sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

E por falar em 'xuxas' franceses...


O par(a)lamento lá do sítio aprovou hoje uma lei absolutamente totalitarista:

«Os deputados franceses aprovaram hoje uma lei que proíbe as páginas de internet que divulguem informações falsas sobre o aborto. A lei foi fortemente criticada pela oposição conservadora, pelos movimentos pró-vida franceses e pela Igreja Católica.»

Uma marcha contra o aborto em Paris.

«O alvo dos socialistas, que propuseram a lei, são as páginas de internet pertencentes a várias organizações antiaborto que procuram convencer as mulheres a não o praticar. A ministra da família e dos direitos das mulheres, Laurence Rossignol,acusou essas páginas de veicular "informações falsas" para "fazer as mulheres duvidar da sua decisão" de abortar.

Por exemplo, pode ler-se, na mais popular dessas páginas, a ivg.net, que o aborto "implica riscos médicos e psicológicos", reunindo os testemunhos de várias mulheres contra essa prática.

Para a oposição conservadora e para as organizações antiabortistas, este projecto legislativo atenta contra a liberdade de expressão e limita a margem de manobra daqueles que pretendem convencer as mulheres a optar por soluções alternativas

Um precedente muito grave. A partir do momento em que um governo pode suprimir a informação que não lhe agrada alegando a sua "falsidade", está aberto o caminho para o totalitarismo.

2 comentários:

João José Horta Nobre disse...

«Um precedente muito grave. A partir do momento em que um governo pode suprimir a informação que não lhe agrada alegando a sua "falsidade", está aberto o caminho para o totalitarismo.»

Pouco a pouco, estamos perigosamente a resvalar para um totalitarismo muito perigoso. Primeiro foram as fake news e as tentativas de censurar o que o "sistema" vê como fake news, agora é isto, enfim, neste aspecto dou toda a razão ao David Icke:

http://historiamaximus.blogspot.pt/2017/01/o-panico-em-torno-das-fake-news.html

Afonso de Portugal disse...

Há muito que se previa que eles iam fazer tudo ao seu alcance para contrariar o efeito da internet e dos média altternativos. Mas estão a querer avançar demasiado rápido e, com isso, podem vir a enterrar-se. As pessoas abriram os olhos para muita coisa nos últimos anos e não vão aceitar de bom grado ficar novamente às escuras.