quarta-feira, 17 de maio de 2017

Sobre a escravatura de que os nossos inimigos não falam...


     Uma das armas mais usadas pelos globalistas para anular o sentimento patriótico dos europeus é a imposição de um sentimento permanente de culpa - a grande culpa ocidental que não pode ser redimida a não ser com a nossa destruição. Tal como uma ferida sempre aberta, a culpa ocidental tem de ser permanentemente relembrada, ou pelos crimes colonialismo, ou pelo holocausto nazi, ou pelos autos de fé da Inquisição, ou pela barbárie da escravatura, ou pelo roubo de terras aos índios, etc. Já os crimes dos outros povos, igualmente perversos e anti-humanos -e pior do isso, que ainda ocorrem no presente- raramente são mencionados pelos inimigos da Civilização Ocidental.

Mas curiosamente, são precisamente os crimes dos outros povos que mais perduram no presente. Da misoginia islâmica à exploração laboral sem regras nos países emergentes, não há abuso no Ocidente que não seja correspondido por outro pelo menos mil vezes pior noutras partes do mundo. Por exemplo:







 Outro exemplo: os caros leitores já tinham ouvido falar deste cavalheiro?

 "O mais rico da história" talvez seja um exagero, mas não por muito...


Estes dois vídeos, que mais uma vez fui buscar ao canal de YouTube do Vox Populi,  mostram a realidade da escravatura contemporânea em África e no Médio Oriente. O segundo vídeo é especialmente valioso, porque não só descreve a forma como o fenómeno da escravatura sempre fez parte do imperialismo islâmico, como a sua história tem sido sistemática e criminosamente ignorada pela esmagadora maioria dos historiadores ocidentais. Notem bem os números mencionados, caros leitores, são milhões de pessoas deslocadas, brutalizadas, sexualmente mutiladas e obrigadas a trabalhar até à morte.



3 comentários:

Raghnar disse...

Tinha intenção de comentar o postal com os números, mas este é um tema a que atribuo especial relevância, pois prezo o verdadeiro espírito humanista, embora a corrente dominante julgue tal atitude incompatível com o nacionalismo. Bem, este é um tema recorrente nas discussões, em que cada vez tento entrar menos, sobre a penitência militante e patológica em relação aos "crimes dos antepassados". Se virmos bem, a condenação absoluta da escravatura é uma atitude recente e apenas presente no chamado primeiro mundo, e sobretudo no Ocidente. A escravatura, infelizmente, tem sido a regra transversal a toda a História, não a excepção. E muitos pretendem esquecer que os escravos eram vendidos por nativos, que lucravam imenso com o sofrimento dos seus conterrâneos. Por alguma razão, são inimputáveis, uma atitude paternalista porque considera inferiores os africanos como se não soubessem o que estavam a fazer. Sem sequer falar no passado "exemplar" dos povos asiáticos e do Médio-Oriente, com a "religião de paz" em particular destaque.


O continente africano, no seu todo, ficou a perder com o abandono descontrolado dos colonizadores ocidentais, planeado e executado pelo movimento globalista. Não sei se conhece, mas recomendo-lhe o livro do Professor Fernando Pacheco de Amorim, 25 de Abril: Episódio do projecto global. Introduz bem as origens do movimento e as suas motivações para executar o plano, incidindo particularmente na revolução dos cravas e descolonização "exemplar"...

Bilder disse...

E entretanto http://amigodeisrael.blogspot.pt/2017/05/marcelo-rebelo-de-sousa-descreve.html

Afonso de Portugal disse...

«A escravatura, infelizmente, tem sido a regra transversal a toda a História, não a excepção. E muitos pretendem esquecer que os escravos eram vendidos por nativos, que lucravam imenso com o sofrimento dos seus conterrâneos.»

Exactamente!... Há uma grande hipocrisia académica (já nem vou à mediática, porque essa então é escandalosa!) na discussão histórica da escravatura. Desde logo, porque as universidades estão dominadas pela mundivisão marxista. E sob essa mundivisão, a Civilização Ocidental tem que estar sempre no centro de todo o Mal. Não se pode por isso admitir que a escravtura tenha figuras não-ocidentais como protagonistas de actos anti-humanos. Os senhores de escravos africanos têm forçosamente de ser varridos para debaixo do tapete.


«Por alguma razão, são inimputáveis, uma atitude paternalista porque considera inferiores os africanos como se não soubessem o que estavam a fazer. Sem sequer falar no passado "exemplar" dos povos asiáticos e do Médio-Oriente, com a "religião de paz" em particular destaque.»

Se fosse só uma atitude paternalista, ainda se lhes perdoava. Mas é bem pior do que isso, é uma omissão deliberada que tem sido levada a cabo com o objectivo concreto de concentrar toda a responsabilidade no europeus. Repare-se, o ocidental médio nem sequer sabe que os outros povos também escravizaram! E ainda são menos os que sabem que os outros povos continuam a escravizar no presente! Estão inteiramente convencidos de que os europeus simplesmente chegaram a África um belo dia e logo desataram a capturar escravos para trabalhar na Europa e na América...

Esta omissão não é apenas grave, ela é verdadeiramente criminosa na medida em que alcança o objectivo pretendido: envergonhar e reprimir qualquer sentimento de saudável orgulho patriótico, usando a história como "prova" de que somos uns monstros cuja única hipótese de rendenção é a auto-destruição!


«O continente africano, no seu todo, ficou a perder com o abandono descontrolado dos colonizadores ocidentais, planeado e executado pelo movimento globalista. Não sei se conhece, mas recomendo-lhe o livro do Professor Fernando Pacheco de Amorim, 25 de Abril: Episódio do projecto global.»

Não conheço esse livro em concreto, pelo que agradeço desde já a sua recomendação. No entanto, é evidente que a história oficial do 25 de Abril é a história contada pelos vencedores. Eu pessoalmente acredito que o colonialismo foi um erro histórico, embora a história dos EUA demonstre que há uma forma de colonialismo que resulta. Mas o 25 de Abril parece ter sido um erro ainda mais grave do que o próprio colonialismo, não pela perseguição do ideal da democracia em si (resta saber se foi mesmo isso que motivou os revolucionários), mas pelas graves implicações que acarretou para os povos que viviam nas províncias ultramarinas, tanto para os portugueses, como para os nativos africanos.


Bilder disse...
«E entretanto http://amigodeisrael.blogspot.pt/2017/05/marcelo-rebelo-de-sousa-descreve.html»

Já tinha visto, caro Bilder, mas obrigado! Eu estou ainda mais pessimista do que o Oliveira da Figueira: eu acho que o problema do Marcelo não é ignorância, é mesmo dissimulação e jogo duplo!