sábado, 29 de julho de 2017

Mais "asiáticos" a mostrar as suas habilidades, agora na Rússia!


Um muito obrigado! ao Raghnar por nos ter trazido aqui esta notícia... hum.. "asiática"! 😏

«Os serviços de segurança russos (FSB) prenderam hoje em Moscovo sete pessoas provenientes da Ásia Central e suspeitos de terem preparado atentados em São Petersburgo, a segunda cidade da Rússia e alvo de um ataque em Abril. Os sete detidos "são suspeitos de terem preparado atentados em São Petersburgo, designadamente em comboios e locais de concentração" de pessoas, declarou em comunicado o FSB.»


Era bom, mas a realidade não é tão simples quanto isto...

«Os serviços de segurança russos anunciam regularmente a detecção de tentativas de atentados. Segundo o procurador-geral, citado hoje pela agência noticiosa russa Ria-Novosti, terão sido evitados em território russo desde o início de 2017 [falta aqui qualquer coisa, a notícia foi redigida pela Lusa e tanto o DN como o CM a copiaram, pelo visto, sem a ler devidamente].

A Rússia reforçou as medidas de segurança após um atentado no metro de São Petersburgo (noroeste), a 3 de Abril, que provocou 16 mortos e dezenas de feridos. O presumível autor do ataque, Akbarjon Djalilov, um homem de 22 anos proveniente do Quirguistão, ex-república soviética da Ásia central, foi igualmente morto no atentado. Este ataque bombista foi reivindicado por um grupo pouco conhecido, o "Batalhão do imã Chamil", com ligações à Al-Qaida, segundo referiu o centro norte-americano de vigilância dos 'sites' 'jihadistas' na internet (SITE).

Desde o início da sua intervenção militar na Síria, em 30 de Setembro de 2015, a Rússia, aliada do regime de Damasco, foi ameaçada por represálias pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico (ISIS), e pelo ramo sírio da Al-Qaida, a antiga Frente Al-Nosra e atual Frente Fateh al-Cham.»

Facto giro: a Lusa escreve "Estado Islâmico", que é a expressão correcta para designar o grupo de  animais sádicos e sanguinários que opera no Iraque e na Síria... mas todos os grandes jornais "tugas" preferem usar a palavra ridícula 'daesh', uma aberração linguística que não significa nada a não ser para quem saiba falar árabe e cuja utilização nos mé(r)dia ocidentais foi feita a pedido das secretas britânicas precisamente para branquear a componente doutrinal islâmica do ISIS. Volto a sublinhar isto porque continuo a ver muitos nacionalistas a empregar este termo grotesco, 'daesh'. Como expliquei aqui há já dois anos, não devemos cair nessa armadilha!

Quanto ao emprego do termo "asiáticos", também sabemos muito bem o que significa: os habitantes do Quirguistão, do Daguestão, da Chechénia e afins são asiáticos, mas também são muçulmanos! E essa é que é a parte realmente relevante nesta história...

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