sábado, 11 de março de 2017

Momento Musical 4: «Ó Eternidade, que palavra retumbante!»


    Há anos que andava à procurava disto! Johann Sebastian Bach, o maior de todos os grandes compositores, nas vozes dos Frankfurter Kantorei e instrumentação do Bach-Collegium Stuttgart, dirigidos pelo grande Helmuth Rilling. 

Desconfio seriamente que estou a dar pérolas a porcos, mas dedico esta posta ao melga do Monhé Costa, que passa a vida a trazer-me vídeos absolutamente deprimentes. Por uma vez na tua triste vida, rapaz, aproveita para ouvir música de verdade! Porque a música deste Grande Senhor, que viveu há quase 300 anos, continuará a ser escutada por milhões de pessoas em todo o mundo, muito depois de tu e eu termos morrido...

Deutsch Português
O Ewigkeit, du Donnerwort, Ó Eternidade, que palavra retumbante,
O Schwert, das durch die Seele bohrt, Ó espada que nos trespassa a alma,
O Anfang sonder Ende! Ó início que não finda!
O Ewigkeit, Zeit ohne Zeit, Ó Eternidade, tempo sem tempo,
Ich weiß vor großer Traurigkeit Perante tamanha tristeza,
Nicht, wo ich mich hinwende. eu nem sei para onde ir.
Nimm du mich, wenn es dir gefällt. Leva-me, se te aprouver,
Herr Jesu, in dein Freudenzelt! Senhor Jesus1, para a tua morada de Felicidade!



(1) - Eu não sou cristão, mas o apreço pela arte ocidental feita em nome do Cristianismo não requer que eu o seja. Quem não for capaz de apreciar a beleza da Capela Sistina ou da catedral de Notre-Dame só por serem edifícios concebidos para a prática do louvor cristão, não é um admirador a sério da arquitectura. Da mesma forma, quem não for capaz de apreciar a música de Bach por ser de inspiração cristã, não é um apreciador de música de verdade. Não podendo ser totalmente separada do contexto em que foi criada, a cultura europeia transcende as circunstâncias da sua génese: ela faz parte da herança deixada dos nossos gloriosos antepassados. E um ariano a sério não renega os feitos dos seus ancestrais só por causa dos dogmas em que eles acreditavam. Se assim fosse, eu teria de renegar a maior parte da história de Portugal!

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Ver também:


Momento Musical 3: Olympia Prologue
Momento musical 2: Helene Bøksle - Memories of Cimmeria 
Momento musical: Commandos - Beyond the Call of Duty

6 comentários:

Anónimo disse...
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Afonso de Portugal disse...

Confirma-se: pérolas a porcos. :)

João José Horta Nobre disse...

Bem, eu pessoalmente prefiro o estilo de Wagner, que a meu ver é o mais épico e grandioso de todos os compositores de música clássica.

À margem: o Afonso já reparou na obsessão que o doidinho de Macau tem pela Maria Vieira? Aquilo é doentio. Pelo caminho que isto leva, ele ainda acaba internado no manicómio ao lado do Paulo Reis, os dois atados com cintos e medicados a sedativos. Isso é que era a ironia das ironias...

Afonso de Portugal disse...

Também gosto de Wagner, mas considero o rigor harmónico de Bach de outra galáxia. Houve alguém que disse que o homem nunca errou uma nota e eu concordo, as suas composições são absolutamente irrepreensíveis no que respeita ao cumprimento das regras do período da prática comum, sem deixarem de ser emocionalmente expressivas.


«o Afonso já reparou na obsessão que o doidinho de Macau tem pela Maria Vieira? Aquilo é doentio»

Se é! Mas desde que ele não fale mais de nós, eu prefiro não saber. Cada vez que acedo ao blogue dele -e já só o faço mesmo para ver se ele ainda fala de nós-, sinto que estou a desperdiçar o meu tempo. Enquanto ele falar da Maria Vieira, ao menos não fala de nós.


«Pelo caminho que isto leva, ele ainda acaba internado no manicómio ao lado do Paulo Reis, os dois atados com cintos e medicados a sedativos. Isso é que era a ironia das ironias...»

A minha teoria da conspiração é que os chinocas anda a deitar qualquer coisa na água que vai para Macau. Só assim se explica haver tanta gente avariada por aquelas bandas!

João José Horta Nobre disse...

Eu confesso as minhas limitações no que diz respeito a música clássica. Aliás, sou bastante ignorante nesse campo e pouco a pouco é que tenho vindo a aprender a apreciar, mas é um gosto adquirido. Depois de habituarmos os ouvidos a metal do género "Five Finger Death Punch", entre outras bandas que aprecio, é difícil conseguirmos gostar de música clássica...

«Se é! Mas desde que ele não fale mais de nós, eu prefiro não saber. Cada vez que acedo ao blogue dele -e já só o faço mesmo para ver se ele ainda fala de nós-, sinto que estou a desperdiçar o meu tempo. Enquanto ele falar da Maria Vieira, ao menos não fala de nós.»

Pessoalmente, depois da última sova que levou de nós e que foi bem dura, penso que ele vai estar bastante tempo caladinho em relação a nós. Mas conhecendo a peça como a conheço, acho que é inevitável que ele volte a publicar qualquer merda sobre mim ou o Afonso, mais dia, menos dia. Talvez agora só daqui a uns seis meses ou até mesmo um ano ou dois. Não sabemos. Mas ele um dia vai voltar à carga contra nós, porque pessoas como ele nunca param verdadeiramente. O máximo que podemos fazer é contra-atacar como temos feito, que isso sempre ajuda a minorar os danos e mete-lhe "água na fervura"...

«A minha teoria da conspiração é que os chinocas anda a deitar qualquer coisa na água que vai para Macau. Só assim se explica haver tanta gente avariada por aquelas bandas!»

É que nem me diga nada! Aquilo em Macau parece que é um maluqinho em cada esquina. Desde o Paulo Reis, ao Crespo, passando pelo Pedro Coimbra que claramente é mais outro desequilibrado, aquilo por lá é só gente avariada dos carretos.

Afonso de Portugal disse...

«(…) pouco a pouco é que tenho vindo a aprender a apreciar, mas é um gosto adquirido»

Mas o apreço pela música clássica é sempre assim, caro JJHN! É possível apreciar a música clássica apenas pelas emoções que nos desperta, mas o verdadeiro deslumbramento só acontece quando adquirimos os fundamentos teóricos que nos permitem perceber aquilo que está a acontecer. Por exemplo, a minha forma musical favorita é a Fuga mas, durante muitos anos, eu não apreciava as fugas porque não compreendia a linguagem envolvida. Só quando aprendi a ler música escrita (na pauta musical) e os fundamentos da Teoria da Harmonia é que comecei a compreender a complexidade, a beleza e o génio dos dispositivos contrapontuais envolvidos nas fugas.


«Depois de habituarmos os ouvidos a metal do género "Five Finger Death Punch", entre outras bandas que aprecio, é difícil conseguirmos gostar de música clássica...»

O segredo é começar pelas obras clássicas mais fáceis de digerir. «As Quatros Estações» de Vivaldi, os «Concertos de Brandeburgo» de J. S. Bach, a abertura do «Barbeiro de Sevilha» do Rossini, as “Variações de Enigma” do Elgar e «Os Planetas» do Holst são bons exemplos e podem ser encontrados muito facilmente no YouTube. Contrariamente à maioria das pessoas, eu não recomendo que se comece por Mozart e Beethoven, porque as suas peças tendem a ser muito longas e a maioria das pessoas não tem conhecimentos nem ouvido para apreciar o que está a ouvir.


«Mas conhecendo a peça como a conheço, acho que é inevitável que ele volte a publicar qualquer merda sobre mim ou o Afonso, mais dia, menos dia.»

O que apenas confirmará que ele é mesmo um doente ou um agente pago! Porque havia um homem adulto e pai de família de embirrar assim connosco? Se ele tem problemas com o Nacionalismo, há alvos muito mais importantes para atacar! Ainda por cima, a audiência dele no Bairro do Demente é superior à nossa, pelo menos à minha aqui no TU! Do ponto de vista estratégico, não faz qualquer sentido!


«O máximo que podemos fazer é contra-atacar como temos feito, que isso sempre ajuda a minorar os danos e mete-lhe "água na fervura"...»

Bem, eu espero não ter de voltar a falar dele aqui no TU, mas se ele voltar a falar de mim ou de si, é certinho que o faço! Eu nunca quis esta guerra, isto só me faz perder o pouco tempo que tenho e impede que eu fale das coisas realmente importantes. Mas o que é que havemos de fazer? Se ele só entende a coisa assim, lá terá de ser!

Só lamento, muito sinceramente, que sejamos os únicos a fazer-lhe frente. A covardia de algumas das suas outras vítimas é confrangedora.


«Desde o Paulo Reis, ao Crespo, passando pelo Pedro Coimbra que claramente é mais outro desequilibrado, aquilo por lá é só gente avariada dos carretos.»

LOL! O Coimbra tem ao menos o bom senso de evitar o confronto pessoal. Mas o facto de ele fazer conferências juntamente com o Lulu diz bem o que a casa gasta. No entanto, aquilo que me deixa mais perplexo, muito sinceramente, é como é que pode haver um director de jornal que publica os textos do Lá Lá Cardo! Como é que o Hoje Macau vende? Como é que subsiste com crónicas tão pobres como aquela «O que é um nazi?»?