sexta-feira, 13 de abril de 2018

Ainda sobre a aprovação da "acção afirmativa" em Portugal


     Ainda a propósito da aprovação da "acção afirmativa" para os "jovens" em Portugal (e não de Portugal), o "insurgente" António Costa Amaral publicou este pertinente texto no blogue dos liberais "tugas":
«Agora que a Geringonça se prepara para mergulhar o país de cabeça na fossa séptica dos identity politics (“Parlamento quer medidas de acção afirmativa para afrodescendentes), será de esperar que tal abordagem política seja liberalmente reproduzida.
Estas novas causas progressistas, que dividem para reinar, são sim boas para criar circo quando falta pão. A promoção é praticamente gratuita. Basta convencer um punhado de óbvi@s representantes das “minorias” oprimidas que existem sinistras conspirações tácitas – e nebulosas barreiras sistémicas – ao seu progresso social, económico, ou mesmo humano. E logo se criam pequenas milícias de Che Guevaras de gente muito “resolvida”, resolvida a marchar pela revolução social.
Obviamente não há nada de razoável, correcto, sensato, moral ou justo em querer que o Estado imponha discriminações positivas para este ou aquele grupo, à laia de engenharia social de inspiração "egalitária". Mas o marxismo cultural vive disso.
No que diz respeito às novas leis das quotas, é confrangedora a falta de princípios liberais dos nossos representantes, e de louvar quem, na política (not you Cristas), não se deixa levar em esganiçadas cantigas.
Agora que muito se fala de novos partidos liberais, e com pena minha que a Iniciativa Liberal pareça estar rendida ao politicamente correcto, é de louvar quem se atreve a dizer que a actual lei é uma aberração sob vários pontos de vista. O mais flagrante é impor uma discriminação positiva em detrimento do mérito profissional, levando ao extremo a condição de Estado paternalista.»

Infelizmente, nem todos os liberais pensam assim n'O Insurgente. Logo a seguir a este texto, foi publicada esta triste pérola:


A Maria João Marques é a aquela triste criatura que diz que temos o dever de acreditar na palavra de toda e qualquer mulher que diga ter sido violada, como se não houvesse uma lista enorme de mulheres que foram apanhadas a mentir precisamente sobre terem sido violadas (quem achar que que eu estou a exagerar, pode começar por ver este vídeo em que o Paul Elam denuncia vários desses casos). A MJM também diz que o Milo Yiannopoulos é um bronco "anti-intelectual" porque, com todos os seus defeitos, se atreveu a fazer aquilo que a esmagadora maioria dos direitinhas não tem nem coragem, nem verticalidade para fazer: ir pregar directamente aos alunos nas universidades e numa linguagem acessível às massas, em vez de se contentar em apenas mandar umas bocas nos jornais, na internet ou em tertúlias de pseudo-intelectuais avant-garde, muitas vezes feitas à porta fechada ou em ambientes tão elitistas que o estudante universitário médio se sente constrangido em participar.

Mas depois, estes mesmos direitinhas ficam muito admirados porque "ai, em Portugal as pessoas pensam demasiado à esquerda, a influência marxista na sociedade é avassaladora!" Pois é, é mesmo, mas é-o muito por vossa culpa, porque vocês, direitinhas merdosos que se julgam acima do comum mortal e são demasiado chiques para descer ao nível dos doutrinadores do esquerdalho, não têm sido capazes de competir com os marxistas que começam a fazer a cabeça das crianças logo no infantário!...

Mas quase me esquecia de dizer o mais importante: é profundamente desonesto colocar uma imagem das sufragistas para promover uma suposta relação entre o liberalismo e o feminismo na actualidade. O feminismo de hoje em dia é o da terceira e quarta vagas, que luta precisamente por mais quotas, por mais "acção afirmativa", pela imposição de pronomes de género, pela criminalização da sexualidade masculina, pela inversão do ónus da prova... em suma, por mais intervenção estatal! Ou seja, o feminismo contemporâneo é precisamente mais Estado, a antítese do liberalismo que a MJM e outr@s direitinhas sons@s como ela dizem defender...

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Ver também:


Par(a)lamento "tuga" aprova acção afirmativa para os "jovens" em Portugal! 
Portugueses Primeiro: «Racismo no ensino?»

2 comentários:

Lura do Grilo disse...

Aquele parlamento ombreia com um manicómio

Afonso de Portugal disse...

E os maiores loucos somos nós, povo português, que continuamos a elegê-los! :|