo, penso que as elites - removidas do trabalho e quando não havia guerras para travar - caiam rapidamente nessa decadência. Infelizmente o capitalismo liberal ofereceu às massas a mesma indolência e resultou na mesma decadência.

A questão da pornografia tem muito que se lhe diga, é hoje um dos principais problemas na sociedade - e não estou a exagerar. Felizmente só fui introduzido a ela relativamente tarde (tendo em conta que a maioria dos meus colegas de escola já viam desde os 11/12, e eu só comecei a ver quase aos 18) e por isso nunca teve grande poder sobre mim. Além disso rapidamente me começou a fazer confusão ver pilas de outros homens enquanto tentava atingir o climax. Com pretos é ainda mais estranho, porque nem sequer se pode tentar imaginar que somos nós quem está a ter sexo com a mulher em questão. Parece ser uma forma de treino para a aceitação do cuckolding. No fundo é cuckolding virtual, pois desejamos a mulher, mas estamos a consumar esse desejo não com ela mas a ve-la ter sexo com outro homem. Psicologicamente tem um efeito destrutivo, parece-me - e sobretudo com o uso regular e continuado, juntando a todos os inibidores de testosterona e produtores de estrogénio do modo de vida moderno, geram a alta incidência de homens fracos, em todas as suas facetas.

Por fim, em rela√ß√£o ao castigo divino, fico contente de estar a ter alguma influ√™ncia. Sou um grande crente na doutrina que postula que a f√© vem da obedi√™ncia, e n√£o o contr√°rio. O que quero dizer com isto √© que √© mais importante viver de acordo com a Lei e ter d√ļvidas em rela√ß√£o √† F√©, do que o contr√°rio (que √© o que muitos fazem). Porque quando uma pessoa age e chega a certas conclus√Ķes, f√°-lo mesmo sem saber baseado j√° numa funda√ß√£o filos√≥fica. E pelo que leio do Afonso, os valores que tem e aquilo que acredita ser Bom e Mau, acho que √© menos ateu do que acha. Lembro que o Dem√≥nio tamb√©m acredita em Deus (e at√© cita as escrituras), mas n√£o obedece - e isto de certa forma √© pior do que fazer o contr√°rio.

Deixo uma passagem da Carta aos Romanos de S. Paulo (2-12-15), que fala disso mesmo:

De facto, todos os que sem lei pecaram, tamb√©m sem lei perecer√£o; e todos os que sob o regime da Lei pecaram, pela Lei ser√£o julgados. √Č que n√£o s√£o os que ouvem a Lei que s√£o justos diante de Deus, mas os que praticam a Lei √© que ser√£o justificados. Com efeito, quando h√° gentios que, n√£o tendo a Lei, praticam, por inclina√ß√£o natural, o que est√° na Lei, embora n√£o tenham a Lei, para si pr√≥prios s√£o lei.

Esses mostram que o que a Lei manda praticar est√° escrito nos seus cora√ß√Ķes, tendo ainda o testemunho da sua consci√™ncia tal como dos pensamentos que, conforme o caso, os acusem ou defendam.

Abraço

Ilo

Afonso de Portugal disse...

«J√° na minha altura muitos dos meus colegas n√£o conseguiram ter uma √ļnica namorada enquanto fui colega deles. Agora a situa√ß√£o √© ainda mais extremada.»

√Č isso! Ainda ontem li uma excelente posta acerca do fen√≥meno "InCel" no T√°vola Redonda. J√° hoje, encontrei um v√≠deo na YouTube no qual duas jovens mulheres inglesas, a√≠ na casa dos 20 e poucos anos, se queixavam que os homens olhavam muito para elas, mas a maioria n√£o as abordava nem falava com elas... n√£o deixa de ser curioso, as mulheres ocidentais quiseram a "igualdade", mas agora lamentam as suas consequ√™ncias!


«Com pretos √© ainda mais estranho, porque nem sequer se pode tentar imaginar que somos n√≥s quem est√° a ter sexo com a mulher em quest√£o.»

Exactamente, √©-me imposs√≠vel ver qualquer tipo de sexo inter-racial sem me sentir um valente cornudo. Aquilo d√°-me a volta ao est√īmago, h√° qualquer coisa no exerc√≠cio que choca frontalmente com a natureza de qualquer homem branco saud√°vel, por ser atentat√≥ria contra a nossa dignidade e instinto de reprodu√ß√£o. S√≥ mesmo um cornudo, ou um homem que pensa como um cornudo, √© que gosta de ver os outros homens foder, √© t√£o simples quanto isso!


«Parece ser uma forma de treino para a aceita√ß√£o do cuckolding. No fundo √© cuckolding virtual, pois desejamos a mulher, mas estamos a consumar esse desejo n√£o com ela mas a ve-la ter sexo com outro homem.»

Sim, aliás, essa é a interpretação mais consensual em sítios como o Return of Kings, que recomendam o "No Fap". Infelizmente, também tendem a recomendar a promiscuidade sexual, algo que eu desaprovo tanto nos homens como nas mulheres...


«Psicologicamente tem um efeito destrutivo, parece-me - e sobretudo com o uso regular e continuado, juntando a todos os inibidores de testosterona e produtores de estrog√©nio do modo de vida moderno, geram a alta incid√™ncia de homens fracos, em todas as suas facetas.»

Já não há como negá-lo, hoje sabemos que os níveis de testosterona dos homens "modernos" são muito mais baixos do que os dos seus progenitores e sobretudo do que os dos seus avós. E não é de admirar que tantas brancas prefiram negros e mouros, uma vez que, pelo menos na primeira geração de imigrantes, eles tendem a ser mais masculinos do que os autóctones europeus.

Afonso de Portugal disse...

«O que quero dizer com isto √© que √© mais importante viver de acordo com a Lei e ter d√ļvidas em rela√ß√£o √† F√©, do que o contr√°rio (que √© o que muitos fazem). Porque quando uma pessoa age e chega a certas conclus√Ķes, f√°-lo mesmo sem saber baseado j√° numa funda√ß√£o filos√≥fica. E pelo que leio do Afonso, os valores que tem e aquilo que acredita ser Bom e Mau, acho que √© menos ateu do que acha.»

Como eu disse ao caro Ilo noutra ocasi√£o, o meu problema tem a ver sobretudo com a humanidade (logo, corruptibilidade) dos membros da Igreja, n√£o tanto com a doutrina religiosa em si. Exceptuando, √© claro, nos casos flagrantemente infelizes de oferecer a outra face ao inimigo e abandonar a fam√≠lia para seguir Jesus Cristo. Nesse sentido, confesso que simpatizo mais com o Antigo Testamento do que com o Novo, embora tamb√©m haja muita sabedoria intemporal no Novo Testamento, como por exemplo a Par√°bola dos Talentos (Mateus 25:14–30), a oferta da vi√ļva pobre (Lucas 21:1-4) ou a expuls√£o dos vendilh√Ķes do Templo de Jerusal√©m (Marcos 11:15-19).

Aquilo que eu tenho vindo a constatar ao longo dos anos √© que a civiliza√ß√£o emerge n√£o apenas da capacidade f√≠sica e intelectual daqueles que a edificam, mas sobretudo da organiza√ß√£o social da comunidade. Ora, essa organiza√ß√£o social √©, em grande parte, determinada pelos valores morais colectivos da sociedade. O grande erro da "direitinha" √© precisamente n√£o (querer) compreender esta realidade: o Ocidente n√£o se tornou grande devido √† Liberdade e √† Democracia, pelo contr√°rio, essas coisas surgiram em consequ√™ncia da forma como as sociedades ocidentais estavam organizadas. E a grande virtude do Cristianismo, neste cap√≠tulo, foi consagrar a Fam√≠lia e o Casamento como as institui√ß√Ķes de refer√™ncia para o comum mortal. A partir daqui, tudo evoluiu naturalmente: o grande des√≠gnio dos homens e das mulheres ocidentais passou a ser trabalhar para sustentarem as suas fam√≠lias, fosse no campo, fosse em casa, acumularem riqueza para deixar aos filhos e darem continuidade √† heran√ßa dos seus pais. Foi isto que tornou o Oeste grande, a devo√ß√£o √† fam√≠lia. Foi essa devo√ß√£o que gerou a riqueza e a ambi√ß√£o que fizeram prosperar as na√ß√Ķes do Ocidente.

N√£o √© por acaso que os nossos inimigos escolheram precisamente a fam√≠lia e a monogamia como alvos de refer√™ncia. Sem fam√≠lia n√£o h√° nada, nem devo√ß√£o, nem ambi√ß√£o, nem cria√ß√£o de riqueza, nem demografia. Sem fam√≠lia a vida torna-se um exerc√≠cio f√ļtil, uma exist√™ncia pat√©tica dedicada ao vazio espiritual do materialismo ou, pior ainda, ao niilismo p√≥s-modernista que se apoderou de muitos dos jovens do Ocidente.


«Deixo uma passagem da Carta aos Romanos de S. Paulo (2-12-15), que fala disso mesmo»

Muito obrigado, caro Ilo! √Č uma passagem realmente not√°vel e eu confesso que n√£o a conhecia. Pratiquemos pois a Lei, para que n√£o apenas n√≥s, mas tamb√©m os nossos descendentes possam prosperar!

Um abraço!

P.S. Não tenho comentado nos seus podcasts ultimamente, mas estou quase a terminar o episódio 30 e vou lá deixar um comentário entre hoje e amamnhã!

SILO L√ćRICO - Poemas, Contos, Cr√īnicas e Outras disse...

Gostei do espaço! Não encontrei lugar para seguir. Realmente o preconceito existe em toda parte sobre LGVT, mas o mundo gira, a fila anda e os adeptos vão ganhando espaço na sociedade. Na Russia há lei contra. Que ver como se sairão esses indivíduos durante a Copa - não poderão folgar como fazer em outros países, eu creio. Mas realmente, acredito que o Fado dê-lhes uma boa carona à aceitação. Grande abraço. Laerte.

Anónimo disse...

Cumprimento aos meus caros irm√£os portugueses,

√Č Portugal entrando pouco a pouco na nova fase globalista ma√ß√īnica. Rezemos que n√£o aumente o n√ļmero de invasores isl√Ęmicos por a√≠, sen√£o...
Vi numa reportagem da RTP, que somente a capital do pa√≠s teve crescimento demogr√°fico ficando o interior a minguar. S√£o as tradi√ß√Ķes do povo portugu√™s indo para o ralo da hist√≥ria, e a continuar assim s√≥ ser√£o vistas em museus.

Eduardo - Brasil

Lura do Grilo disse...

√Č uma √≥pera bufa!

um Grego disse...

"√Č verdade, caro Grego! Era como agora parecer um casal de bichas na Gr√©cia a tocar bouzouki em nome da "diversidade"! Arghh!!! Esta Europa "moderna", ali√°s, este Ocidente "moderno" est√° a ficar insuport√°vel! √Äs vezes dou comigo a pensar se a islamiza√ß√£o n√£o ser√° desej√°vel. O Ilo Stabet, que deixou o coment√°rio imediatamente anterior ao seu, diz muitas vezes nos seus v√≠deos que a islamiza√ß√£o."

√Č verdade, √© um castigo divino pelo decl√≠nio moral da Europa. √Č terr√≠vel, mas verdadeiro. N√£o se que podemos dizer outro. Em Gr√©cia, essas bichas deveriam ter recebido o bouzouki em suas cabe√ßas. Deus meu.

Quando bichas nNao eram importantes, desde Portugal a Grécia:
https://www.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_kyUP4NrBfJtEQAZ2FigUrIRW4VmHr-RfI

Raghnar disse...

√Č o "novo normal", curiosamente o nome de um programa que √© essencialmente futurologia, da r√°dio "cat√≥lica" portuguesa.

Se isto s√£o os "conservadores", o que poderemos esperar dos "progressistas"?

Anónimo disse...

Só para dizer que estou hoje sabado de manhã a ver em directo o "casamento real" e qual não é o meu espanto quando vejo que o padre é "jovem" (ou 1 dos padres presentes).
Está há meia hora a fazer um grande discurso sobre "amor" aos berros, com sotaque americano e voz de bagaço bem ao genero daquelas igrejas negras americanas. Diz ele tabem que há uma nova "familia humana" no planeta (ou seja miciginada). Falou sobre o Martin Luther King, falou tambem sobre a descoberta do fogo que permitiu cozinhar etc só visto :D Foi 1 discurso inspirador :p pelos vistos é 1 bispo de Chicongo. Tambem trouxe 1 coro afro-americano com dezenas de elementos :D

Finalmente a t√£o desinteressante familia real britanica tao insipida e cheia de cerimonias ganha uma nova cor e torna-se mais vibrante! Viva a "nova familia humana"! Viva a modernidade!

Ass:FdT

Ilo Stabet disse...

Ainda ontem li uma excelente posta acerca do fenómeno "InCel" no Távola Redonda. Já hoje, encontrei um vídeo na YouTube no qual duas jovens mulheres inglesas, aí na casa dos 20 e poucos anos, se queixavam que os homens olhavam muito para elas, mas a maioria não as abordava nem falava com elas... não deixa de ser curioso, as mulheres ocidentais quiseram a "igualdade", mas agora lamentam as suas consequências!


√Č uma das caracter√≠sticas mais marcantes das mulheres n√£o saberem o que querem. Acho que um dos problemas dos incels e mgtows √© que odeiam as mulheres por erroneamente considerarem que quando elas dizem uma coisa e fazem o seu oposto (por exemplo, dizerem que querem um homem simp√°tico e depois irem atr√°s de bad boys) est√£o a mentir. Mas na realidade, mais do que a mentir aos outros, elas genuinamente n√£o sabem o que querem. Da√≠ ser t√£o destrutivo dar-lhes liberdade e poder de decis√£o. As mulheres eram objectivamente mais est√°veis, felizes e realizadas quando os homens decidiam os seus destinos.


Exactamente, √©-me imposs√≠vel ver qualquer tipo de sexo inter-racial sem me sentir um valente cornudo. Aquilo d√°-me a volta ao est√īmago, h√° qualquer coisa no exerc√≠cio que choca frontalmente com a natureza de qualquer homem branco saud√°vel, por ser atentat√≥ria contra a nossa dignidade e instinto de reprodu√ß√£o. S√≥ mesmo um cornudo, ou um homem que pensa como um cornudo, √© que gosta de ver os outros homens foder, √© t√£o simples quanto isso!

Lembro-me de há uns anos falar com um colega, preto, sobre isto e ele ter exactamente a mesma opinião - ao contrário é claro - mas reconhecer que havia muito mais incidência de homens negros com mulheres brancas na pornografia do que vice versa. Dizia-me ele que quando via um branco com uma preta sentia aquilo como uma espécie de conquista, no sentido de invasão, guerra. E lembro-me que outro colega, branco, que disse que ele era racista...

Sim, aliás, essa é a interpretação mais consensual em sítios como o Return of Kings, que recomendam o "No Fap". Infelizmente, também tendem a recomendar a promiscuidade sexual, algo que eu desaprovo tanto nos homens como nas mulheres...

Acho que a estirpe da neomasculinity (do Roosh, ROK, etc) avançou um pouco dessa base de promover a promiscuidade sexual. Mas mesmo existindo ainda, e sei que é uma opinião impopular sobretudo para um Cristão, acho que é preferível a todas as outras alternativas: ser efeminado, ou sair do mercado completamente. Acho que é das coisas mais importantes um homem saber lidar com as mulheres, caso contrário acaba incel, ou então acaba numa relação em que é ele o servo, em vez do mestre.

(continua)

Ilo Stabet disse...

Como eu disse ao caro Ilo noutra ocasião, o meu problema tem a ver sobretudo com a humanidade (logo, corruptibilidade) dos membros da Igreja, não tanto com a doutrina religiosa em si. Exceptuando, é claro, nos casos flagrantemente infelizes de oferecer a outra face ao inimigo e abandonar a família para seguir Jesus Cristo.

√Č indiscut√≠vel que os humanos s√£o corrupt√≠veis - ali√°s, esse √© um dos primeiros ensinamentos da B√≠blia. Mas tamb√©m por isso √© necess√°rio haver uma estrutura e n√£o achar que todos os homens s√£o capazes de interpretar as Escrituras, caso contr√°rio vemos o que acontece com as in√ļmeras denomina√ß√Ķes protestantes, quase todas elas infectadas com o v√≠rus modernista (ainda mais explicitamente que a Igreja Romana). No entanto, devo dizer que tamb√©m desaprovo da ideia de essa estrutura e teologia partilhada precisar de um org√£o central, acima de todos os outros - acho que vemos o problema dessa burocracia centralizada do Vaticano e a corrup√ß√£o que est√° a produzir, e quantas almas est√° a afastar da Verdade. Por isso penso que √© necess√°rio haver um ponto interm√©dio, tradi√ß√£o e descentraliza√ß√£o ao mesmo tempo. E curiosamente, esse ponto existe - s√≥ que √© praticamente ignorado no Ocidente.

Quanto aos versos que mencionou, penso que est√° a fazer uma interpreta√ß√£o errada deles. Oferecer a outra face √© simplesmente n√£o se deixar consumir por quez√≠lias sem import√Ęncia - ou seja, n√£o agir como pretos (eles √© que por d√° c√° aquela palha se espancam uns aos outros) - isso √© contraproducente. Al√©m disso, o conceito de amor na B√≠blia n√£o √© o mesmo que agora se entende. Quando Cristo diz para amarmos os nossos inimigos, ele n√£o quer dizer ser tolerante, ou simp√°tico. Amor significa colocar algu√©m no caminho certo. Isso por vezes pode significar repreens√£o violenta (algo que Cristo tamb√©m fez) - imagine-se, por exemplo, quando um pai castiga um filho por ter feito algo errado.

Por fim, a c√©lebre frase de 'vim para separar pai do filho', 'quem amar mais √† sua fam√≠lia do que a mim n√£o √© digno de mim'. Concordo que s√£o palavras duras. Mas o pr√≥prio Afonso apontou que os seres humanos s√£o corromp√≠veis. Em √ļltima inst√Ęncia n√£o podemos p√īr a nossa f√© neles, n√£o podemos p√īr f√© naquilo que √© fal√≠vel, naquilo que precisa de perd√£o - como todos precisamos. Quantas fam√≠lias foram j√° destru√≠das por causa de "amor incondicional", em que m√£es e pais defendem os filhos por mais pulhas que sejam? E indo um degrau acima, n√£o vemos isso tamb√©m naquilo que o pr√≥prio Afonso critica constantemente - que os nazis, por defenderem a sua 'fam√≠lia' nacional, s√£o incapazes de lhes ver as falhas, e p√Ķem sempre a culpa no exterior, e assim s√£o incapazes de come√ßar a ver solu√ß√Ķes, porque est√£o a diagnosticar mal o problema? Por isso acho que essas palavras, mesmo sendo duras, fazem todo o sentido.

(continua)

Ilo Stabet disse...

Tirando a consideração sobre a liberdade e a democracia, que considero já parte da corrupção, o resto do que escreveu no comentário é para mim uma perfeita indicação daquilo que afirmei antes: que reconhece a Verdade.

Entendo perfeitamente a sua crispa√ß√£o com a ICAR e com a maioria daqueles que se dizem crist√£os. √Č mais do que justificada. De certa forma, essa crispa√ß√£o demonstra que espera mais dessa institui√ß√£o do que espera, por exemplo, dos pol√≠ticos ou das universidades. E faz sentido. √Č de facto muito triste a capitula√ß√£o da √ļltima institui√ß√£o que defendia os valores que mencionou. Mas como disse acima, n√£o √© nas institui√ß√Ķes feitas por homens que devemos ter f√©, mas naquilo que n√£o √© corromp√≠vel, que √© eterno e que n√£o √© alter√°vel. Se acredita que existe uma dignidade inerente ao homem, que existe uma forma certa e errada de viver, etc, sabe que n√£o v√™m das concep√ß√Ķes humanas pass√≠veis de serem corrompidas, mas t√™m por obriga√ß√£o de ter uma origem distinta, superior. N√£o √© por isso um acaso que, quando a consci√™ncia dessa origem foi apagada no Ocidente, se deixou de prestar tributo √† dignidade inerente dos homens e se come√ßou a achar que todas as formas de viver s√£o certas, levando a todos os problemas que vemos hoje.

No fundo, tudo começa com a rejeição do divino e com a idolatria do humano.

Um abraço
Ilo