domingo, 15 de abril de 2018

Um artigo muito interessante com medidas concretas para salvar Portugal


     Um muito obrigado! ao Raghnar por nos ter trazido aqui a hiperligação para um excelente texto publicado pelo Prof. António Balbino Caldeira no blogue "Do Portugal Profundo". É bom constatar que, ainda que muito lentamente, há pessoas na direita a acordar finalmente para a realidade da guerra cultural no Ocidente.

«(...) Depois da II Guerra Mundial,  com o choque do nacional-socialismo e fascismo com as democracias e o comunismo, do controlo do Leste da Europa pelos russos e da guerra indirecta fora da Europa, do derrube da Cortina de Ferro e da fragmentação da União Soviética, o marxismo transmutou-se em pós-modernismo, mudando de cor mas mantendo a praxis totalitária. Uma revolução social para criar um homem novo muito velho, tão velho quanto o mundo antes de ser tocado pela Verdade... Dirigida por uma  outra mesma vanguarda, na qual, em vez da raiz operária e da contabilidade dos anos de cárcere, conta a linhagem política e o hábito burguês.

Só uma pequena observação: em rigor, o pós-modernismo não é o derradeiro produto ou estádio final do marxismo, mas sim uma componente ou ferramenta daquilo em que o marxismo se metamorfoseou: o marxismo cultural. O pós-modernismo é traduzido sobretudo no relativismo moral (e factual), na negação dos valores da racionalidade iluminista e até do método científico. Para os pós-modernistas, a própria verdade é subjectiva porque, segundo eles, "depende do contexto e da experiência de quem a testemunha ou experimenta". Mas o marxismo cultural vai muito para além disto; o marxismo cultural consiste na subdivisão dos protagonistas de luta de classes estritamente económica (burguesia vs. proletariado), em grupos antagónicos baseados em diferenças étnicas, religiosas, culturais, sexuais e até arbitrárias (negros vs. brancos, homens vs. mulheres, religiosos vs. ateus, moralistas vs libertinos, homo vs. heterossexuais, transsexuais vs. "cisgénero", etc).
«À direita, o vazio ideológico e a fraqueza política, aceitou-se a ditadura do politicamente correto, novo paradigma de revolução social. Entretida nos negócios da corrupção de Estado (tal como a esquerda socialista), na confidencialidade da cunha para a dispensa de tachos e na comissào para a atribuição e contratos, a direita, jótica ou degenerada, abandona o combate cultural e adopta o niilismo relativista da esquerda. A direita socializou-se. Os valores passaram a ser rodapés de discursos eleitorais. Os políticos de direita aplaudidos pelos média são os que defendem o liberalismo de costumes, ainda que militem num partido democrata-cristão... »

Em cheio! Foi precisamente a esta direita incoerente que muitos nacionalistas -incluindo aqui o vosso blogueiro- começámos a chamar "direitinha". Porque um indivíduo que se diz de direita mas que depois é incapaz de perceber que as liberdades, o respeito pela propriedade e o Estado de Direito que fizeram do Ocidente o colosso que ele é hoje (vamos ver por quanto mais tempo...) emergiram dos povos, da cultura e da organização social vigentes na Europa, é tão visceralmente inimigo da civilização ocidental como qualquer esquerdalho. Não escrevo isto de ânimo leve, caros leitores!!! Eu acredito convictamente que os "direitinhas" são muito mais perigosos para Portugal do que os esquerdalhos, porque os esquerdalhos dizem claramente ao que vêm, enquanto os direitinhas escondem as suas intenções por detrás de um discurso conservador e tradicional!


Já viste, Marcelo, agora chamam-nos "direitinhas"?!?!
Eheheh e tu ainda ligas a isso? Isto aqui é tudo do Soros & C.ª, filhota!
Também tenho direito a uma beijoca, ó Marcelo?
Ó Portas, sinceramente!... Eu só beijo crianças, velhinhas e muçulmanos!!!

4 comentários:

Rick disse...

Muito bem observado.
Não estou certo das razões que levam os "endireitas" a ser na prática cripto-esquerdistas.
Presumo que os mais jovens são filhos do Abril e foram formatados nas mesmas universidades/madrassas do socialismo corrupto. Os mais velhos são cobardes que desde 74 perceberam a direcção para onde sopravam os ventos e que sendo irreversível a alienação da sociedade que afeiçoavam, restou-lhes mendigar a aprovação dos novos senhores.
Não é sem razão que os portugueses são um caso de sucesso quando emigram. Integram-se na perfeição. Adquirem rapidamente os valores das sociedades onde vivem e adaptam-se.
Na madrugada de 25/4/74 nasceram 10 milhões de marxistas.

Outro ponto interessante no manifesto do António Caldeira e que passa facilmente despercebido, é a proposta de liberalização da TV. Todos os partidos do sistema são contra. Tornar-se ia substancialmente mais difícil manter o Matrix a funcionar :)

Afonso de Portugal disse...

Rick disse...
«Muito bem observado.
Obrigado, caro Rick, embora o mérito não seja só meu! Tanto quanto sei, a primeira pessoa a perceber a gravidade e o alcance do fenómeno da “direitinha” na blogosfera patriótica/nacionalista portuguesa foi o João d’O Livro das Imagens, já no seu primeiro blogue, A Cidade do Sossego. Os nazionaliztaz, com todos os seus defeitos, também souberam sempre que a direita capitalista era sua inimiga, mas nunca foram capazes de sistematizar e estruturar um argumento realmente convincente, que escapasse ao velho chavão de “o capital não tem pátria”.

Para mim, o grande abrir de olhos foi constatar que, de facto, os grupos classificados como “oprimidos” pelo marxismo cultural votam maioritariamente na esquerda: os gueis, as “minoriais”, os ateus (para meu grande desgosto), até mesmo as mulheres… foi isso que me fez constatar em definitivo que, de facto, o marxismo cultural não pode ser apenas uma teoria da conspiração: os seus efeitos são bem reais e quantificáveis.


«Não estou certo das razões que levam os "endireitas" a ser na prática cripto-esquerdistas.»

Aqui só podemos especular, mas encontram-se geralmente duas teorias na internet nacionalista: A primeira é que os “direitinhas”, sendo políticos de carreira, colocam as suas aspirações políticas, eminentemente materialistas, acima do amor à identidade e ao seu próprio povo. Se tivermos em conta que os nossos líderes políticos são frequentemente maçons, bilderbergues e afins (o caro Rick está muito mais bem informado do que eu acerca disto), esta teoria faz bastante sentido; as instruções virão de cima, os pulhíticos “tugas” serão apenas fantoches, destinados a fazer prevalecer, aos olhos do povo, a ilusão da escolha democrática. A segunda teoria é precisamente aquela que o caro Rick avançou ao escrever isto:


«Presumo que os mais jovens são filhos do Abril e foram formatados nas mesmas universidades/madrassas do socialismo corrupto.»

De facto, quando lemos os artigos/crónicas de personagens como a Maria João Marques, o Luís Aguiar-Conraria, a Ruth Manus, a Diana Soller, o Paulo Rangel, o João Miguel Tavares e muitos outros escribas alegadamente de direita, ficamos com a clara sensação de que eles não nos estão a dar tanga, eles acreditam genuinamente nas barbaridades que escrevem. Há direitinhas que se dizem cristãos, mas depois apoiam o casamento homossexual, a eutanásia e o aborto. Há direitinhas que se dizem liberais, mas depois promovem feminismos, (in)justiça social e medidas de acção afirmativa, que dão mais poder de coacção e de controlo ao Estado. Há direitinhas que se dizem respeitadores da propriedade privada, mas que depois defende que as terras por cultivar devem ser entregues aos “refugiados”. A lista de incoerências é enorme e são muito raras as pessoas que as apontam.


«Não é sem razão que os portugueses são um caso de sucesso quando emigram. Integram-se na perfeição. Adquirem rapidamente os valores das sociedades onde vivem e adaptam-se.
Na madrugada de 25/4/74 nasceram 10 milhões de marxistas.
»

É realmente impressionante! E o mais grave é que não há uma saída fácil para esta situação. Os únicos povos do mundo que abandonaram definitivamente o marxismo e seus derivados foram os da Europa de Leste. Será que temos de passar pelo mesmo que os passaram os húngaros, os checos e os polacos para aprendermos a lição?...


«Outro ponto interessante no manifesto do António Caldeira e que passa facilmente despercebido, é a proposta de liberalização da TV. Todos os partidos do sistema são contra. Tornar-se ia substancialmente mais difícil manter o Matrix a funcionar :)»

É por isso que eu não entendo como é que há nacionalistas que são a favor da televisão pública. Televisão nas mãos do Estado acaba sempre da mesma forma, nós pagamos e eles dão-nos palha, para não dizer pior!...

Ilo Stabet disse...

o texto que citou também me fez reflectir mais sobre esta questão. acho que todas as perspectivas apontadas aqui são verdadeiras, excepto a que considera uma contradição eles serem socialmente liberais. o seu foco no materialismo (economia) e o facto de favorecerem o capitalismo global, torna natural que sejam liberais socialmente.

já argumentei que o 'marxismo cultural' é um misnomer: não foi nos, ou através dos, países marxistas (URSS ou China) que o tal se manifestou ou se infiltrou. foi nos países mais liberais e capitalistas, e não podia ser de outra forma. cem anos de comunismo não destruiram a família e os valores tradicionais no Leste. 40 de democracia e capitalismo liberal destruiram-nos em Portugal.

mesmo que fosse benéfico a longo prazo passarmos pelo mesmo (comunismo) acho impossível, pois as elites globais já fizeram a experiência: comunismo ou capitalismo liberal, qual a melhor forma de subverter uma nação. e encontraram a resposta: capitalismo liberal. não vai haver mais experiências comunistas, pelo menos em zonas que interessem e patrocinadas pelas elites (a Venezuela, até certo ponto, foi um evento contido e não patrocinado - tanto que os EUA até ponderam lá intervir, mas não importa muito a nível global).

sobre a televisão pública ou privada, diria que sob um regime de capitalismo liberal é irrelevante. vê-sa na América, que as maiores são todas privadas, e no entanto ao serviço do mesmo amo. pelo contrário, na Hungria e na Polónia, estão a limitar a comunicação social privada pois é precisamente daí que estão a vir os ataques à coesão nacional e às decisões que têm tomado para bem das duas nações.

Ilo

Helena BC disse...

"Já viste, Marcelo, agora chamam-nos "direitinhas"?!?!
Eheheh e tu ainda ligas a isso? Isto aqui é tudo do Soros & C.ª, filhota!
Também tenho direito a uma beijoca, ó Marcelo?
Ó Portas, sinceramente!... Eu só beijo crianças, velhinhas e muçulmanos!!!"
ahahahahahah ))