segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Quem tem medo do PNR?


Da página de internet do único partido nacionalista português, o Partido Nacional Renovador (PNR):


«A nossa acção no Martim Moniz, no passado dia 13 de Novembro, a mentira absolutamente escandalosa veiculada por um partido «levado ao colo» pela comunicação social, acerca de um debate na sua sede e a capa e entrevista do jornal I, parece ter acordado os cães-de-fila do sistema. Da Assembleia Municipal de Lisboa, passando pelo «jornalixo», pelos comentadores pagos para confundir a opinião pública e terminando num iluminado porta-voz do (des)governo, formou-se um grupo disposto a sugerir a ilegalização do PNR. 

Incapazes de nos enfrentar pelos argumentos, receosos do contraditório, aqueles que tanto defendem a liberdade de expressão, são os primeiros a tentar quartá-la perante aqueles que, cada vez mais, não alinham na doutrina impingida pelo sistema. 

“Todas as verdades passam por três fases: primeiro são ignoradas, depois são atacadas ferozmente e por fim são aceites como evidentes.”  Aparentemente, o PNR entrou na segunda fase, pelo que a unidade e a contínua defesa da verdade têm de ser maiores e ouvir-se ainda mais alto.

Não vamos tremer perante mais uma tentativa de nos silenciar. Não vamos condicionar a linguagem e as acções só porque não agrada aos detentores do poder. Não cedemos perante ameaças veladas ou descaradas, nem vamos recuar com medo. Vamos, sim, aproveitar o medo que estamos a incutir no sistema, agindo como sempre dentro da legalidade e gritando bem alto, com coragem, aquilo que o nosso povo diz baixinho.

Ninguém cala a nossa voz, o futuro somos nós!»

6 comentários:

João José Horta Nobre disse...

Mais ataques contra o PNR:

https://oinsurgente.org/2016/11/20/be-e-pnr-separados-a-nascenca/

A direitinha do copito de leite, por vezes consegue ser ainda pior do que a merda de esquerda...

Afonso de Portugal disse...

Já tinha visto, mas obrigado! Esses "direitinhas" d'o Insurgente também são uns belos vigaristas. Com que então o PNR é um partido Nazi?! E anti-semita?!?!?! Desafio o autor dessa porcaria a encontrar um único artigo, intervenção pública ou posta do nas redes sociais por parte do partido contra os judeus!

Enfim... repare-se que o autor dessa cretinice é precisamente o Rui Carmo, o gajo que mais fala contra o Islão por aquelas bandas! Deve estar com medo da concorrência...

A-24 disse...

O problema do Insurgente é ter lá dentro, alguns nacionalistas, mas também ter alguns liberais economistas e outros. O Insurgente pode ser anti-esquerda mas é liberal e isso é veneno, pois entra na etiqueta do "establishment" É uma mistela complicada, mas eu retiro deles apenas o que de positivo e realmente importante eles publicam.

Afonso de Portugal disse...

A-24 disse..
«O Insurgente pode ser anti-esquerda mas é liberal e isso é veneno»

É o velho problema de ser encarar a política como um confronto travado apenas na dimensão económica. O grande fracasso da Direita ocidental ao longo do séc. XX reside na sua incapacidade de reconhecer a segunda grande dimensão do combate político, a dimensão cultural.

Por exemplo, quando uma pessoa afirma ser capitalista, está a adoptar uma identidade económica. Mas quando se diz religiosa, está a adoptar uma identidade cultural. Para a nossa "direitinha", só existe a primeira identidade (capitalista), a religião é completamente irrelevante, ou quase. Só que a Esquerda sabe que não é irrelevante, porque a Esquerda aprendeu, ao longo da história, que a religião é um elemento de agregação e coesão social. E a religião é apenas um exemplo, porque depois temos a família, a moralidade, os valores sociais e, sobretudo, a Teoria Crítica, mediante a qual a Esquerda conseguiu impor uma narrativa de diabolização constante da Civilização Ocidental e, em particular, do homem branco.


«eu retiro deles apenas o que de positivo e realmente importante eles publicam.»

Eles têm, apesar de tudo, bons cronistas. A Helena Matos, por exemplo, é bem melhor do que qualquer um dos pigmeus intelectuais do Al-Público. Infelizmente, a parte cultural estraga tudo. O Observador adere a um cosmopolitismo neomarxista e relativista. Quando um jornal dito de direita tem dezenas de artigos a defender a adopção por parte de casais homossexuais ou pior, a perpetuar mitos feministas sobre as diferenças salarias entre homens e mulheres, passa a si próprio um atestado de incompetência. Não se pode defender o modelo capitalista e, ao mesmo tempo, advogar implicitamente a destruição da sociedade que o produziu.

A-24 disse...

Exactamente. Concordo com tudo o que disseste e sobretudo com a tal dimensão económica com que a Direitinha é hoje vista, sendo esse factor determinante para separar o trigo do joio. Logo a direitinha jamais será direita porque não é só a economia que nos afecta no dia a dia, mas sim e mais importante que isso, os factores sociais, o pensamento, as tendências, a inversão de valores, o relativismo. Crises económicas sempre existiram.

O Putin é que sabe. Ainda há dias ao ser criticado pela perda de direitos dos homossexuais na Rússia, numa conferência internacional onde falaram vários oradores; ele explicou tudo de forma clara e com poucas palavras. Disse que não era proibido ser homossexual na Rússia nem que eles tinham perdido direito algum; o que tinha sido proibido era a propaganda homosexual nas escolas e na televisão. ISTO sim é uma política de direita numa questão fundamental na sociedade. Jamais verás a nossa direitinha tuga a defender o mesmo. É isso que os distingue e não é por acaso que a Russia de Putin tem cada vez mais partidos aliados na Europa.

Afonso de Portugal disse...


«(...) não é só a economia que nos afecta no dia a dia, mas sim e mais importante que isso, os factores sociais, o pensamento, as tendências, a inversão de valores, o relativismo. Crises económicas sempre existiram.»

Bingo! Um exemplo do impacto dramático desse fenómeno de inversão de valores é a queda abrupta das taxas de natalidade em toda a Europa, no espaço de apenas duas gerações. Mas há outros sintomas: a adesão, por parte do eleitorado ocidental, aos ideais da fraternidade universal e do "mundo sem fronteiras" é uma singularidade histórica sem precedentes. Em toda a história da humanidade, não houve nenhuma civilização que aderisse a esses valores e sobrevivesse durante muito tempo.


«ISTO sim é uma política de direita numa questão fundamental na sociedade. Jamais verás a nossa direitinha tuga a defender o mesmo. É isso que os distingue e não é por acaso que a Russia de Putin tem cada vez mais partidos aliados na Europa.»

Exactamente! Há uma diferença entre tolerar comportamentos desviantes e consentir a promoção e consequente normalização desses comportamentos. O que o Putin percebeu e implementou -e que deixa o esquerdalho todo lixado- foi a impossibilidade de os neomarxistas levarem a cabo a sua engenharia social na Rússia. Os governos não devem perseguir os homossexuais, mas as sociedades também não podem meter os homossexuais e os heterossexuais no mesmo saco. A civilização precisa de modelos funcionais de masculinidade e feminilidade que sirvam de referência e aspiração para a maioria dos seus cidadãos. Esse é, aliás, um dos maiores problemas do Ocidente contemporâneo, a falta de modelos funcionais para os homens e para as mulheres. É por isso que temos tantos homens efeminados e tantas mulheres masculinizadas.

Não quero com isto sugerir que as feministas têm razão quando dizem que "o género é uma construção social". Ao contrário delas, eu não acredito que a cultura se sobreponha à biologia. No entanto, há uma componente social nas interacções entre homens e as mulheres que os neomarxistas têm feito questão de baralhar ao longo das últimas décadas e que tem contribuído para o atrasar dos casamentos e da maternidade.