sexta-feira, 16 de junho de 2017

Agente da autoridade baleado no Montijo... por "jovens"? Por "indivíduos"? Por "feirantes"?


Lá teremos de ficar assim, a modos que sem saber... mas atenção, o CM dá-nos uma pista:

«Um agente da PSP foi atingido esta sexta-feira este Vernes por um tiro de caçadeira disparado de um prédio no Bairro do Esteval, no Montijo. O homem, de 26 anos, foi atingido na cara, ombro e peito. Na altura do disparo, o agente estava com outros elementos da polícia, nomeadamente da investigação criminal. Acabou por ser a própria vítima a contactar o INEM para pedir ajuda.


O agente, que estava de folga, foi transportado pelo INEM para o hospital do Barreiro, e o seu estado de saúde não é grave. O homem tentava encontrar os autores de um furto de um motociclo quando foi disparado um tiro de caçadeira de um prédio e o atingiu, adiantou a polícia.

Dois homens, pai e filho, que viviam no quarto andar desse mesmo prédio foram detidos e encontram-se na esquadra do Montijo. Os suspeitos fugiram numa carrinha que usavam para trabalhar e foram detidos perto da Moita. Segundo apurou o CM, os detidos dedicam-se à venda de produtos por todo o País.

O INEM recebeu o primeiro alerta de um popular às 15h52 e dois minutos depois recebeu a chamada do agente.»

Hum... "os detidos dedicam-se à venda de produtos por todo o País"... isto soa mesmo a "feirantes", não soa? 😏

4 comentários:

João José Horta Nobre disse...

«"os detidos dedicam-se à venda de produtos por todo o País"»

Agora já não se dizem ciganos, são apenas pessoas que se dedicam "à venda de produtos por todo o País". Isto realmente a sorte da tralha jornalixeira é mesmo a de que o ridículo não mata...

Afonso de Portugal disse...

O mais surreal é que o CM foi o único a fazer essa referência! O JN, por exemplo, deu a notícia mas não mencionou nada acerca dos detidos. Pior do que isso, publicou um vídeo do bairro scoial onde tudo ocorreu, filmando os seus habitantes, maioritariamente brancos!

Anónimo disse...

"são apenas pessoas que se dedicam "à venda de produtos por todo o País"."

ehehehe...o tal guião politicamente correto...antigamente eram "feirantes de etnia cigana" agora evoluíram para "Pessoas que se dedicam á venda de produtos por todo o País"...mas não os censuro, se não têm cuidado lá vão as comissões para a igualdade e sos`s racismo colocar um processo jeitoso a essas estações de TV com o alto apoio do primeiro-ministro "ant-racista".

Já agora, acrescento que me dá a sensação de que a qualidade das narrações que os jornalistas fazem nos noticiários está a ir do nível "mau e ignorante" para o nível "péssimo e populista". Low-cost mesmo. Ainda há uns dias a ouvir uma reportagem na TVI sobre o incendio na torre de Londres, ouço a jornalista que estava a narrar a reportagem dizer o seguinte: "ocorreram umas obras de remodelação na torre e o empreiteiro PARA POUPAR MEIA DÚZIA DE EUROS utilizou um material..." e tratava-se da narração de uma reportagem gravada, nem há a desculpa de ser 1 directo.

Ora se utilizar a expressão "meia dúzia de euros" já é uma foleirice sem rigor nenhum, o facto de em Inglaterra a moeda ser a Libra ainda torna a coisa pior...ver noticiários na TV Portuguesa só mesmo para rir, tanto da propaganda como do conteúdo.

Ass: FdT

Afonso de Portugal disse...

FdT disse...
«acrescento que me dá a sensação de que a qualidade das narrações que os jornalistas fazem nos noticiários está a ir do nível "mau e ignorante" para o nível "péssimo e populista".»

Visivelmente! E esse exemplo que o caro FdT deu é bem sintomático: trata-se de manter os espectadores bem atiçados e conscientes da "realidade do conflito de classes". Outro exemplo de lavagem cerebral me(r)diática, ainda sobre esse incêndio, é ter havido vários jornalistas que disseram que "só não morreram mais pessoas porque estamos no Ramadão e muitos dos residentes muçulmanos estavam acordados"... ou seja, se não fosse o Islão, teria morrido bem mais gente, hããã!

E no meuio disto tudo, ainda não ouvimos nada acerca das causas do incêndio, embora já tenham sido proferids inúmeras sentenças na praça pública...