terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Helena Matos sobre o que realmente está por trás da (in)Justiça Social: a indústria da vitimização


A melhor escriba do Observador da "direitinha" voltou a acertar em cheio:

«(...) os activistas e as inúmeras ONGs, plataformas e associações em que se multiplicam para parecerem mais tornaram a caça a quem não pensa como eles numa actividade económica e politicamente rentável.

Note-se que a importância de boa parte destas associações decorre directamente da existência e do incremento dos problemas que alegadamente deviam denunciar e combater. Veja-se por exemplo a reivindicação por parte de vinte e duas associações de afro-descendentes. Esperando melhor esclarecimento sobre o que será um afro-descendente em Portugal – os descendentes dos negros de Alcácer ou os retornados também integram tal conceito? – destaque-se o que reivindicam tais associações: políticas específicas para estas comunidades. Registe-se que nessa sua reivindicação são apoiadas pela ONU que vê com preocupação o facto de Portugal não ter medidas específicas dirigidas aos afro-descendentes. Mas qual a vantagem destas medidas específicas? O balanço parece-me francamente negativo nos países que as têm adoptado: os incidentes raciais multiplicam-se, o coitadismo cresce e o sentimento de ghetto acentua-se. As quotas além de darem trabalho aos polícias das quotas só estimularam a mediocridade.»


Note-se que as observações da Helena Matos coincidem com as do Prof. Thomas Sowell:


Mas há mais:

«(...) Como se sabe, questionar a bondade e as vantagens destas medidas vale imediatamente a acusação de racismo, quando não uma ameaça de processo em tribunal. Por parte de quem? Dos mesmo que implementariam as tais medidas específicas, ou seja as associações, plataformas, organizações… É um círculo vicioso em que as acusações e os problemas crescem sem parar.

Sem darmos por isso os activismos de combate a isto e àquilo tornaram-se em polícias e juízes em causa própria. As mais neutras e sensatas declarações podem desencadear a sua corrida para os tribunais.

 

(...) há que recordar que estes activismos se alimentam precisamente da intolerância: se não existem queixas por racismo isso não é um bom sinal mas pelo contrário um sintoma de um racismo ainda mais profundo; os apelos ao entendimento e à negociação tornam-se ofensas porque o que há a fazer é continuar a andar com os mortos às costas…»

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