quinta-feira, 3 de maio de 2018

Há padrões que explicam muita coisa...


O que têm em comum alguns dos mais execráveis líderes da Europa? Por exemplo, têm isto:


Não, isto não é "apenas um pormenor"! Pelo contrário, é um dado absolutamente crucial para se compreender a Europa actual: quem não tem filhos -e aqui refiro-me exclusivamente a filhos biológicos, sangue do seu sangue- não tem razão de maior para trabalhar em prol do futuro do seu povo e da sua nação. Pior do que isso, não tem como dar valor, muito menos preservar a mais sagrada e valiosa das instituições do Ocidente: a família!

A acumulação de património até pode ser estimulante para muita gente, mas se não o pudermos deixar aos nossos descendentes quando partirmos deste mundo, que motivos teremos para nos importarmos com os que cá ficam?... Nenhum, essa é que a verdade! E não me venham com a treta do altruísmo e da boa vontade, porque as madres Teresas não chegam a chefes de estado!

Relembro aos leitores do TU que uma das estatísticas mais interessantes acerca dos salários auferidos pelos homens e pelas mulheres no mundo ocidental é que, em média, os homens solteiros ganham menos do que as mulheres solteiras, mas os homens casados ganham mais do que todas as mulheres (mais uma vez, em média), tanto casadas como solteiras! Quem não acreditar no que estou a dizer pode ver ou rever este vídeo, embora eu não concorde com a sua mensagem central. Porque será que os homens casados ganham mais? Já pensaram nisso?...

Tudo isto para dizer o seguinte: não podemos impedir as pessoas sem filhos de se candidatarem a cargos públicos porque, à luz do Direito Ocidental, todos os homens e mulheres são iguais (o que é ridículo, mas é o que é). No entanto, podemos e devemos escolher não votar nessas pessoas! E se formos realmente maduros, conscientes e conhecedores da natureza humana, como Maquiavel tão bem nos nos recomendou há já quase cinco séculos, é isso que faremos.

4 comentários:

Raghnar disse...

"Porque será que os homens casados ganham mais? Já pensaram nisso?..."

Não é preciso pensar muito, essa diferença está explicada há muito:

https://www.economist.com/blogs/graphicdetail/2017/08/daily-chart

E depois tem indicadores de absentismo, sempre maiores na mulher, de horas-extra trabalhadas e tem a diferença reduzida a zero. Comparar alhos com cebolas é prática corrente na propaganda neomarxista, mas não é boa prática epistemológica, a coisa é muito bem explicada, de forma acessível, aqui:

https://www.wook.pt/livro/como-mentir-com-a-estatistica-darrell-huff/15057369


Como diz e bem, isto não é pormenor nenhum, é sintomático do declínio ocidental, com sociedades infantilizadas, imediatistas e sem visão de longo prazo. Triste futuro nos aguarda...

Afonso de Portugal disse...

Caramba, caro Raghnar, confesso que estou surpreendido por esse artigo ter sido publicado na Economist, dado que essa revista costuma ser muito politicamente correcta! E ainda mais surpreendido fiquei ao constatar que o livro foi recomendado aos alunos do terceiro ciclo! Talvez ainda haja esperança para o nosso sistema (des)educativo! Muito obrigado pelos links!

O mais grave no meio disto tudo é que os invasores continuam a ser "patriarcais" e, em matéria de família, tradicionalistas. O preço a pagar dificilmente não será elevado: há inúmeras sociedades a competir com a nossa, alguma delas com uma ética de trabalho e inteligência superiores à nossa.

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P.S. O caro Raghnar não pense que os vários links que me tem trazido caíram em saco roto; aquele vídeo do Marcelo no Egipto, por exemplo, será usado brevemente! :)

Lura do Grilo disse...

Mas é isto mesmo. Não sabem o que é a vida e o que a vida custa

Afonso de Portugal disse...

Nem querem saber, caro Lura do Grilo! São a encarnação da solteirona que se rodeou de dezenas de gatos mas, como a realidade supera sempre a ficção, acabaram a (des)governar-nos em vez de tratarem dos gatos!