domingo, 4 de dezembro de 2016

Jovem violada "43 mil vezes" ajuda escravas sexuais


     Julgo que não será o caso de nenhum dos meus leitores (menos tu, Lá Lá Cardo!), mas aqui fica mais um testemunho que deveria fazer pensar seriamente todos aqueles que vão às prostitutas. Diz-se aqui em Portugal que "homem que é homem vai às meninas". É falso! Homem que é homem tem tanta escolha que não precisa de ir às prostitutas! E ainda mais homem é aquele que, não tendo escolha, consegue ter o autocontrolo suficiente para não ir ao bordel. Aqui o vosso blogueiro respeita muito mais um homem virgem do que um prostibulário! É que não ter vida própria não é desculpa para dar cabo da vida aos outros!...

«Com apenas 12 anos, Karla Jacinto, natural do México, foi vendida pela família disfuncional como escrava sexual a um traficante a troco de algum dinheiro e presentes. Durante quatro anos, foi forçada a manter relações sexuais com 30 homens por dia e sofreu na pele os horrores do tráfico humano. Hoje, aos 24 anos, a jovem é activista dos Direitos Humanos e viaja por todo o mundo a alertar para a escravatura sexual no México.»

Karla Jacinto: quando acharem que a vida vos está a correr mal, ponham-se no lugar dela!

«Nos anos que viveu como escrava sexual, em Guadalajara, foi obrigada a prostituir-se. Karla estima que tenha sido violada "cerca de 43 mil vezes". Foi salva em 2008, durante uma operação de combate ao tráfico de pessoas no México.

Depois de recuperar das profundas cicatrizes emocionais com que ficou e de lutar contra as memórias de uma adolescência que lhe foi roubada, Karla Jacinto quis ajudar outras raparigas que passam pelo mesmo. A CNN descreve o percurso "brilhante" da jovem mexicana, que até já foi recebida pelo papa Francisco no vaticano para discutir a crise do tráfico humano no seu país de origem, que atinge mais de 20 mil mulheres todos os anos.

"Batiam-me. Espancavam-me. Com paus, cabos, correntes. Havia quem se risse de mim porque eu estava a chorar. Tinha que fechar os olhos, para não ver o que me faziam. Fui violada por polícias, juízes, padres. Achava que todos eram asquerosos", descreve Karla Jacinto à CNN.

Com o seu poderoso testemunho, a activista espera que as organizações internacionais trabalhem cada vez mais na resolução do flagelo, não só no México, como em todo o mundo. "Há raparigas menores que sofrem tanto ou mais do que o que eu sofri. Agora as pessoas ouvem-me. Tenho uma voz", conclui Karla Jacinto.»

5 comentários:

João José Horta Nobre disse...

É preciso não misturar escravatura sexual com prostituição voluntária. São duas coisas completamente distintas. Eu já tive uma amiga que era prostituta e ela fazia aquilo por livre vontade, posso garantir isso ao Afonso a 200%! Aliás, era o segundo emprego da moça, de dia trabalhava num museu de arte, à noite ou à tarde, conforme os horários, atendia clientes num apartamento em Lisboa que ficava localizado próximo do Marquês de Pombal.

Perdi o rasto a essa miúda que entretanto parece ter-se evaporado. Mas acredite caro Afonso, ela ganhava mais de 3000 euros por mês a fazer o que fazia, eu pelo contrário, trabalho como um mouro para levar para casa cerca de 1000 euros por mês...

A prostituição tem é de voltar a ser devidamente regulada e controlada como no tempo de Salazar e ponto final. O velho estadista era um católico beato, mas ao menos nisso tinha razão.

Afonso de Portugal disse...

João José Horta Nobre disse...
«Eu já tive uma amiga que era prostituta e ela fazia aquilo por livre vontade, posso garantir isso ao Afonso a 200%!»

Acredito, caro JJHN, mas também acho que é bastante fácil distinguir entre esse caso e aqueles que envolvem pessoas como a Karla Jacinto: quem trabalha por contra própria, em princípio, não estará a ser explorado por terceiros ou a ser obrigado a prostituir-se.

Já quando se vai a uma casa de alterne, tudo é possível, mesmo quando as pessoas nos sorriem e parecem estar lá de sua livre vontade. A mim, aquilo que realmente me perturba é constatar que há homens que não querem saber das diferenças. E como o JJHN bem sabe, eu até nem sou nada dado a defender estas causas, sou um antifeminista convicto! Mas também acho que não há desculpas para a crueldade. Este tipo de exploração é, a meu ver, uma daquelas poucas situações que devia ser punida severamente.


«A prostituição tem é de voltar a ser devidamente regulada e controlada como no tempo de Salazar e ponto final. O velho estadista era um católico beato, mas ao menos nisso tinha razão.»

Sobre isso, eu tenho uma opinião controversa no meio nacionalista e até na direita política: a prostituição devia ser legal. Porquê? Basta ver o que se passou sempre que os governos proibiram o jogo ou as bebidas alcoólicas: o jogo ilegal e o tráfico de bebidas proliferaram e a criminalidade organizada prosperou. Mas quando o jogo foi legalizado, verificou-se um fenómeno muito interessante: foram os próprios gerentes dos casinos e denunciar o jogo ilegal, porque lhes fazia concorrência!

Eu suspeito que o mesmo aconteceria se legalizássemos a prostituição. Os donos dos bordéis legais denunciariam os bordéis ilegais. As prostituas seriam obrigadas a registar-se, a fazer exames médicos periódicos e a pagar impostos. Por muito imoral e repugnante que seja a prostituição, é absolutamente irrealista pensarmos que podemos erradicá-la completamente. Portanto, mais vale minimizar os seus estragos!

João José Horta Nobre disse...

«Este tipo de exploração é, a meu ver, uma daquelas poucas situações que devia ser punida severamente.»

Ah sim, nisso concordo totalmente!

«Sobre isso, eu tenho uma opinião controversa no meio nacionalista e até na direita política: a prostituição devia ser legal.»

Olhe que não sei se será assim tão controversa, é o que eu digo, a prostituição foi legal em Portugal até à década de 1960, foi já só nos anos finais do regime que Salazar deixou de manter a prostituição como uma actividade regulada em Portugal. Eu sou igualmente a favor da legalização da prostituição, até porque o negócio do sexo é uma autêntica economia paralela que temos em Portugal e que foge quase por completo ao fisco...

Mas pronto, lá está, eu sou um nacionalista "pá frentex" como alguns já me chamaram no passado. O que não quer dizer que eu não seja extremamente conservador em outras questões, como por exemplo, a defesa da família tradicional.

CENSURADO AGAIN disse...

SIM TEVE UMA QUE SAI QUE ELA DISSE AH EU NÃO VOLTARIA AO EMPREGO ANTERIOR E POR QUE?SIMPLES COM UM SÓ PROGRAMA DE POUCO TEMPO (DEZENAS DE MINUTOS) ELA LEVAVA MAIS QUE EM DIAS DE TRABALHO E APENAS A ABRIR AS PERNAS

Afonso de Portugal disse...

João José Horta Nobre disse...
«Eu sou igualmente a favor da legalização da prostituição, até porque o negócio do sexo é uma autêntica economia paralela que temos em Portugal e que foge quase por completo ao fisco...»

Exactamente! Esse é um dos argumentos mais fortes a favor da legalização. O outro é o combate ao tráfico de pessoas e a salvaguarda da dignidade humana.


«O que não quer dizer que eu não seja extremamente conservador em outras questões, como por exemplo, a defesa da família tradicional.»

Sim, mas aí nenhum nacionalista que se preze pode ter dúvidas: nenhuma civilização subsiste se não der valor à família tradicional! Aliás, grande parte dos problemas do Ocidente resulta precisamente da desvalorização da família.


Caps Loucão disse...
«COM UM SÓ PROGRAMA DE POUCO TEMPO (DEZENAS DE MINUTOS) ELA LEVAVA MAIS QUE EM DIAS DE TRABALHO E APENAS A ABRIR AS PERNAS»

Enquanto você não usar letras minúsculas eu vou continuar a chamar você de Caps Loucão!!!