segunda-feira, 15 de maio de 2017

FMI pede à Alemanha para gastar mais


«O Fundo Monetário Internacional (FMI) criticou esta segunda-feira este Lues [o dia da Lua] de novo os excedentes alemães, considerados demasiado elevados, incitando o país a baixar os impostos e investir para estimular a procura interna e as economias dos parceiros comerciais.»

 A imagem não está tão desactualizada como parece: em vez de Hollande, temos Hollande II!

«A Alemanha tem sido alvo de críticas recorrentes de instituições internacionais ou dos parceiros comerciais que acusam o país de não fazer importações e investimentos suficientes para beneficiar os outros países, nomeadamente países europeus.»


Até aqui, os mais distraídos diriam que o FMI tem boas intenções... mas, como seria de esperar:

«As margens orçamentais que a Alemanha tem ao seu dispor "devem ser utilizadas para iniciativas que reforcem o potencial de crescimento, como investimentos em infraestruturas físicas e digitais, ajuda à infância, integração de refugiados e alívio da carga fiscal sobre o trabalho", apontou o FMI no relatório regular sobre a economia alemã.

O FMI sugere também uma política que incite os alemães a trabalharem durante mais tempo, o que pode encorajar a população envelhecida a consumir mais em vez de poupar para a reforma ["pode", diz o FMI, "pode"...]. A Alemanha conseguiu no ano passado um excedente orçamental recorde, de perto de 24 mil milhões de euros, o que corresponde a um excedente de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto vários países europeus têm problemas com défices. 

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, já apontou a possibilidade de uma redução de impostos, mas só depois das eleições gerais previstas para o Outono, caso o partido de Angela Merkel ganhe. No seu relatório, o FMI preconiza também "um aumento contínuo dos salários e da inflação" no país para "estimular a inflação na zona euro e facilitar a normalização da política monetária".

O Banco Central Europeu (BCE) adoptou, nos últimos anos, uma política de apoio à economia da zona euro com taxas de juro em níveis historicamente baixos. O FMI também reiterou as críticas ao excedente da conta corrente da Alemanha, que em 2016 foi "o mais elevado do mundo em dólares". Numa entrevista à revista Der Spiegel, Wolfgang Schäuble reconheceu, no fim-de-semana, que o excedente está "muito elevado", o que relacionou com o euro fraco, uma consequência da política do BCE.» 

Pois é, em nome do bom funcionamento da economia da Zona Euro, lá se vai impingindo aos alemães mais "integração de refugiados" e uma "política que incite os alemães a trabalharem durante mais tempo". Onde é que já se viu um país como a Alemanha estar a acumular excedentes? Esse dinheirinho pertence à máfia da alta finança, pá! A grande máquina de chulice global não poder parar!!!

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