sexta-feira, 23 de junho de 2017

Meu Deus, que malvados são os russos e o Assad, mataram mais 472 civis na Síria!


Ah, esperem lá, afinal foram os europeus e os americanos que os mataram, por isso está tudo bem...

«Os bombardeamentos da coligação internacional liderada pelos EUA na Síria provocaram a morte a pelo menos 472 civis nos últimos 30 dias, o dobro do mês anterior, anunciou esta quinta-feira este Joves o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.»

Democracia à amer(d)icana...

«Segundo a organização não-governamental (ONG), o período entre 23 de Maio e 23 de Junho registou o número mais elevado de civis mortos pela coligação desde que esta iniciou operações militares na Síria, a 23 de Setembro de 2014. O director do Observatório, Rami Abdel Rahmane, precisou que 222 civis, entre os quais 84 crianças, morreram na província oriental de Deir Ezzor, quase totalmente controlada pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico.

E outros 250 civis, dos quais 53 eram crianças, morreram na província de Raqa, mais a norte, onde as forças que combatem os 'jihadistas', apoiadas pela coligação, tentam expulsá-los da capital provincial, bastião do Estado Islâmico no país. Do total de civis mortos neste período, 154 eram familiares de combatentes do Estado Islâmico, 68 dos quais menores e 56 mulheres.

Nos 30 dias anteriores, entre 23 de Abril e 23 de Maio, 225 civis foram mortos em bombardeamentos da coligação. A coligação, que opera ao abrigo da luta internacional contra o terrorismo, afirma fazer todos os esforços para não atingir civis. No último relatório sobre vítimas civis, divulgado a 2 de Junho, a coligação afirma ter "morto involuntariamente" 484 civis na Síria e no Iraque.

Mas, segundo o Observatório, o total de civis mortos pela coligação desde que começou a operar na Síria eleva-se a 1953, entre os quais se contam 456 crianças. Exceptuando os civis, os bombardeamentos internacionais mataram 6845 combatentes desde 2014.

Mais de 320.000 pessoas foram mortas desde o princípio do conflito armado na Síria, em Março de 2011.»

Não sei porquê tanto choradinho... 320 mil vidas é uma preço módico a pagar pela dádiva de controlar o Médio Orient... eeer... perdão, de levar a Democracia até ao Médio Oriente, pois claro!

2 comentários:

Anónimo disse...

Não duvido que haja muita gente a ser assassinada por lá há já muitos anos, mas será que se pode confiar nos números desses "observatórios dos direitos humanos"?

É como as historias de todos os meses morrerem "milhares de migrantes afogados no mediterrâneo". Até podem mesmo morrer, o que não é de admirar tendo em conta que eles são "mais que as mães" e vêm em embarcações muito precárias, por vezes carregadas de explosivos, mas quem me garante a mim que faleceram 10, 20, 500 ou 8 mil?

Ass: FdT

Afonso de Portugal disse...

Tudo é possível, mas o Observatório Sírio dos Direitos Humanos esteve entre as primeiras organizações a denunciar os abusos do Estado Islâmico e também já condenou acções do exército sírio, pelo que tendo a inclinar-me mais para o lado deles do que para o lado dos mé(r)dia ocidentais.

Já os "refugiados" que se afogam no Mediterrâneo, estamos de acordo. Porque cada um que morre, há milhares que conseguem entrar na Europa. Mas como a iminvasão é do interesse dos donos dos nosso mé(r)dia, qualquer "refugiado" morto é transformado numa tragédia. Morrem muitos mais cristãos no Médio Oriente, mas esses não têm direito a ser notícia.