sábado, 29 de abril de 2017

Porque é que o movimento terrorista antifa ainda não foi (nem será) ilegalizado?


É simples, porque está ao serviço da superclasse mundialista! Senão, comparem-se os objectivos das elites e os da antifaria militante!

6 comentários:

Raghnar disse...

Exacto, até na "política económica" que defendem são, pelo seu desprezo militante da austeridade financeira, os melhores amigos da alta finança. Portugal é um exemplo paradigmático do que escrevo...

E aqui utilizo "austeridade" no sentido literal do termo, controlo rigoroso das despesas, nada a ver com o programa colonialista dos representantes dos investidores em dívida pública. O conceito ganhou conotação negativa, mas eu acho que é uma atitude básica para quem gere contribuições alheias.

Afonso de Portugal disse...

Muito bem observado cara Raghnar. A independência financeira só se consegue com a poupança continuada e com uma disciplina muito rigorosa em relação às nossas despesas. Infelizmente, a literacia financeira é uma miragem para a esmagadora maioria dos portugueses, o que muito contribuiu para o comportamento dos nossos políticos e da nossa banca.

Infelizmente, não são só os antifas. Também há, entre os nacionalistas, demasiada gente que não compreende a importância de poupar, investir e gastar só o que é preciso. É que isto das finanças é tudo "usura judaica", pá...

Raghnar disse...

É importante esclarecer, e reforçar, que uma nação sem soberania financeira não é uma nação soberana, que para os mais distraídos é a situação de Portugal no dia de hoje. Uma coisa é a certeira crítica à visão redutora da direitinha, que se cinge quase a questões de política económica, outra bem diferente é o desprezo pelo rigor das contas. A "usura judaica" é um instrumento útil, não pode ser é uma necessidade para satisfazer despesas correntes. Tenho conhecimento distante de uma PME com mais de cinquenta anos, com uma saúde financeira que lhe permite viver sem necessidades de financiamento da banca e as pessoas não percebem quais as condições que os "usurpadores" propõem para ter um cliente desses.

A questão é que, em termos de programas eleitorais, na minha opinião os nacionalistas não podem propor amanhãs que cantam, mas insistir que indissociável ao exercício de direitos está sempre o cumprimento de deveres. Se a pílula pode ser "dourada" até certo ponto, penso que não podemos cair no erro de fazer o que criticamos. A grande incógnita é se na sociedade niilista e imediatista de hoje, um programa desse tipo pode ter sucesso.

Afonso de Portugal disse...

Raghnar disse...
«Uma coisa é a certeira crítica à visão redutora da direitinha, que se cinge quase a questões de política económica, outra bem diferente é o desprezo pelo rigor das contas.»

Ora, lá está! Ou, como diz o nosso povo de uma forma muito simples "não se vive sem ele". O grande problema da direitinha, a meu ver, é que exige responsabilidade sem apresentar soluções de sustentabilidade financeira a longo prazo. Pior do que isso, sem levar em conta a humanidade e a justiça dos sacrifícios que exige, fazendo todo o povo pagar pelos irresponsáveis que contraíram as dívidas.

Do outro lado da barricada está uma malta irresponsável que acha que pode rasgar todo e qualquer compromisso assumido sem que isso tenha graves consequências a médio e a longo prazo.


«A "usura judaica" é um instrumento útil, não pode ser é uma necessidade para satisfazer despesas correntes.»

Exactamente! Perpetuar dívidas é comprometer o futuro. Não há outra forma realista de ver isto.


«A questão é que, em termos de programas eleitorais, na minha opinião os nacionalistas não podem propor amanhãs que cantam, mas insistir que indissociável ao exercício de direitos está sempre o cumprimento de deveres.»

Eu concordo com o que o Raghnar escreveu aqui, mas há um problema. Como a esquerda tem vivido e crescido à custa desses "amanhãs que cantam", há a tentação, por parte dos nacionalista, de disputar esse discurso. Além disso, há muitos nacionalistas que se revêem no paradigma do estado-providência, o que complica ainda mais a situação.


«A grande incógnita é se na sociedade niilista e imediatista de hoje, um programa desse tipo pode ter sucesso.»

Exactamente. Eu pessoalmente não acredito que possa. A cultura dominante prega a redistribuição da riqueza e o desprezo à responsabilidade financeira. E as novas gerações são cada vez mais imaturas e irresponsáveis. Esse é, aliás, um dos maiores problemas de Portugal.

Raghnar disse...

A sabedoria contida no chamado senso comum é uma fonte de conhecimento frequentemente ignorada, e desprezada, pelos nossos "bem-pensantes", mas contém ensinamentos muitas vezes intemporais. Aliás, esse desprezo é, na minha opinião, "induzido" por quem se quer aproveitar dos erros dele resultantes. Nunca me esqueço da forte desconfiança do meu avô materno no sistema financeiro, por volta de finais de 80, recordando sempre o crash financeiro dos anos 30 (em Portugal, as ondas de choque do crash de 29 chegaram um pouco mais tarde, pelo que sei), pois previa que iria voltar a acontecer. E o homem, grande Homem, quase não sabia assinar o seu nome...

"Eu concordo com o que o Raghnar escreveu aqui, mas há um problema. Como a esquerda tem vivido e crescido à custa desses "amanhãs que cantam", há a tentação, por parte dos nacionalista, de disputar esse discurso. Além disso, há muitos nacionalistas que se revêem no paradigma do estado-providência, o que complica ainda mais a situação."

A minha dúvida é se, em algum momento, por razões conjunturais, uma mensagem de rigor pode ter sucesso. Também duvido muito dessa possibilidade, mas creio ser um erro embarcar em utopias irrealizáveis e que resultam sempre em miséria muito pior. Agora, eu defendo uma certa Previdência Social, sempre na base de que quem beneficia deverá contribuir de alguma forma, direito e correspondente dever. A confusão de muita gente é com o Estado-Providência, uma utopia insustentável e que apenas visa a retirada das mais básicas liberdades individuais à maioria da população. Eu digo sempre, há gente que gosta tanto de "defender" os pobres e oprimidos que trabalham activamente para que o seu número nunca diminua. Porque assim diminui, também, a necessidade da sua própria existência...

Afonso de Portugal disse...

«E o homem, grande Homem, quase não sabia assinar o seu nome...»

Pois é... algumas das lições mais importantes da vida não vêm nos livros. Essa é, aliás, uma das razões pelas quais há tantos intelectuais eloquentes que não conseguem apresentar soluções práticas e exequíveis para os probelmas. A literacia é importante, mas o "meter as mãos na massa" não fica atrás...


«(...) creio ser um erro embarcar em utopias irrealizáveis e que resultam sempre em miséria muito pior.»

Eu julgo que o ideal será ficar a meio caminho, enre a venda de ilusões -que é sempre necessária para conquistar o poder- e a responsabilidade do realismo. O Obama venceu as suas primeiras eleições com um slogan extremamente simples: "hope". A direcção editorial do Al-Público diz que Macron representa "a esperança" contra "o medo" de Le Pen. A triste verdade é que a maior parte do povo vive de ilusões... e há pouco a fazer quanto a isso.


«sempre na base de que quem beneficia deverá contribuir de alguma forma, direito e correspondente dever.»

De acordo. Mas isso acontece cada vez menos no Ocidente. Os pulhíticos usam cada vez mais o Estado Social como mecanismo de agregação de votos, concedendo benefícios a quem não os merece.


«Eu digo sempre, há gente que gosta tanto de "defender" os pobres e oprimidos que trabalham activamente para que o seu número nunca diminua.»

Em cheio! Aliás, essa é a única forma de fazer política que alguns conhecem, porque o seu poder e influência dependem do perpetuar da conflitualidade social.