sábado, 1 de outubro de 2016

Sobre o referendo que será realizado amanhã na Hungria


    Alguns mé(r)dia "tugas" estão furiosos! Veja-se este exemplo de desonestidade esmerada no Diário de Noticiazinhas. Começa logo com uma grande mentira: «Viktor Orbán é uma  dor de cabeça para a Europa», como se a instituição totalitarista e antidemocrática que dá pelo nome de União Europeia fosse a Europa! Daí para a frente, é o habitual desfilar de demagogia e hipocrisia política a que os mundialistas já nos habituaram.

Ainda assim, dá para retirar alguma coisa de útil do "artigo". Por exemplo: «Em todas as sondagens realizadas até agora o "não" vence com mais de 60%. Numa das mais recentes, realizada pela empresa Republikon entre os dias 21 e 27 de Setembro, o "sim" recolhia apenas 5% contra 70% do "não". Os restantes dividiam-se entre indecisos (16%) e aqueles que consideram a consulta inválida e defendem o boicote (9%).»

E uma magnífica intervenção do herói Orbán: «A Hungria não precisa de um único imigrante para ajudar a economia. Quem os quiser, que fique com eles. Para nós, a imigração não é uma solução para um problema, mas sim um veneno que não queremos engolir. Cada imigrante implica um risco em matéria de segurança e terrorismo.», afirmou o primeiro-ministro, em Julho, numa conferência de imprensa em Budapeste.

Já agora, aqui fica uma entrevista concedida por Orbán no passado dia 27 de Setembro a uma televisão húngara, na qual ele fala da ameaça do terrorismo [islâmico], no totalitarismo de Bruxelas e no referendo de amanhã. A entrevistadora é decididamente hostil, apesar de sorridente, chegando mesmo a afirmar que o referendo de amanhã é "desnecessário", o que deita por terra os "argumentos" daqueles que dizem que o Sr. Orbán controla a comunicação social da Hungria.



Destaco a seguintes declarações do herói Orbán:
  • 2m10s: «Bruxelas tomou a decisão de instalar pessoas aqui na Hungria com as quais nós não queremos viver. (...) Há países que escolheram não se defender, ao contrário de nós, e agora têm milhões de imigrantes dentro das suas fronteiras. Alguns países querem resolver este problema distribuindo parte desses imigrantes por outros países. A essa decisão, eu chamo colonização forçada e temos de acabar com ela. O problema não é tanto os imigrantes em si, mas sim a imposição de Bruxelas.»
  • 3m51s: «A esquerda olha para a questão da imigração como sendo do foro ideológico, enquanto nós olhamos para ela como um problema real que põe em perigo a vida dos nossos cidadãos. A esquerda lida com questões teóricas, ao passo que nós lidamos com problemas concretos.»
  • 5m07s: «A melhor forma de ajudar os imigrantes é levar a ajuda até onde eles vivem, em vez de trazer os seus problemas aqui para a Europa. (...) Nós não aceitamos de forma alguma o raciocínio de que trazê-los para a Europa é uma boa ideia. Jamais se resolverá o problema desta forma, há milhares de milhões de pessoas que querem vir para cá. Uma porção significativa da população mundial vive com menos de dois dólares ($) por dia. Se aceitarmos que têm todos o direito de vir para aqui, destruiremos a Europa e a nossa pátria, a Hungria. (...) Se continuarmos a permitir este fluxo imparável de imigrantes forçado pela União Europeia, o nosso país mudará radicalmente. Eu amo o meu país e quero que ele se mantenha como está.»
  • 7m45s: «Só nós, os húngaros, devemos ter o direito de determinar com quem queremos viver ou não aqui na Hungria. Se os alemães pensam de forma diferente e querem viver lado ao lado com esta gente, é assunto deles. O mesmo se aplica aos franceses, aos italianos e outros.

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