quarta-feira, 12 de abril de 2017

Putin reafirma que ataque com gás Sarin foi um ardil


«Vladimir Putin admitiu, esta quarta-feira este Mércores, que o nível de confiança entre os EUA e Moscovo se deteriorou com a chegada da administração Trump: "Pode dizer-se que o nível de confiança, especialmente ao nível militar, não só não melhorou como se deteriorou", disse. 


Numa entrevista que está a ser citada pela imprensa internacional, o líder russo volta a reiterar a versão de Moscovo dos acontecimentos na Síria, onde pelo menos cem pessoas morreram após um ataque com gás sarin em Idlib.

Putin diz que a Síria cumpriu o acordado no que diz respeito a armas químicas, livrando-se delas, pelo que o que aconteceu naquele ataque só pode ter "uma de duas explicações": ou o governo sírio atingiu um armazém de armas químicas controlado pelos rebeldes ou "o ataque com gás é falso" e foi "desenhado para desacreditar" o governo de Bashar al-Assad. O Kremlin acredita, ainda, que deixar de apoiar o governo sírio seria o mesmo que dar vantagem aos terroristas.

Apesar destas declarações, o presidente russo não descarta a possibilidade de um encontro com o secretário de estado dos EUA, Rex Tillerson, esta quarta-feira este Mércores, durante a visita do representante norte-americano à Rússia. "Há uma certa possibilidade" do encontro acontecer, garantiu o porta-voz de Moscovo, Dmitry Peskov. 

Aviso desde já os pataratas que me quiserem acusar de ser um fã do Presidente Putin que não recebo lições de moral de ninguém que não me consiga explicar o que é que Assad ganhou com o alegado ataque com armas químicas em Idlib... ou o que teria ganhado caso os EUA não tivessem intervindo!

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Ver também:

3VVP(37): «Guerra na Síria (Gás & Petróleo)»
Putin denuncia o desastre estratégico americano na Síria
Putin diz não compreender a insanidade que se apoderou da Europa

5 comentários:

Rick disse...

Sem informação fiável, não se pode ter uma ideia precisa da situação e os cenários são deixados à livre imaginação dos seus autores.
A situação é complexa e não me aventuro na análise antes de dissipado algum do nevoeiro.
Há muita gente na Europa que espera o regresso do Messias. Trump não tem que ser esse Messias. Ele foi eleito presidente dos EUA e apenas dos EUA.
É ou parece ser nacionalista. Isso implica defender intransigentemente a sua nação e não o que vejo projectar por aí, de encabeçar um movimento transnacional para restaurar os valores conservadores no mundo.
Trump não tem que multiplicar os pães e os peixes. Não resultou há dois mil anos e não me parece que vá resultar agora numa sociedade muito mais materialista.
Há muitos equívocos e confusão no espaço de discussão.
As emoções e os sonhos enrolados em desinformação tomaram a dianteira :)

Afonso de Portugal disse...

Rick disse...
«Sem informação fiável, não se pode ter uma ideia precisa da situação e os cenários são deixados à livre imaginação dos seus autores.»

É verdade, mas há algumas situações que a mim me fazem pender mais para o lado dos russos, apesar de desprezar tudo o que Putin representa. A mais grave é o facto de haver um jornalista turco que teve de fugir para a Alemanha por ter feito uma peça jornalística a denunciar o fornecimento de gás Sarin aos jihadistas da Síria, como o Michael Lüders denunciou no vídeo que eu publiquei anteontem. O caso foi abafado por quase toda a imprensa ocidental.

De resto, não vejo como é que o eventual derrube de Assad poderá ser benéfico para a Síria e para a Europa. O Iraque pós-Saddam é pior do que o Iraque pré-Saddam. A Líbia pós-Kadafi é pior do que a Líbia pré-Kadafi. E a Europa pós-aventuras-ianques-no-Médio-Oriente tem muitos mais "refugiados" do que a Europa pré-aventuras-ianques-no-Médio-Oriente! E essa é a parte que mais me interessa no meio desta história toda, o futuro da Europa!


«Trump não tem que ser esse Messias. Ele foi eleito presidente dos EUA e apenas dos EUA.»

Sim, eu disse isso desde o primeiro dia e ainda estou bastante surpreendido com a confiança cega que muitos nacionalistas depositaram nele. Já devíamos ter aprendido que é preciso muito tempo e muitos esforços continuados para mudar o que quer que seja. Foi isso que os estrategas do Marxismo Cultural nos ensinaram, antes de aspirar a qualquer mudança, é preciso capturar as instituições! Sem isso, não haverá mudanças radicais, nem messias, nem Dons Sebastião, nem mesmo "aristocracias meritocráticas" que possam inverter tudo do dia para a noite. Só o trabalho e o sacrifício continuado dos povos poderá trazer resultados.

Infelizmente, há muitos no nacionalismo que não conseguem enfiar isso nas suas cabeças. Continuam a achar que meia-dúzia de gatos pingados podem operar sozinhos uma mudança contra a superclasse mundialista inteira.


«Há muitos equívocos e confusão no espaço de discussão.
As emoções e os sonhos enrolados em desinformação tomaram a dianteira :)
»

É sempre assim quando se põe alguém num pedestal, um autêntico festival maníaco-depressivo! Primeiro fica-se cheio de esperanças e de ilusões... e depois vem a desilusão inevitável e a revolta.

Rick disse...

Check this https://www.infowars.com/hey-trump-its-wwiii-not-three-world-wars/

Rick disse...

"De resto, não vejo como é que o eventual derrube de Assad poderá ser benéfico para a Síria e para a Europa. O Iraque pós-Saddam é pior do que o Iraque pré-Saddam. A Líbia pós-Kadafi é pior do que a Líbia pré-Kadafi. E a Europa pós-aventuras-ianques-no-Médio-Oriente tem muitos mais "refugiados" do que a Europa pré-aventuras-ianques-no-Médio-Oriente! E essa é a parte que mais me interessa no meio desta história toda, o futuro da Europa!"--------------------------------Completamente de acordo.

Afonso de Portugal disse...

Só vou poder vídeo logo à noite. Prometo publicá-lo se for pertinente! Obrigado!