segunda-feira, 24 de julho de 2017

A Hungria promete defender a Polónia da inquisição da UE


Homens com eles no sítio, só mesmo no Leste da Europa:

«O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, prometeu este sábado Sáturnes defender a Polónia da "inquisição" de Bruxelas, quando Varsóvia se arrisca a sanções da União Europeia (UE), depois de ter aprovado uma reforma controversa na justiça.

"No interesse da Europa e no espírito da amizade antiga entre a Hungria e a Polónia, a campanha de inquisição contra a Polónia nunca pode ter sucesso", afirmou o dirigente populista [populista é a tua tia, ó "jornalista" da Lusa!] durante uma visita à Roménia.

"A Hungria vai usar todos os meios legais ao seu dispor na UE para mostrar solidariedade em relação aos polacos", insistiu Orbán, num discurso em Baile Tusnad.»


«O Senado polaco, dominado pelos conservadores, aprovou na sexta-feira Vernes uma reforma controversa sobre o Supremo Tribunal que, segundo a oposição, é um "golpe de Estado" e uma redução da independência da justiça. A aprovação concretizou-se apesar das advertências da UE, dos Estados Unidos e de protestos nas ruas. No passado dia 12, já tinham sido aprovados outros textos igualmente controversos.

Na quarta-feira Mércores, a Comissão Europeia tinha pedido a Varsóvia para suspender as reformas no sector da justiça, com a ameaça de possíveis sanções como a suspensão dos seus direitos de voto na UE.»

4 comentários:

Anónimo disse...

Na Polonia a maioria das pessoas prefere este governo aos liberais e/ou extrema esquerda, mas lá tal como cá e em todo o lado, a esquerda, mesmo que esteja em minoria faz muito mais "barulho" nas ruas e nas redes sociais. Desse modo todas as decisões mais ou menos controversas que o referido governo toma são escrutinadas ao maximo.

Ass:FdT

Afonso de Portugal disse...

Essa é uma análise que a Direita -sobretudo a Direita Nacionalista- ainda não conseguiu interiorizar. Há uma forte cultura, na Esquerda, de procura activa pela visibilidade, sobretudo pela visibilidade me(r)diática. Os esquerdalhos perceberam, muito provavelmente porque a Teoria Crítica a isso obriga, que têm de vir a público manifestar-se, intervir e fazer barulho, aparecer na televisão e nas rádios, organizar colóquios e debates, serem vistos pelo maior número de pessoas possível.

A esse nível, são muito superiores a nós, tradicionalistas. Eles percebem o poder dos mé(r)dia, das instituições e de controlar a narrativa vigente. Já nos continuamos a ter nas nossas fileiras demasiados autistas que falam só para eles ou poucos mais do que eles... e, se for preciso, ainda chegam ao cúmulo de se orgulhar da sua "eco chamber"!

Anónimo disse...

Mas faz sentido: quem é mais tradicionalista e conservador por natureza tambem será mais conservador no modo de reindivicar e protestar.

Já agora diga se que há muitos conservadores que são pro-migraçoes etc os tais "cuckservadores"

E repare no que aconteceu á malta mais hardcore dos grupos nacionaliatas europeus (os skinheads etc) deram nas vistas, foram para a rua protestar e o que conseguiram foi ir conhecer o linhó por dentro.

Ass:FdT

Afonso de Portugal disse...

«Mas faz sentido: quem é mais tradicionalista e conservador por natureza tambem será mais conservador no modo de reindivicar e protestar.»

Esse argumento é válido e há até estudos psicológicos que confirmam a menor propensão dos conservadores/tradicionalistas para aderir aos protestos em massa. Mas esta situação só é aceitável até um certo ponto: a partir do momento em que se compreende o que é o Marxismo Cultural e a Teoria Crítica... e se vê, ao longo de muitos anos, a forma como os mé(r)dia e o sistema (des)educativo são usados para fazer propaganda e moldar comportamentos, não se pode continuar a falar apenas para meia-dúzida de gatos pingados!

Quem compreende que o sucesso dos nossos adversários se deve sobretudo à sua inflitração nas instuições e à sua influência massiva sobre os cidadãos, não pode contentar-se em fechar-se num gueto ideológico! Pelo contrário, tem de emular o comportamento dos seus inimigos -dentro das suas possibilidades, evidentemente- e perceber que "longe da vista, longe do coração"!


«Já agora diga se que há muitos conservadores que são pro-migraçoes etc os tais "cuckservadores"»

Sim, mas atenção: não é a esses que eu me estava a referir quando usei a palavra "tradicionalistas". Um cuco conservador, a meu ver, não é um tradicionalista, porque o seu "tradicionalismo" se restringe à defesa do sistema económico capitalista. Isso não é tradcionalismo nenhum, é neoconservadorismo! O cuco não quer saber se a sua cidade está infestada por "jovens"... antes pelo contrário, até acha que isso é bom, porque os "jovens" vêm "fazer o que os 'velhos' não querem" e com isso "manter o preço da mão-de-obra em níveis competitivos".


«E repare no que aconteceu á malta mais hardcore dos grupos nacionaliatas europeus (os skinheads etc) deram nas vistas, foram para a rua protestar e o que conseguiram foi ir conhecer o linhó por dentro.»

Claro, precisamente por serem hardcore! O Nacionalismo, se quiser mesmo chegar ao poder, tem de se libertar das amarras do nacional-socialismo primário. Tem de abraçar o jogo democrático, tem de abdicar de todas as formas de radicalismo: pôr de lado as suásticas, o anti-semitismo primário, a iconografia do Terceiro Reich. Mas isto não quer dizer que os nacionalistas se devam esconder em suas casas e abdicar dos seus princípios, antes pelo contrário, significa que os nacionalistas devem moderar o seu discurso e forma de actuação, precisamente para ganharem mais visibilidade pública!

E, ainda mais importante do que isso, os nacionalistas têm de reconquistar as instituições. Sem isso, a vitória será sempre impossível. Não se pode esperar mudar a realidade com boas intenções e ideias, a realidade só se muda a partir dos centros de poder e decisão política.