quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Mais uma intervenção surreal do Marcelinho da "direitinha"


«O Presidente da República apelou hoje, em Faro, à convergência dos portugueses e à consolidação do espírito de família, porque as pessoas "não têm que ser iguais", apesar das discordâncias religiosas ou políticas.


"Que haja um espírito de família, que é o mesmo espírito de família que eu quero que se crie na família portuguesa. Não temos que ser iguais, seria horrível um país em que todos pensássemos da mesma maneira", disse Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhando que o espírito de família é "saber convergir naquilo que é essencial".

(...) "As pessoas podem ser de partidos diferentes, de religiões diferentes, de opiniões diferentes, de meios diferentes, com ideias totalmente diversas sobre a vida e aquilo que as aproxima, que fez o nosso país, aquilo que faz a nossa vida nas comunidades em que nos integramos é o afecto", declarou.»

Comentário do blogueiro: "todos diferentes, todos iguais!" Onde é que eu já ouvi isto? Enfim, o Marcelinho deve ter passado o feriado com a Assunção Cristas, porque está com o mesmo discurso utópico e estéril.

Convém esclarecer que as palavras do presidente-pimba foram proferidas no contexto de uma visita ao Refúgio Aboím Ascensão, uma instituição que acolhe crianças e jovens carenciados. Só que este apelo do Marcelinho às virtudes da caridadezinha em nome do "espírito de família" (como se toda a gente que vive em Portugal pertencesse à mesma família) esbarra na contradição inevitável do multiculturalismo: se não houver uma comunidade coesa e uniforme, as pessoas tenderão cada vez menos a  cooperar umas com as outras e a trabalhar activamente para a sociedade.

Eu, por exemplo, há uns anos atrás, não falhava um único peditório do Banco Alimentar Contra a Fome e cheguei a dar dinheiro à Cáritas. Mas depois descobri que estas instituições, tal como muitas outras ligadas à caridadezinha, entregam grande parte da comida e das doações a gente que não precisa e também aos iminvasores. De há meia-dúzia de anos para cá, deixei de dar. E não tenciono dar nunca mais! Porque deveria? A mim, nunca ninguém me deu nada! Nada me garante sequer que, ao contrário da geração do Marcelo, os meus descontos me darão direito a uma reforma digna, porque o Estado Social dificilmente resistirá até meados deste século, pelo menos como o conhecemos hoje.

De resto, este foi mais um discurso do Marcelinho cheio de contradições. Por exemplo, o homem diz que "seria horrível um país em que todos pensássemos da mesma maneira", mas depois diz também que temos de "saber convergir naquilo que é essencial". Ou seja, acabamos por ficar com o velho "pensem diferente à vontade, desde que não façam ondas"...

5 comentários:

Unknown disse...

Marxismo cultural quer é ovelhas, funcionários prontos a serem empregues num sector qualquer onde permanecerão quase que automatizados até ao fim da sua triste insugnificante vida que aceita tudo e nunca questiona nada a não ser por ordem dos mérdia, neste governo globalista pensar por si é perigoso, daí a censura não assumida como tal do políticamente correcto, qualquer dia instauram-se gulags e há de haver antropólogos e sociólogos a conferir que a tortura e censura dos intelectuais não passa de construção social.. Esta gente com estes cursos trabalha a onde mesmo? E estudos africanos? Imagino *rindo*.. Infelizmente a degeneração cultural nunca é reversível, e o inspetor Marx bem avisou que todos os estados de governo caminhariam para o comunismo um dia por muito que andassem à roda antes, até lá espero dois cenários: somos extintos e apagados da história e algum dia um mestiço desenraízado nos descobre porque sabemos que na Internet nunca nada desaparece por completo e essas massas castanhas de um tom qualquer que logo se vê caso tenham Q.I. suficiente vão-se mobilar para questionar o nosso desaparecimento, ou a corrida ao espaço sofre um boom e comunidades separatistas nascem pelo cosmos a fora, em qualquer um destes cenários o meu querido vermelho verde e esfera armilar já não existe e quando Portugal jã não me souber a Portugal eu também já não quero estar aqui..

Dias melhores virão.. Talvez..

-Lattia

Bilder disse...

Convergir no essencial deve querer dizer "manter o sistema corrupto liberal-socialista/liberal capitalista" que dá previlégios à minoria de "iluminados" e afunda cada vez mais país.

Afonso de Portugal disse...

Lattia disse...
«(...) qualquer dia instauram-se gulags e há de haver antropólogos e sociólogos a conferir que a tortura e censura dos intelectuais não passa de construção social...»

Mesmo! E que afirmar o contrário será populismo ou outro "ismo" qualquer!


«(...)até lá espero dois cenários: somos extintos e apagados da história e algum dia um mestiço desenraízado nos descobre porque sabemos que na Internet nunca nada desaparece»

A esquerda já celebra esse cenário! Já ouvi esquerdistas dizerem que um dia os brancos serão lembrados como um mero detalhe da história, um acidente evolutivo, quando não um erro que a evolução humana acabou por corrigir.


«(...)quando Portugal jã não me souber a Portugal eu também já não quero estar aqui...»

Pois. O grande problema é que dificilmente haverá alternativas...



Bilder disse...
«Convergir no essencial deve querer dizer "manter o sistema corrupto liberal-socialista/liberal capitalista" que dá previlégios à minoria de "iluminados" e afunda cada vez mais país.»

Não seja populista, caro Bilder! Então não sabe que as elites sabem sempre o que é melhor para nós, o povinho ignorante?

Bilder disse...

Exacto,seria para rir senão fosse trágico.Os populistas que governam há décadas(com promessas populistas para serem eleitos enganando o povinho a maioria das vezes)a encher a boca contra o "populismo".

Afonso de Portugal disse...

Agora é que o Bilder disse tudo! É mesmo isso, quando somos nós, é "populismo". Mas quando são eles é "racionalidade e ponderação". O mais triste é que ainda há gente que, na hora de votar, cai na falácia!