sábado, 28 de janeiro de 2017

Costa das Índias: «Temos de enfrentar o populismo»


Aqui fica um excelente exemplo de como fazer um discurso político e ser aplaudido sem dizer nada. Costa das Índias, pois claro! Mas o paspalho do Hollande não fica atrás...

«Este é o momento da Europa e, em particular da União Europeia, se unirem pelo bem comum(1). Foi uma das mensagem que saiu da cimeira de países do sul da Europa, que decorreu este sábado Sáturnes, em Lisboa, onde António Costa e os restantes chefes de Estado falaram a uma só voz(2). O primeiro-ministro português foi o primeiro a intervir para deixar a principal conclusão deste encontro: a União Europeia “precisa de um novo ciclo de convergência económica e social”(3).

“Neste tempo de muitas incertezas ao nível mundial é essencial termos uma União Europeia mais forte e mais unida em torno dos seus valores da democracia, das suas quatro liberdades e do comércio livre a nível mundial”(4), afirmou António Costa. Para o primeiro-ministro português, é absolutamente essencial que a União Europeia dê “respostas concretas que reforcem a confiança dos cidadãos” e aos “seus principais anseios”.


Nesse sentido, António Costa defendeu que era tempo de a União Europeia desenvolver esforços decididos na defesa da fronteira externa comum(5) e encontrar um modelo eficaz de “partilha solidária de responsabilidades”, assente numa estreita cooperação interna. Além disso, continuou, é tempo de os Estados-membros encontrarem respostas comuns para prevenir as causas de radicalização que estão na origem de muitos fenómenos de terrorismo(6).

(...) “Apesar de os Estados Unidos terem agora uma nova administração que segue as suas próprias metas(7), nós temos de nos bater pelos nossos próprios objectivos. Alguns serão os mesmos, outros não. Nesse caso, termos de ser firmes. Acredito que existem, neste momento, muitos europeus que querem ir mais longe. Temos de enfrentar o populismo(8). O tipo de discurso seguido nos Estados Unidos encoraja o populismo e até o extremismo”, afirmou Hollande(9).

(...) François Hollande acabaria por resumir esta ideia assim: “Os nossos antepassados deixaram-nos a Europa de hoje(10). Devemos proteger este conjunto de valores para as gerações futuras(11). A Europa é uma força(12). A Europa é uma garantia, um espaço de segurança(13). A Europa é uma protecção e um espaço de democracia”(14).»


(1) E o que é o "bem comum"? O Costa das Índias não esclarece, como não podia deixar de ser... 
(2) A verdade é que é fácil falar a uma só voz quando não se diz nada que se aproveite.
(3) Vai ser realmente difícil, uma vez que a Europa é o continente que menos cresceu em termos económicos na última década. E agora que os alemães têm os "refugiados" para dar de mamar, duvido muito que tenham grande vontade de ajudar os outros países da Europa a "convergir".
(4) Falar em "valores de democracia" a respeito de uma organização cujos líderes não são democraticamente eleitos é gozar com a cara das pessoas. Advogar o reforço dessa organização a pretexto da salvaguarda da democracia é ir ainda mais longe, insultando a inteligência das pessoas.
(5) Ainda há uns dias andava ele a pedinchar aos indianos que viessem para Portugal e agora, com uma cara-de-pau do tamanho do Evereste, já diz que é preciso defender as fronteiras da Europa! Viva a demagogia!
(6) Sim, sim, como se isso fosse possível enquanto os líderes europeus continuarem a afirmar que os atentados terroristas não têm nada a ver com o Islão!
(7) Espera lá, então o Costa não segue as suas próprias metas? Isto é uma admissão?!
(8) Ah, pois, não podia faltar o grande papão do "populismo"... como se o contrário não fosse o elitismo, a tomada de decisões por parte da classe de "iluminados" que nos trouxe até aqui.
(9) Até ao momento, quem permitiu que os seus cidadãos fossem assassinados por extremistas foi o Hollande, não foi o Trump!
(10) Não, não deixaram. Eles deixaram-nos uma Europa com europeus e sem Islão. Vocês estão a tentar deixar-nos uma Eurábia sem europeus!
(11) A que valores te referes, pigmeu? Ao multiculturalismo? Ao multirracialismo? À islamofilia? Ao mundo sem fronteiras? Ao cosmopolitismo? Ao genocídio branco? Esses nunca foram os "valores" da Europa, mas sim as aspirações de uma elite traidora! E, ao longo de toda a sua história, a Europa só foi grande quando os rejeitou!
(12) Não, burrinho, a Europa é um continente! Que mania que estes esquerdalhos se referirem a tudo de uma forma subjectiva...
(13) Graças a ti e a outros traidores como tu, deixou de o ser. Basta perguntar às vítimas dos atentados islâmicos cometidos no "teu" país. Às que ficaram vivas, evidentemente...
(14) A implicação aqui é a mesma de sempre: a vitória de Trump não foi democrática. Mas foi mesmo democrática, por muito que custe ao Hollande e aos paspalhos totalitaristas como ele.

2 comentários:

Bilder disse...

O Hollande(que é um fantoche derrotado e em vias de sair do poleiro)diz uma coisa,mais uma vez como cinico e canalha que é(não vou falar agora dos outros na foto)e faz o contrario,ou seja mete discurso de defensor dos valores europeus(misturando alhos com bogalhos)mas defende políticas que minam os mesmos valores.Que teatro de bonifrates este da UE e afins.

Afonso de Portugal disse...

É verdade! O Hollande, aliás, é um personagem que considero particularmente execrável. Como o caro Bilder bem observou, o paspalho é de uma falsidade quase caricatural, de tal forma se contradiz constantemente. Mas a própria figura do cretino mete-me nojo. Parece um boneco feio, sem vida, sem carisma, sem alma! É daquelas pessoas que nos dá a volta ao estômago só de o ouvirmos falar. Pior do que ele só mesmo a porca da Mer(d)kel e o bêbado do Juncker! Sim, custa-me admiti-lo, mas até o Costa me desperta menos repulsa do que o trio maravilha da eurolândia!