quinta-feira, 22 de março de 2018

O Prof. Jordan Peterson fala sobre a importância de conhecermos o nosso temperamento (com legendas)


     Traduzi e legendei este vídeo que não tem directamente a ver com o combate nacionalista, mas com algo que considero muito importante e que nos devia ter sido ensinado na escola: como nos conhecermos a nós próprios, identificar pontos fortes e fracos da nossa personalidade e gerir o nosso temperamento.

Certamente notarão que, nas legendas deste vídeo, eu coloquei um asterisco a seguir à palavra ‘agradável’. Há uma boa razão para isso: é que, tal como o ‘trabalho’ em física ou a ‘rentabilidade’ em economia, o conceito de agradabilidade tem um significado muito específico em psicologia. Com efeito, a agradabilidade é uma das cinco dimensões de personalidade do “Modelo dos Grandes Cinco”. 

As pessoas ‘agradáveis’ tendem a ser mais empáticas, cooperadoras, prestáveis e disponíveis para fazer compromissos, muitas vezes à custa dos seus próprios interesses. O Prof. Peterson fala muitas vezes do Modelo dos Grandes Cinco nos seus vídeos e, em particular, nas suas aulas ministradas na Universidade de Toronto, disponíveis no seu canal de YouTube. Chamo a atenção dos caros leitores para o facto de o Modelo dos Grandes Cinco não ser um modelo teórico, mas sim um modelo estatístico, tendo por isso grande utilidade preditiva, i.e. podendo ser usado para ajudar as pessoas a conhecer melhor o seu próprio temperamento e o dos outros e, munidas desse conhecimento, a tomar melhores decisões na sua vida profissional e afectiva. 


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Ver também:

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3 comentários:

Anónimo disse...

Só agora reparei no facto de o homem trabalhar na Universidade de Toronto...nunca estive nessa cidade mas tenho lido na internet do mundo "norte-americano" muitos comentários a dizer que aquilo é 1 ninho "cosmopolita" de feministas, esquerdistas e liberais...não sei como é que ele tem sobrevivido ali...

Ass:FdT

Anónimo disse...

E já agora obrigado por legendar eates vídeos meu caro! Eu não preciso (apesar de que é sempre mais fácil ler em portugues...) mas por exemplo, já partilhei os seus vídeos legendados do Peterson com familiares e amigos que não estão tão á vontade com o discurso fluído em lingua inglesa, portanto o seu "trabalho mal pago" acaba por não cair em saco roto :)

Ass:FdT

Afonso de Portugal disse...

FdT disse...
«Só agora reparei no facto de o homem trabalhar na Universidade de Toronto (...) não sei como é que ele tem sobrevivido ali»

Foi graças a duas circunstâncias favoráveis ao Prof. Peterson, caro FdT: (1) o facto de ele ser Professor Residente (Tenured), estando por isso "blindado" contra uma expulsão que não seja muito bem justificada; e (2) a internet; a Univ. de Toronto cortou todo o financiamento para os projectos de investigação do Prof. Peterson, mas ele abriu uma conta no Patreon e pediu aos canadianos que o apoiassem. Em pouco menos de 6 meses, chegou aos 50 mil dólares por mês e no final de 2017 já tinha ultrapassado os $60 mil. Não admira que os canalhas como o Soros andem tão furiosos com a internet! ;)


«E já agora obrigado por legendar estes vídeos meu caro (...) já partilhei os seus vídeos legendados do Peterson com familiares e amigos que não estão tão á vontade com o discurso fluído em língua inglesa, portanto o seu "trabalho mal pago" acaba por não cair em saco roto :)»

Nesse caso, sou eu que lhe agradeço, caro FdT! :) Tenho alguns subscritores no YouTube que gostam dos vídeos do Prof. Peterson, mas a maioria prefere ver vídeos do Paul Joseph Watson ou sobre as diabruras dos "jovens" aqui em Portugal, talvez porque a idade média deles anda na casa dos 22 anos, havendo alguns que têm bem menos. No entanto, eu sou da opinião de que a mensagem do Prof. Peterson é demasiado importante para não ser divulgada. Poucos têm sido tão eloquentes como ele no que respeita aos crimes dos marxistas ao longo da história. A maioria das pessoas de Direita sabe apontar os crimes, mas raramente consegue explicar porque é que esses crimes aconteceram.

É aqui que o Prof. Peterson entra. Ele mostra, de uma forma científica e bem fundamentada, que o genocídio em massa é o último estágio inevitável da evolução dos sistemas marxistas. O motivo para tal é que todos os sistemas marxistas e derivados assentam na diabolização de uma classe ou grupo de pessoas em detrimento de outro. No marxismo original, tínhamos a burguesia que explorava o proletariado, mas agora temos os homens que exploram as mulheres, os brancos que exploram os negros, os heteros que exploram os homos, etc.

Isto já tinha sido denunciado pelos críticos do Marxismo Cultural, mas o grande mérito do Prof. Peterson foi perceber que a dinâmica da “justiça social” é precisamente a mesma que levou aos sistemas totalitários da URSS e da China maoísta: há pessoas que têm de pagar pelo infortúnio das outras, mesmo quando não têm nada a ver com esse infortúnio – e geralmente não têm mesmo!