quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

A traição aos Portugueses em números concretos (95)


Os mé(r)dia espanhóis dizem as verdades que os mé(r)dia "tugas" escondem 

Um muito obrigado! ao Dr. No por nos ter trazido aqui esta crónico do jornal espanhol El País. É realmente deprimente ter de ser um jornal espanhol a denunciar esta pouca vergonha:

«Apesar de estar virado para o atlântico, considera-se que Portugal é um país mediterrânico, quente, tórrido no Verão e temperado no Inverno. É tão assim que a recente vaga de frio se traduziu apenas,  em mínimos de dous ou três graus à noite durante dois dias nas suas principais cidades, Lisboa e Porto; nada de geadas. No entanto, em Portugal morre-se de frio. Com a excepção de Malta, não há nenhum outro país europeu com maior mortandade devido ao frio, de acordo com a mais recente actualização do indicador Excess Winter Mortality (EWM) - excesso de mortalidade invernal.

A média europeia de excesso de mortalidade  invernal (EMI), definida como a percentagem de mortes adicionais no Inverno (Dezembro a Março) comparativamente à média das restantes estações do ano, encontra-se nos 15%. Mas a EMI de Portugal chega aos 28%, seguido pelo Chipre (23%), por Espanha e Irlanda (21%) e Itália (18%). Só Malta fica acima (29%). A primeira conclusão óbvia é que se morre mais de frio nos países do Sul do que nos países do Norte da Europa

Não fazendo frio excessivo nas ruas, onde morrem os portugueses de frio? Em suas casas, nas suas camas, de ceroulas vestidas e cobertos por mantas. 23,8% da população portuguesa não consegue manter a sua casa quente, de acordo com um estudo do Parlamento Europeu sobre pobreza energética. A média europeia é de 10% e a espanhola, por exemplo, de 11%.

No Inverno passado (2016) morrem 40 mil pessoas em 11 países europeus. De entre os 14 analisados, Portugal ganha de forma destacada na má qualidade das suas casas. Apenas 6% das habitações tem isolamento de tecto e paredes, apenas 3% tem janela dupla e só 2% tem isolamento ao nível do piso. Mas não é apenas a casa, a electricidade é a mais cara da Europa, uma vez que a sua factura está sobrecarregada por taxas e taxinhas, como a da televisão pública. Cerca de 700 mil portugueses  aderiram à tarifa social de electricidade, com um desconto de 33,8%; este número representa cerca de 20% de todos os lares do país.

Um tema de conversa habitual entre os visitantes estrangeiros a Portugal é a surpresa de passar um Inverno em Lisboa e recordar que os lisboetas afirmam que não faz frio na sua cidade. É verdade, o frio está dentro das suas casas.»

4 comentários:

Anónimo disse...

De facto a electricidade em Portugal é cara e está sempre mais frio que o suposto na casa dos portugueses de classe baixa e média-baixa...

Ass: FdT

Afonso de Portugal disse...

Sim... e olhe que Lisboa e Porto ainda não são os sítios piores. Há lugares no interior onde não há rede de gás natural e a maior parte das casas nem a 15 ºC está! Ao fim de algumas horas, começa a doer...

Anónimo disse...

"Há lugares no interior onde não há rede de gás natural e a maior parte das casas nem a 15 ºC está!"

Sei! mas parece que resolver essa injustiça não é prioridade de ninguém...

Afonso de Portugal disse...

Claro que não! Há muitos "refugiados" a precisar do nosso dinheiro, não vamos gastá-lo com portugueses, pá!!!