segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O Presidente do PNR denuncia o totalitarismo dos "tolerantes"


...que é, afinal de contas, o totalitarismo universalista que deu nome a este blogue.

Da página de internet do único partido nacionalista português, o Partido Nacional Renovador (PNR):

«Não deixa de ser curioso que os “campeões” da democracia, da liberdade e da tolerância, sejam os mais ferozes intolerantes, censores e ditadores. Se antigamente havia censura, independentemente de juízos de valor, ela era assumida e com regras. Hoje, apesar de se negar, continua a existir, mas dissimulada, arbitrária e bem mais nociva. Existe agora uma verdadeira ditadura do pensamento único, onde o “politicamente correcto” funciona como organismo dessa censura; onde os dogmas e assuntos tabu, por si arquitectados, como sua polícia política. Hoje, condiciona-se até a própria liberdade de pensamento! 

Em Portugal temos uma Esquerda dominante que controla todos os centros de decisão, e uma pseudo-Direita, encolhida e subserviente, que lhe anda a reboque. A Esquerda impõe um marxismo cultural e a dita Direita sujeita-se, em vez de a combater. Ambas se alinham no pensamento único, vigiando e censurando quem verdadeiramente e corajosamente se opõe ao paradigma globalizador por elas imposto.

Neste contexto sufocante, evocam a Constituição da República conforme lhes convém. Ora, no ponto 4 do artigo 46 do seu texto, proíbe-se a existência de partidos fascistas ou racistas. Seja lá o que isso for… E faz algum sentido? Afinal, a lei fundamental concede liberdade e igualdade a todos, mas discrimina e proíbe os “fascistas”. E porque não os comunistas? E os anarquistas? Seria mais sensato permitir a existência de todos. Por outro lado, implicitamente proíbe a monarquia, já que no artigo 288 obriga à forma Republicana de Regime. Que sentido é que faz, então, haver um partido monárquico? À luz desse texto teria de ser ilegal…

Percebe-se pois, que a Constituição, cheia de contradições, serve para controlar os “incómodos”, sendo interpretada ao sabor das conveniências dos detentores do poder, dos seus desígnios obscuros e da sua agenda de desmantelamento dos valores da Pátria, da Família, da Vida e da Sociedade.

Deitando mão dos termos malditos, que como tal definiram, tais como “racismo”, xenofobia”, “homofobia”, “discurso do ódio” e tantos outros que na verdade nada querem dizer (por falta de substância e de rigor), visam calar e condenar quem pensa e defende um modelo de sociedade diferente. O que é isto se não a mais abjecta censura por parte de quem detém o poder total? São eles os verdadeiros totalitários!

Em vez de debaterem os assuntos, ideias e propostas, criam zonas dogmáticas, de preconceito, que não podem sequer ser questionadas. Confundem intencionalmente a opinião pública e mentem para calar quem ameaça o seu domínio. Defender o Nacionalismo, não é fascismo; defender a Identidade não é racismo; defender os portugueses e a soberania nacional não é xenofobia; desprezar estes termos idiotas que inventaram para nos amordaçar não é ódio. É o legítimo direito da liberdade de pensamento e de expressão! Afinal, se nos acham desprezíveis e nada representativos, por que é que nos querem calar? Temem que o povo adira a tais ideais? Quer parecer que não estão seguros das suas causas e temem as nossas. Convém calá-las, portanto.

É bom que as pessoas comecem a pensar nisto muito seriamente! É bom que percebam que têm que sacudir as amarras do politicamente correcto e do medo, ou um dia nem poderão questionar o que quer que seja e pensar pela sua cabeça. É bom que mudem o seu sentido de voto, ou sentirão os donos do poder total sufocar, cada vez mais, a própria dignidade humana.»

8 comentários:

A-24 disse...

Só é pena que esse homem continue a não se saber expressar em televisão. Da última vez que o ouvi na Sic a outra semana, até me veio um "Valha-me Deus!". O homem até pode ter razão em algumas coisas que diz, mas a forma como se expressa, a pobreza de vocabulário, estragam tudo. É pena que em Portugal hajam tantos inteligentes a defender ideiais de m*r*a e ter ao mesmo tempo, pessoas tão pouco preparadas a defender assuntos sérios. É esta a minha opinião sobre o PNR. Espero que mudem de liderança em breve, pois o país precisa de oposições que possam disputar ideias e votos, taco-a-taco e isso ainda não acontece.

Rick disse...

Olhe, é o melhor discurso que ele podia fazer. É assim que se combate na frente política, denunciando sem medo. E caracterizou muito bem os socialistas de direita, PSD e CDS, aberrações que não são carne nem peixe. Pedem licença para existir à comunagem e aos xuxas.
Todos os pontos em que tocou tem razão. E falta-lhe abrir uma frente de batalha que é apertar a RTP, estação pública, obrigada à equidistância e respeito por todas as sensibilidades políticas. Esta faz parte do boicote noticioso cobarde, não assumido publicamente, a um partido político legal. Enquanto isso, passeiam-se em todos os informativos espécimes do PCP e BE, partidos totalitários debitando a sua intragável arenga ideológica.

Afonso de Portugal disse...

A-24 disse...
«É pena que em Portugal hajam tantos inteligentes a defender ideiais de m*r*a e ter ao mesmo tempo, pessoas tão pouco preparadas a defender assuntos sérios. »

Acho que já falámos disto em tempos, por isso vou abreviar: o grande drama do PNR e do movimento nacionalista em geral é que, em política, as pessoas arriscam em função da relação custo/benefício que decorre da sua aparição em público.

Como os nacionalistas têm muito a perder por aparecerem em público (emprego, família, amigos, reputação e prestígio social, etc.), verifica-se que só dão a cara dois tipo de pessoas: (1) as incapazes de antever as consequências de aparecer em público; e (2) as pessoas que têm o seu próprio negócio, estando por isso mais a salvo de represálias por parte do Estado e da sociedade em geral.

Esta situação leva evidentemente a lideranças subóptimas. Por outro lado, afasta os carreiristas da política profissional, o que é bom. Aquilo que eu posso dizer ao A-24 é que, apesar de todos os defeitos que tem, o JPC esteve no combate nacionalista desde o início e poucos foram os que se sacrificaram e chegaram à frente como ele. Porque é fácil chegar a um partido com muitos votos, difícil é lutar por ele quando ainda só tem 3 mil.

Nada disto invalida, ainda assim, que os dirigentes do PNR não devam fazer um curso de comunicação ao público. Eu nesse aspecto acho que o A-24 tem toda a razão. Mas não é só o JPC. Quando vemos alguns tempos de antena do PNR, reparamos que a maioria dos dirigentes não tem sequer as noções mais básicas de como endereçar uma audiência (postura corporal, ênfase em certas palavras, cadência, simpatia/empatia, etc.) Mas eu nem aí consigo censurar o PNR: com os escassos meios que o partido tem, já faz bastante!

Já reparei que alguns nacionalistas estão à espera que apareça um Nigel Farage "tuga" para votarem no PNR. Isso é francamente irrealista! O Farage é uma anormalidade (no bom sentido), uma supernova da política, só aparece um como ele a cada cem milhões de políticos. Sem ele o UKIP não é nada, como se tem visto ultimamente. Mesmo os outros grandes líderes nacionalistas europeus, Le Pen e Wilders, estão a parsecs de distância do Farage. Se formos esperar por um Farage "tuga" para apoiar o nacionalismo português, mais vale entregar já o país aos alógenos...

Afonso de Portugal disse...

Rick disse...
«Pedem licença para existir à comunagem e aos xuxas.»

E que, nalguns casos, nem se apercebem do quão contaminados já foram pelas ideias do esquerdalho! Basta ver que toda a nossa "direita" apoiou a pérfida bruxa Hilária nestas eleições presidenciais dos EUA!

Mas veja-se também a mundivisão da maioria dos escribas do Observador, supostamente um jornal de direita. Defendem quase todos o mundialismo e o mercado livre, na convicção insensata de que o mundo tenderá para um equilíbrio a longo prazo em que todos os cidadãos beneficiarão da "eficiência económica à escala global" (LOL)!Mas há aqui dois grandes problemas: a cultura e o esquerdalho. As diferenças culturais impedem a convergência e aceitação da mundivisão globalista por parte de todos os povos deste mundo. E depois ainda temos o esquerdalho: quer a "direitinha" queira, quer não queria, as estatísticas mostram que a imigração -necessária para concretizar o mundialismo- favorece o esquerdalho a longo prazo, porque as "minorias" votam maioritariamente em partidos de esquerda. Quantos mais imigrantes, maiores as probabilidades de vitória dos partidos esquerdalhistas. Mas a "direitinha" recusa-se a ver isso...


«Enquanto isso, passeiam-se em todos os informativos espécimes do PCP e BE, partidos totalitários debitando a sua intragável arenga ideológica.»

Eu há muito que defendo que a estação pública devia ser privatizada. Há nacionalistas que discordam mas, para mim, a coisa é tão simples como isto: vivemos num país com uma constituição comuna, em que o grosso da sociedade perfilha ou simpatiza com os valores de esquerda. Nesta conjuntura, é impossível que uma estação de televisão pública não reflicta o viés esquerdista existente na sociedade. E ainda por cima temos de pagar para sermos doutrinados!

João José Horta Nobre disse...

«Como os nacionalistas têm muito a perder por aparecerem em público (emprego, família, amigos, reputação e prestígio social, etc.), verifica-se que só dão a cara dois tipo de pessoas: (1) as incapazes de antever as consequências de aparecer em público; e (2) as pessoas que têm o seu próprio negócio, estando por isso mais a salvo de represálias por parte do Estado e da sociedade em geral.»

O Afonso entende agora porque é que eu me mantenho tão discreto? Não é que eu não queira dar a minha cara, é que eu tenho de ter muito cuidado com tudo, pois isto em Portugal não está nada fácil. No sítio onde trabalho, quando eu disse que era apoiante de Trump, quase toda a gente olhou para mim com ar de indignação. Eu sou uma das únicas pessoas de direita por lá, portanto o Afonso está a ver... Aliás, onde trabalho estou rodeado de sindicalistas ligado ao BE e PCP, essa gente está infiltrada em todo o lado.

Quando o Nacionalismo em Portugal passar a uma coisa mais mainstream, eu nessa altura logo estarei disposto a dar a cara, mas até lá tenho de continuar a operar como um submarino. Porém os nacionalistas sabem que poderão sempre contar com o meu apoio.

Todos viram o que um simples blogger tarado radicado em Macau foi capaz de fazer com pouquíssimos recursos... e esse é mais um motivo pelo qual eu não tenho fotografias de mim na net. Não nasci ontem...

João José Horta Nobre disse...

«Eu há muito que defendo que a estação pública devia ser privatizada.»

Não vai adiantar de muito. A SIC e a TVI são privadas e não é por isso que deixam de dar larga cobertura ao lixo de esquerda.

Bilder disse...

Estou com o A24(no 1º comentário) e estou com o Afonso no último,especialmente no que toca à análise da "direitinha" tuga,esse gente não tem convicções além da procura dos "tachos"(pelo menos enquanto houver chances para isso pois a "festa" vai acabar um dia)e assim não admira que as ideias esquerdopatas tomem conta da sociedade(seja no social ou no cultural por via dos média essencialmente).O mesmo aconteceu(e em escala ainda maior)em países do centro da Europa,com a França à cabeça que podemos constatar como se encontra à beira do caos(e não falemos agora da Merkalandia).

Afonso de Portugal disse...

João José Horta Nobre disse...
«No sítio onde trabalho, quando eu disse que era apoiante de Trump, quase toda a gente olhou para mim com ar de indignação. Eu sou uma das únicas pessoas de direita por lá, portanto o Afonso está a ver...»

Eu compreendo perfeitamente o que o caro JJHN quer dizer. E sei que a sua área de trabalho é particularmente complicada, as humanidades estão completamente dominadas pelo pensamento marxista. Não o censuro mesmo nada por não se querer expor.

Aliás, eu aconselho a todos os nacionalistas que nunca levem a política para o seu local de trabalho. Há sempre um filho da puta sem escrúpulos disposto a fazer-nos a folha...


«Todos viram o que um simples blogger tarado radicado em Macau foi capaz de fazer com pouquíssimos recursos... e esse é mais um motivo pelo qual eu não tenho fotografias de mim na net. Não nasci ontem...»

Quanto às fotografias, o caro JJHN faz bem. Eu não entendo como algumas pessoas partilham tanta coisa nas redes sociais, acho isso de uma insensatez estratosférica.

Mas em relação ao filho da puta de Macau, ele foi ajudado por alguns dos "nossos" e essa é a parte que eu não perdoo. Os nazionaliztaz deram-lhe informações falsas a meu respeito e ele aproveitou-as, sabendo perfeitamente que eram falsas. E mais: há dois ou três cabrões nazis que continuam a ir lá regularmente para tentar fomentar conflitos. Não têm nenhum pudor em aliar-se a um antifa para me tentarem derrubar! Mas depois eu é que sou "falsa oposição" por não passar a minha vida a falar de judeus, no ZOG ou no "cancro sionista"!!!

É por isso, Mestre Nobre, que eu jamais me aliarei a esta escumalha. A Marine Le Pen é que tem razão, nazis nunca mais. Não são homens, são ratos, todos eles!


«Não vai adiantar de muito. A SIC e a TVI são privadas e não é por isso que deixam de dar larga cobertura ao lixo de esquerda.»

Sim, mas nesses casos, nós não pagamos a taxa audiovisual! O que é profundamente imoral é pagarmos para nos lavarem o cérebro!


Bilder disse...
«(...)essa gente não tem convicções além da procura dos "tachos"(...) e assim não admira que as ideias esquerdopatas tomem conta da sociedade(seja no social ou no cultural por via dos média essencialmente).»

É isso que tem acontecido um pouco por todo o Ocidente desde o final da década de 60. E, infelizmente, continua a acontecer actualmente, porque a Direita Cultural ainda é muito reduzida. A maioria dos "direitinhas" querem é tacho. E, quando não querem, continuam agarrados a dogmas ideológicos ultrapassados que requerem um crescimento económico ilimitado e que, consequentemente, estão condenados ao fracasso a longo prazo.