quarta-feira, 31 de maio de 2017

Da série "Os melhores são os que partem" (4)


     Há muitos nacionalistas que seriam capazes de esconder esta notícia e fingir que ela nunca veio a público. Eu, pelo contrário, faço questão de a divulgar. Mais abaixo explico porquê.
 
«Cinco portugueses com idades entre os 24 e os 59 anos foram presos esta terça-feira este Martes [o dia de Marte] em Carapicuíba, cidade dormitório na periferia oeste da cidade de São Paulo, no Brasil, pouco depois de supostamente terem assassinado o funcionário de uma bomba de gasolina. O crime, bastante violento e amplamente divulgado pela televisão brasileira, aconteceu num posto de combustíveis da cidade vizinha, Osasco.



O funcionário, Agenor Correa, de 62 anos, foi espancado pelo grupo e depois esfaqueado por um dos portugueses enquanto outro o segurava. Após cair, o idoso ainda foi atropelado pelo carro dos portugueses, um Audi, aparentemente de forma intencional. O grupo fugiu em alta velocidade no veículo, mas a matrícula foi partilhada por todas as viaturas da polícia na região e o grupo foi detido minutos depois. O Audi tinha o pára-brisas partido e várias manchas de sangue na lateral.

Bebedeira e crueldade de acordo com testemunhas, o grupo, inicialmente com oito portugueses, esteve a beber em frente à loja de conveniência do posto, na Avenida dos Autonomistas, desde as 22 horas de segunda-feira Lues [o dia da Lua]. A meio da madrugada, três dos portugueses foram embora e os outros cinco continuaram a beber até às 5 e 30 de terça, horário local, 9 e 30 pelo horário de Lisboa.

A essa hora, o grupo desentendeu-se por motivos que não estão claros com o funcionário do posto, que começou a ser agredido, como mostram imagens do circuito de vídeovigilância do local. Outro funcionário foi ajudar o colega e também foi espancado pelo grupo, o mesmo tendo acontecido com um sem-abrigo que empunhou um pedaço de madeira e tentou socorrer os empregados das bombas.

A certa altura, o funcionário mais idoso, Agenor, foi agarrado por um dos agressores e outro desferiu-lhe duas facadas nas costas. Os portugueses, que disseram estar no Brasil há dois meses e serem vendedores ambulantes de roupas, entraram no carro e, aparentemente de forma propositada, passaram por cima do funcionário caído, que ainda estava vivo, atingindo também o outro. Os dois foram levados para o hospital municipal de Osasco, mas Agenor não resistiu aos ferimentos. Na esquadra, os portugueses negaram o homicídio e disseram que apenas se defenderam de agressões que afirmam ter sofrido por parte dos funcionários do posto.»

Ora bem, a notícia fala em "vendedores ambulantes de roupas" e todos nós sabemos o que isso tende a significar aqui em Portugal: ciganada. Infelizmente, as imagens do videovigilância não são conclusivas quanto à identidade étnica dos criminosos, pelo que vos proponho o seguinte exercício: vamos imaginar que eles são todos portugueses brancos. Vá lá, façam-me a vontade. Já imaginaram? Então agora eu pergunto: mesmo que estes portugueses sejam todos brancos, em que medida é que isso legitima a vinda de brasileiros para Portugal?

Eu nunca gostei do argumento de que "os portugueses emigrados são geralmente ordeiros, trabalhadores e respeitadores", utilizado frequentemente por muitos dos críticos da imigração. Pouco me interessa se é verdade, é um argumento que eu sempre considerei hipócrita e inaceitável. Porquê? Porque é um argumento que legitima o fenómeno da imigração, desde que o imigrante seja "bom".

A verdade é que ninguém tem a obrigação de acolher em sua casa gente de outras paragens, seja qual for o carácter moral do(s) acolhido(s). E compete aos povos de cada nação -e apenas aos povos de cada nação- decidir se querem ou não receber mais imigrantes no seu país, independentemente de tudo o resto. Eu não tenho que enfiar estranhos em minha casa só porque um dos meus irmãos decidiu partir e deixou o seu quarto livre. E muito menos tenho de enfiar estranhos em minha casa se esse meu irmão que partiu acabar por matar alguém noutro sítio! É tão simples quanto isso! Quem partiu, partiu, fez a sua  escolha, agora que se amanhe. Era só o que faltava ficarmos reféns dos nossos emigrantes!

E entretanto, aqui fica mais um exemplo bem ilustrativo da falácia utilizada por ambas esquerda e "direitinha" portuguesas, "os melhores são os que partem". Estes portugueses, se é que o são realmente, claramente não fazem parte dos melhores. Além de que não há nenhum dado objectivo que demonstre que os partem são de facto os melhores. Antes pelo contrário, as notícias que nos vão chegando do estrangeiro sugerem que, entre os nossos emigrantes, há tanta qualidade quanta mediocridade.  

12 comentários:

João disse...

Certeiro. Também são argumentos que sempre me fizeram confusão e ainda são muito usados, quer por uns quer por outros (à esquerda ou á direita). É frequente vermos nos comentários de jornais que devemos receber imigrantes porque somos um país de emigrantes. E? Se o meu irmão decidir emigrar para a China tenho de receber um chinês em casa? Por que razão é que aqueles que ficam devem pagar pelas decisões dos que partem? não há qualquer exigência de uma reciprocidade ética, chamemos-lhe assim.
Outra falácia cada vez mais impingida é a da questão demográfica. Dizem que temos de receber 75.000 imigrantes por ano para a sustentabilidade económica. Falso, porque a automação dispensa muita mão-de-obra e aumenta a produtividade. Mas, mesmo que assim não fosse, já fomos 8 milhões, 5, 2 e não desaparecemos. O número de 10 milhões de portugueses será mágico?

CENSURADO AGAIN disse...

isso faz tempo?eu lembro de um tuga que matou finlandeses ca dando um golpe num terreno e precisavamos de investidores como eles

Anónimo disse...

Portanto afinal eram "portugueses".....

Já agora vejam, mas tentem não se comover:
https://www.youtube.com/watch?v=GjpI6tmIQco

Resiste Portugal, resiste Europa

Anónimo disse...

Caro, sobre este posto gostaria de deixar 4 pontos:

Ponto n.1: há uma probabilidade grande de os "portugueses" assassinos serem ciganos ou ate mesmo pretos (quem sabe).

Ponto 2: mesmo que sejam portugueses brancos, numa esfera de milhoes de emigrantes portugueses por todo o mundo se apenas uma 20 ou 30 forem assassinos muito bem estamos.

Ponto 3: a meu ver os emigrantes portugueses nao sao nem melhores nem piores que os portugueses que vivem entre o minho e o algrave, sao iguais. A atitude dos emgrantes lá fora é um espelho dos portugueses que estao dentro.

Ponto 4: a quantidade de portugueses assassinados por brasileiros é bem maior que a quantidade de portugueses que matam brasileiros. O Brasil é o país do mundo com mais assassinos em numeros absolutos portanto têm que lavar bem a boca antes de associar agressividade aos portugueses.

Ass:FdT

Afonso de Portugal disse...

João disse...
«Se o meu irmão decidir emigrar para a China tenho de receber um chinês em casa? Por que razão é que aqueles que ficam devem pagar pelas decisões dos que partem? não há qualquer exigência de uma reciprocidade ética, chamemos-lhe assim.»

Exactamente! E não deixa de ser curioso que a nacionalidade só seja invocada quando dá jeito: quando alguém protesta contra a imigração, alto lá, porque "as fronteiras são um anacronismo, para não dizer um erro histórico" e "pertencemos todos à mesma humanidade"; mas quando é para favorecer a imigração, então já "é preciso pensar nos milhões de emigrantes portugueses que estão lá fora", pá! "Imaginem se o resto do mundo os decidisse recambiar para Portugal"!


«Outra falácia cada vez mais impingida é a da questão demográfica. Dizem que temos de receber 75.000 imigrantes por ano para a sustentabilidade económica.»

Repare-se que, para além da questões que o João mencionou (automação e fixação pelos dez milhões), os pulhíticos nunca nos dizem exactamente o que é que os imigrantes vão fazer. Esse número, 75k/ano, aprece quase milagrosamente, sem nunca ninguém conretizar onde e no quê vão trabalhar tantos imigrantes. E isot numa altura em que dezenas de milhares de portugueses saem todos os anos para o estrangeiro por não conseguirem arranjar emprego aqui no rectângulo!


Censurado Novamente disse...
«isso faz tempo?eu lembro de um tuga que matou finlandeses ca dando um golpe num terreno e precisavamos de investidores como eles»

Isto aconteceu anteontem, Lues, 29 de Maio.


Anónimo disse...
«Portanto afinal eram "portugueses"...»

Isso ainda não se sabe. Mas até serem divulgadas as fotos dos assassinos, essa hipótese continuará em cima da mesa.


«https://www.youtube.com/watch?v=GjpI6tmIQco»

Agradeço o vídeo, mas já não me comovo com estas coisas. Os europeus preferem Van de Bellen a Hofer, Rutte a Wilders, Macron a Marine... portanto, cada um tem o que merece.

P.S. Peço ao anónimo que assine os seus comentários de alguma forma. Repare que os outros comentadores têm todos uma assinatura, como por exemplo o FdT.

Afonso de Portugal disse...

FdT disse...

Ponto nº1: Concordo e até mencionei essa possibilidade no texto da posta, embora os fulanos do vídeo não pareçam ser "jovens".

Ponto nº2: duvido que sejam só 20 em 30. Em Março do ano passado, havia cerca de 1500 portugueses detidos no estrangeiro:

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2016-03-31-Mais-de-1500-portugueses-estao-presos-no-estrangeiro, a maioria em Espanha.

Ponto nº3: Aqui vou ter de discordar. O FdT cresceu no Porto, por isso provavelmente não conhece a realidade do Alto Minho e de Trás-os-Montes durante o mês de Agosto. As estradas enchem-se de carros de matrícula estrangeira cuja educação e civismo ficam muito aquém da média dos portugueses. O mesmo ocorre nos restaurantes, nos bares e um pouco por todas as lojas das pequenas cidades dessas regiões. Os comerciantes locais agradecem e adoram essa época do ano. Mas os residentes detestam e só esperam que Setembro chegue depressa...

O caro FdT talvez não veja a coisa assim, mas nem todos os emigrantes são tão escolarizados e civilizados como o caro FdT. A nova geração de emigrantes portugueses à qual o caro FdT pertence é, infelizmente, muito mais educada do que as gerações anteriores. Digo "infelizmente" porque é Portugal como um todo que fica a perder com a vossa saída. Mas é preciso que todas as gerações de imigrantes são como a vossa.

A minha mãe, por exemplo, cresceu numa pequena aldeia transmontana onde, até 1952, morria pelo menos uma pessoa todos os anos devido a um desentendimento ou a uma discussão trivial. Facadas, pauladas, sachadas, até tiros havia de vez em quando. Mas depois das duas grandes vagas de emigração, a primeira para o Brasil e a segunda para França, nunca mais morreu ninguém. Repito: desde 1952 até hoje, 2017, nunca mais nenhuma pessoa foi assassinada naquela aldeia. O que aconteceu? É simples: os indigentes emigraram e, com eles, grande parte da conflitualidade social. Não estou a dizer que podemos julgar toda a emigração portuguesa com base neste exemplo, mas parece-me que é abusivo dizer que os que partem e os que ficam são exactamente a mesma coisa. Há emigrantes que são muito melhores do que a maioria dos portugueses em Portugal. Mas também há emigrantes que são muito piores. A média, receio bem, não estará entre os dois extremos, mas mais próxima do segundo.

Ponto Nº4: Sim, mas a questão aqui não é tanto o que os brasileiros dizem a nosso respeito, mas sim o que os portugueses que defendem a imigração dizem a respeito dos nossos emigrantes. Não podemos continuar a permitir que a emigração com "e" seja usada para justificar a imigração com "i".

Anónimo disse...

"Aqui vou ter de discordar. O FdT cresceu no Porto, por isso provavelmente não conhece a realidade do Alto Minho e de Trás-os-Montes durante o mês de Agosto. As estradas enchem-se de carros de matrícula estrangeira cuja educação e civismo ficam muito aquém da média dos portugueses. O mesmo ocorre nos restaurantes, nos bares e um pouco por todas as lojas das pequenas cidades dessas regiões. Os comerciantes locais agradecem e adoram essa época do ano. Mas os residentes detestam e só esperam que Setembro chegue depressa"

Mas isso são os chamados "avecs" ou seja os descendentes de emigrantes portugueses não qualificados que foram para França e Suiça com uma mão há frente e outra atrás há decadas e alguns não qualificados que ainda vão agora. Isto não significa que as pessoas vindas de um estrato social mais baixo tenham que ser mal educadas por natureza mas eventualmente têm mais tendência a dar "show off" quando voltam á "terrinha". Mas sim sei que muita dessa malta é um quanto ou tanto "foleira" mas tambem sei que a maioria, pelos menos os pais deles, trabalharam que nem cães lá fora e não se meteram em máfias.

"http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2016-03-31-Mais-de-1500-portugueses-estao-presos-no-estrangeiro"

Mais uma vez tenho que desconfiar que para aí metade ou mais são ciganos pretos e outros "portugueses" que ganharam o passaporte numa qualquer caixa de cereais. A própria Marine Le Pen tem os emigrantes portugueses em boa conta em comparação com outros...não deve ser por acaso. O que não significa que não haja portugueses que vão fazer asneiras lá fora está claro, mas daí a achar que globalmente somos maus emigrantes vai uma distancia...

Ass: FdT

Anónimo disse...

"O caro FdT talvez não veja a coisa assim, mas nem todos os emigrantes são tão escolarizados e civilizados como o caro FdT. A nova geração de emigrantes portugueses à qual o caro FdT pertence é, infelizmente, muito mais educada do que as gerações anteriores. Digo "infelizmente" porque é Portugal como um todo que fica a perder com a vossa saída. Mas é preciso que todas as gerações de imigrantes são como a vossa."

Agradeço o elogio :) Era um ponto onde também ía tocar, a nova geração de emigrantes é diferente da de antigamente o que não significa claro está que também não haja "maçãs podres" na nova geração de emigrantes com canudo. Muitos dos novos jovens emigrantes se quiserem ser bem sucedidos e ganhar experiência e reconhecimento na sua área profissional têm mesmo que ir para fora. Já agora acrescento que espero regressar um dia á Patria de malas e bagagens e viver em Portugal de forma estável. Ainda assim insisto no ponto de considerar que mesmo os "velhos" e novos emigrantes portugueses "não qualificados" tendem a ser trabalhadores e a não criar grandes problemas lá fora, pelo menos quando comparados com outros...

Ass: FdT

CENSURADO AGAIN disse...

O Brasil é o país do mundo com mais assassinos em numeros absolutos portanto têm que lavar bem a boca antes de associar agressividade aos portugueses.

ta mas que sangue alogeno domina isso?parcial residual full?esse sangue ja existia ca?ele voa?ficamos pois ora sem saber sabendo

CENSURADO AGAIN disse...

quando esse sangue alogeno voou ate ca pra destruir nosso futuro que país nos administrava?

CENSURADO AGAIN disse...

se a familia real alogena era mesmo soberana por que os cargos principais ficavam com portugueses a ponto de isso gerar varias rebeliões?

CENSURADO AGAIN disse...

chamavam os tugas de marinheiros e no xix isso era pejorativo