sábado, 21 de janeiro de 2017

Europa das Nações e das Liberdades volta a reunir-se


    Os nossos grandes mé(r)dia "tugas" praticamente não mostraram, mas hoje teve lugar uma grande reunião do grupo europarlamentar Europa das Nações e das Liberdades, constituído por vários partidos nacionalistas europeus (FN, PVV, LN, AfD, FPÖ, VB, KNP), em Coblença (Alemanha).



«Marine Le Pen, líder da extrema-direita francesa, previu este sábado Sáturnes num congresso de partidos populistas e de ultradireita na Alemanha uma revolta eleitoral dos povos europeus em 2017, após o Brexit e a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos.

Com os inesperados êxitos do Brexit e de Trump, "2016 foi o ano em que o mundo anglo-saxão despertou. 2017 será, e estou certa disso, o ano do despertar da Europa continental", declarou Le Pen em Coblença durante uma reunião dos partidos membros do grupo Europa das Nações e das Liberdades (ENL) do Parlamento Europeu. Os eleitores de França, Alemanha e Holanda - países onde serão realizadas em 2017 eleições cruciais - "podem mudar a face da Europa", disse a líder da Frente Nacional (FN) francesa.

"Agora é preciso passar à próxima etapa, na qual não nos contentaremos em ser uma minoria no Parlamento Europeu, a etapa na qual seremos majoritários nas urnas em cada eleição", proclamou a política francesa diante de centenas de pessoas que a aplaudiram.

Além de confiar em seu êxito na eleição presidencial francesa de Abril-Maio, à qual é candidata, Le Pen desejou as vitórias do Alternativa para a Alemanha (AfD) de Frauke Petry nas legislativas de 24 de Setembro e dos holandeses do Partido pela Liberdade (PVV) de Geert Wildersen nas eleições de Março.

"Estas vitórias podem mudar a face da Europa, se chegarmos ao poder em cada um dos países da União (Europeia) e pudermos organizar de forma concertada um abandono do antigo mundo", acrescentou a dirigente. Em seu discurso, Le Pen voltou a atacar seus habituais alvos, como o euro, que deixa os Estados "atados", ou a "tirania" da União Europeia (UE) e suas elites. Também criticou duramente a chanceler alemã, Angela Merkel, e sua política de acolhimento de refugiados, "uma catástrofe cotidiana" que levou à chegada à Alemanha em 2015 de mais de um milhão de migrantes.



Geert Wilders, chefe do partido holandês anti-islão PVV, tomou em seguida a palavra. "Ontem, uma nova América, hoje Coblença, amanhã uma nova Europa (...) Estamos no amanhecer de uma primavera patriótica", declarou o líder desta formação que pode vencer as legislativas de Março.

Paralelamente, 3000 manifestantes, segundo a polícia, reuniram-se para denunciar esta reunião. Os manifestantes mostravam imagens de Hitler e Mussolini e foram vigiados por cerca de 1000 agentes da polícia. Carregavam cartazes com a frase: "Quem dorme na democracia pode acordar em uma ditadura" 

Que curioso, caros leitores... os nossos grands mé(r)dia fizeram questão de passar o dia a falar na "marcha das mulheres" (como se as rameiras feministas falassem em nome das mulheres), incluindo as réplicas ridículas no Porto e em Lisboa... mas praticamente não mencionaram esta reunião e os 3 mil manifestantes... porque será?

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