segunda-feira, 10 de abril de 2017

Michael Lüders - A verdade sobre a guerra na Síria


Um muito obrigado! ao Dr. No, não só por nos ter trazido este interessantíssimo vídeo, mas também por muitas outras hiperligações valiosas que deixou nas caixas de comentários das postas mais recentes.

Martin Lüders é um político alemão, estudioso do Islão e conselheiro económico. Nesta entrevista à estação de televisão púbica ZDF, ele fala sobre o que se está a passar na Síria e diz muitas coisas interessantes, algumas óbvias, outras nem por isso:
  • O que está a acontecer na Síria é aquilo a que se chama guerra por procuração (proxy war), um conflito armado no qual dois ou mais países utilizam outros - os proxies - como intermediários ou substitutos, de forma a não lutarem directamente entre si; o exemplo clássico é o fornecimento de armas aos vietnamitas pela ex-URSS na guerra contra os EUA (Vietname como proxy) e o treino dos Mujahidin pelos EUA na guerra contra o Exército Vermelho (Afeganistão como proxy);
  • O Sr. Lüders nomeia os países em confronto: contra o actual regime sírio presidido por Bashar Al-Assad, estão os EUA, a União Europeia, a  Turquia e os países do Golfo (esqueceu-se, ou talvez "esqueceu-se" de Israel);  a favor estão a Rússia, a China e o Irão;
  • No Ocidente, a narrativa vigente é que Assad é um tirano que oprime brutalmente o seu povo; mas Lüders contrapõe um facto que é raramente mencionado pelos mé(r)dia e pelos "analistas" ocidentais: a população síria, em especial as minoriais religiosas sírias, nunca se levantaram contra Assad, por saberem que a queda de Assad implicaria a ascensão dos jihadistas ao poder;
  • Em 2013, as altas-patentes americanas terão convencido o mulato Merdama a não atacar a Síria (nesse momento), sob o argumento de que o exército síria não tinha gás Sarin em seu poder;
  • O Sr. Lüders acredita que o ataque químico do início deste mês também foi uma "operação de bandeira falsa", levada a cabo com a colaboração da Frente Al-Nusra, o tal grupo de "rebeldes" anti-Assad que crucifica regularmente cristãos, e também com o auxílio dos serviços secretos turcos; com efeito, o Sr. Lüders acredita que a Turquia beneficia duplamente do jihadismo: (1) por um lado, os islamistas estão a dizimar os curdos no Norte da Síria; (2) por outro lado, a queda de Assad seria a remoção de mais um líder secular na região, abrindo caminho para um governo islâmico de maioria sunita;
  • A tese do Sr. Lüder sé que foi a Turquia a fornecer o gás Sarin aos terroristas da Frente Al-Nusra e estes terão depois encenado o ataque químico; há inclusivamente o caso de um jornalista turco que foi saneado pro Erdogan por denunciar esse fornecimento do gás Sarin aos jihadistas e que teve de fugir e pedir asilo à Alemanha;
  • Mais, o Sr. Lüder está convencido que 90% da "oposição" a Assad (os tais "rebeldes bonzinhos" de que o charlatão Lindsey Graham falava ontem), é constituída por jihadistas;
  • Mas o meu momento favorito do vídeo é quando o Sr. Lüder desmonta a mentira criada em torno uma das fotos mais emblemáticas da guerra na Síria, a foto do menino Omran, que correu o mundo; ora, o homem que fotografou o pobre Omran está ligado aos movimentos jihadistas e foi inclusivamente fotografado com outros jihadistas que tinham recentemente decapitado uma criança de 12 anos!
  • O Sr. Lüder termina, denunciando aquilo que eu e tantos outros blogueiros nacionalistas temos denunciado ao longo dos anos: os mé(r)dia limitam-se a repetir a versão veiculada pelas grandes agências de notícias internacionais, sem nunca escrutinarem as contradições e investigarem as peças que não encaixam no puzzle! E vaticina: «Parece-me que não se trata de informar, mas sim de criar uma determinada imagem nos espectadores ocidentais a respeito de Assad, da Rússia e do Irão.»

2 comentários:

Anónimo disse...

mashallah
onde esta o firehead?

Afonso de Portugal disse...

Infelizmente, abandonou a blogosfera. Podes agradecer ao canalha totalitarista que dá pelo nome de Luís Miguel Fernandes Crespo. Fez o trabalhinho sujo para vocês e perseguiu o Firehead até que ele desistisse.