quarta-feira, 21 de junho de 2017

O saudoso ateu Christopher Hitchens (1949-2011) destrói um "ateu" defensor da "religão da paz"


     O vídeo já é de 2007, mas foi agora traduzido e legendado pela brasileira Khadija Kafir, cujo canal de YouTube eu recomendo. Numa conferência de ateus, um esquerdalhista interpela Hitchens com uma das falácias mais habituais e desonestas da escumalha islamófila (não necessariamente marxista, há "nacionalistas" que repetem exactamente a mesma cassete imbecil): os muçulmanos têm razão para estar revoltados com o Ocidente porque os EUA e a Europa destruíram os seus países.

A resposta de Hitchens, um colosso intelectual cuja morte nos deixou bastante mais pobres, é simplesmente fabulosa: os muçulmanos choramingam quando são massacrados, mas também choramingam quando alguém os impede de massacrar os outros. Exemplo concreto: a reacção de Bin Laden e da Al-Qaeda ao fim do genocídio levado a cabo pela Indonésia (islâmica) em Timor Leste (cristão). Não se trata de uma questão de retribuição legítima, os muçulmanos só lutam contra o imperialismo quando se trata da "libertação" de povos islâmicos. Quando são os muçulmanos a oprimir outros povos, os muçulmanos deixam imediatamente de querer libertar os oprimidos.

2 comentários:

João disse...

Quando me vêm com essa conversa pergunto sempre se antes da invasão do Iraque e do Afeganistão não havia violência islâmica. E recuo até ao início. Quando Maomé começou a pregação, havia na Península Arábica judeus, pagãos e cristãos. Ali existiram reinos judeus. Depois de ele assumir o poder e começa a expansão do islão como é que ficou a região? pois, onde entra o islão saem os outros. E não consta que no século VII existissem americanos, a CIA, a MOSSAD e outros que tais.

Afonso de Portugal disse...

João disse...
«E não consta que no século VII existissem americanos, a CIA, a MOSSAD e outros que tais.»

Exactamente, essa também é a minha resposta habitual e, a meu ver, é melhor resposta de todas. No entanto, há sempre um paspalho desonesto que se sai com uma "argumentação" deste género: «Ai, não se pode comparar o séc. VII com a realidade actual porque nesses tempos toda a gente era bárbara, europeus e não-europeus! Agora só é bárbaro quem for atacado ou quem passar privação material!»

...Conversa da treta que também se desmonta facilmente, basta comparar a vida do pedófilo Maomé com a de Jesus Cristo. Ou a Bíblia ao Alcorão: em todo o Novo Testamento, só há uma passagem que pode ser considerada belicista, que é Mateus 10:34 «Não penseis que vim trazer paz à Terra; não vim trazer paz, mas espada». Sendo que nem aqui Jesus apela à guerra, a "espada" é a consequência da divisão que os seus ensinamentos trará ao mundo. Mas e o Alcorão, quantas passagens violentas tem? Dezenas! Sendo que, ainda por cima, as passagens violentas sucedem às passagens pacíficas, ao contrário do Novo Testamento, que sucede à violência do Antigo Testamento.