sexta-feira, 19 de maio de 2017

G20 empenha-se em mais engenharia social e acção afirmativa


«Os ministros do Trabalho do G20 comprometeram-se hoje a melhorar a ocupação das mulheres [Na construção civil? Na extracção de petróleo? No abate de árvores? Na carpintaria? No tratamento de resíduos sólidos urbanos?] fomentar a integração laboral de imigrantes e refugiados [que estranho, então eles não vinham fazer o que nós não queríamos? Então como pode haver dificuldades em integrá-los no mercado laboral?], reduzir a desigualdade salarial e o desemprego jovem e garantir condições dignas nas cadeias de produção internacionais.»

"Cavalheiros, o que mais podemos fazer para acabar com os europeus?"

«Estes objectivos foram destacados no documento final assinado no fim da cimeira ministerial de dois dias que hoje terminou na localidade de Bad Neuenahr-Ahrweiler (oeste da Alemanha).

"Vamos trabalhar juntos para que todas as pessoas possam beneficiar da digitalização do mercado laboral e que as mulheres e homens partilhem por fim da responsabilidade do trabalho e da família", afirmou num comunicado a ministra alemã, a social-democrata, Andrea Nahles.»

A última frase, que eu sublinhei a vermelho, resume o que está realmente aqui em causa. Trata-se de fazer com os homens e as mulheres europeus se tornem cada vez mais indistinguíveis, com graves consequências para a atracção sexual e para o número de casamentos, de divórcios e, mais importante de tudo, para a taxa de natalidade.

Muita boa gente não sabe mas, no nosso país, já há cerca de sete (7) divórcios por cada dez (10) casamentos. O número tem vindo a aumentar desde a segunda metade dos anos 70 e, em 2013, o último ano em que este dado foi divulgado, estava muito perto do seu máximo histórico (7,42 divórcios por cada 10 casamentos):

Número de divórcios por cada 100 casamentos em Portugal, de 1960 a 2013 (FONTE)

Olhando agora para os dados de uma forma gráfica:


De uma perspectiva nacionalista, seria muito interessante saber se a proporção entre divórcios e casamentos (7 para 10) é igual em todos os tipos de casamento, i.e. se essa percentagem é igual entre casais brancos, casais não-brancos e casais mistos. E também entre os membros das diferentes confissões religiosas (cristãos, muçulmanos. ateus, etc). Infelizmente, dificilmente teremos acesso a esses dados porque não é do interesse da superclasse que eles sejam revelados, sobretudo se houver mesmo diferenças significativas entre os diferentes grupos, como eu desconfio.

Uma coisa é certa: o número de divórcios aumentou exponencialmente com o advento do marxismo cultural e a resultante destruição progressiva da família tradicional, que é a única família que existe realmente. O fenómeno não é exclusivo de Portugal, mas o nosso país é um dos casos mais graves, porque tem também a mais baixa taxa de natalidade da Europa, como já mostrei aquiaqui.

Um dos países onde há mais dados sobre o divórcio são os Estados Unidos da América. Este primeiro gráfico, por exemplo, tem várias curiosidades sobre a evolução do número de divórcios:

Desde logo, o número de casamentos atingiu um pico durante a II Grande Guerra. O número de divórcios também, mas enquanto os casamentos nunca mais recuperaram, os divórcios atingiram o seu máximo no final dos anos 70 (mais uma vez, quando mais se começaram a fazer sentir os efeitos do marxismo cultural). Repare-se que, nos últimos anos, ambos casamentos e divórcios estão em queda, restando saber como está o rácio entre os dois. Foi precisamente para isso que fui buscar esta segunda figura (FONTE):

Aquilo que se pode ver acima é, quanto a mim, verdadeiramente surpreendente! Desde logo porque, nos EUA, o rácio entre divórcios e casamentos estabilizou nos 5 divórcios para cada 10 casamentos, muito abaixo do que aconteceu em Portugal (7 para cada 10). Esta grande diferença talvez possa ser explicada pela maior religiosidade das zonas interiores dos EUA, mas não deixa de ser surpreendente, tendo em conta que foi precisamente nos EUA que o marxismo cultural atacou primeiro com mais força.

Igualmente interessante é a outra curva, a do número de mulheres que tomavam a pílula em cada ano. Essa curva tem um grande aumento de mulheres que passaram a utilizar a pílula nos EUA a partir de 1963. Há quem acredite que o fenómeno da pílula explica em grande parte o aumento no número de divórcios nos EUA: associada à pilula estará uma maior liberdade sexual das mulheres. É impossível tirar conclusões definitivas apenas com estes dados, mas uma coisa é certa: o fenómeno do divórcio no Ocidente dá vantagem aos iminvasores, sobretudo aos islâmicos, que podem casar com várias mulheres ao mesmo tempo e ter com elas vários filhos.

2 comentários:

Bilder disse...

A máfia globalista continua a "laborar" a todo o vapor(enquanto as massas andam,pois claro,alienadas com "bola" e "alucinações/visões" centenárias ou iludidas com ideologias utópicas-distópicas)

Afonso de Portugal disse...

A realidade da natureza humana é que os nossos instintos primários tendem a sobrepor-se a quase tudo o resto,comprometendo muitas vezes a nossa capacidade de planificação a longo prazo.

A primeira consequência grave dessa realidade é que o povo se contenta com entretenimento de nível básico, desde que tenha pão na mesa q.b. A segunda consequência dessa realidade, ainda mais grave do que a primeira, é que aqueles que tiverem um grupo de influências e uma visão de longo prazo podem tomar conta dos destinos do povo sem que este sequer se aperceba, ao providenciar o tal entretenimento (novelas, futebol, utopias, ...) e o tal pão na mesa (RSI, habitação social, cuidados básicos de saúde, etc.)