terça-feira, 20 de setembro de 2016

Estado Islâmico (ISIS) volta a reclamar o "Al-Andalus"


    «O Estado Islâmico (ISIS) tem na mira a Península Ibérica, segundo informações das forças de segurança espanholas divulgadas ontem pelo diário El Mundo, e poderia realizar esses ataques a partir da Líbia, onde este grupo sunita extremista tem procurado reforçar a sua influência.

 O Grande Califado, segundo os dirigentes do ISIS.

Não é a primeira vez que os serviços de informações europeus chamam a atenção para este cenário e o próprio grupo tem referido na sua propaganda a Península Ibérica, que designa pela expressão medieval muçulmana de Al Andalus, quando quase todo este território esteve sob domínio do islão.

Há mais de um ano, o EI pôs na internet um mapa com uma série de territórios que pretendia ocupar até 2020 e nele surgia a Península Ibérica e, mais recentemente, foi divulgado um vídeo em que se garantia que "os muçulmanos voltarão a povoar Córdoba, Toledo" e outras cidades, concluindo-se que o "Al Andalus não é espanhol ou português, é o Al Andalus muçulmano".

A possibilidade de ataques do grupo islamita assume particular relevância no quadro de importantes derrotas sofridas na Síria e no Iraque, onde nos últimos meses perdeu mais de 30% do território sob seu controlo.


Base

Recentemente, um antigo combatente do ISIS, citado pelo The Independent, garantia que há mais de um ano o grupo começara a criar estruturas na Líbia, não só para operar neste país como para utilizá-lo enquanto base para ataques noutros pontos da região. A possibilidade de islamistas chegarem a território europeu nas embarcações clandestinas que partem de solo líbio não é de afastar. Ainda que a grande maioria dessas embarcações procurem chegar a Itália, algumas delas têm sido interceptadas em águas territoriais espanholas.

O El Mundo escreve que as forças de segurança espanholas consideram estar-se perante um cenário de "risco" e que aquelas estão a actuar tendo presente este aspecto.

(...) O valor simbólico da Península Ibérica para a propaganda de grupos islamistas radicais assenta no facto de ter sido uma das raras regiões a ter estado séculos sob governo muçulmano - nomeadamente entre os séculos VIII e XV - e perdida para controlo de Estados não islâmicos.

Noutro plano, a instabilidade política que persiste na Líbia torna este país um ponto propício para a instalação e desenvolvimento de centros operacionais de grupos como o ISIS. Realidade a que se deve somar a conjuntura militar na Síria e no Iraque. Com os revezes sofridos, o ISIS está obrigado não só ao recrudescimento da propaganda e, necessariamente, em tom extremo, como à diversificação de operações noutros teatros, como se viu nos atentados de Paris e Bruxelas, para demonstrar que continua a ter poder de iniciativa.»

Comentário do blogueiro: começo por destacar uma verdadeira filha-da-putice neste artigo do DN que tenho encontrado em praticamente todos artigos sobre o Al-Andalus nos mé(r)dia: menciona-se que a península Ibérica esteve sob controlo muçulmano durante séculos sem nunca se mencionar que, ANTES DISSO, a península Ibérica estava sob controlo cristão!  É por isso que a Reconquista se chama "REconquista" e não apenas "conquista"!

Isto pode parecer um pormenor, mas não é, porque quem redige este género de textos acaba por passar aos leitores a impressão que a expulsão dos muçulmanos da península Ibérica foi injusta, pelo menos de certa forma, porque "eles estavam cá, pá"!

Quanto ao risco de atentados, há muito que eu e outros blogueiros nacionalistas alertamos que a possibilidade é bem real e até tem havido algumas situações preocupantes, como esta aqui ou esta aqui. Mas já se sabe que as autoridades europeias dizem sempre que "o risco é relativo" e depois são as populações que acabam feitas em pedaços ou crivadas de balas. Basta ver o descaramento do (falso) beatinho Guterres, que jurava a pés juntos que não havia terroristas infiltrados entre os "refugiados" do Mediterrâneo. Mas depois veio o massacre do Bataclan (Paris, Novembro de 2015) e eles lá estavam!

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Ver também:

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10 comentários:

FireHead disse...

Começo a desconfiar que isso dos muçulmanos quererem reclamar o Al-Andalus é uma peta, meu caro. Já se repetiram tantas vezes e até agora nada!

Afonso de Portugal disse...

LOL, epá, quem te lê até fica com a sensação que estás desiludido! :P

Uma coisa é a intenção declarada, outra coisa é passar à acção. E passar à acção, felizmente, depende da logística e da massa humana disponível. Eles não são estúpidos, se decidirem mesmo avançar vão aguardar pela oportunidade certa.

Eu, pelo sim pelo não, tenho-me mantido afastado dos grandes eventos e dos aglomerados de gente...

Bilder disse...

Entretanto https://www.facebook.com/notes/portugueses-primeiro/resposta-%C3%A0s-mentiras-do-profissional-da-caridade-rui-marques/499763016898062

Afonso de Portugal disse...

Muito bom, mesmo, caro Bilder! Não conhecia esse(a) "Portugueses Primeiro", mas ele(a) escreve muito bem e cinge-se ao essencial! Gostei! Estou até tentado a reproduzir aqui no TU!

FireHead disse...

Lol, estou a ver que tu não percebes mesmo nada desta coisa! Pá, é assim: o pessoal islamofóbico já anda aí há um porradão de anos a dizer que a população ocidental vai virar muçulmana, tipo daqui a uns 20 ou 30 anos, e já dizia isso para aí há uns 60 ou 70 anos atrás e a população ocidental ainda não é maioritariamente muçulmana.

Estás a ver a cena? Não há nenhuma islamização, pá, que isso é um mito! A população muçulmana não cresce, temos que deixar as muçulmanas vestirem-se como querem, seja o véu, a burqa ou o burkini, não devemos preocupar-nos com o abate halal dos animais porque afinal de contas comida é comida e não importa como é que os animais são abatidos, não aumenta o número de mesquitas e muito menos elas ocupam o lugar das igrejas, não há imãs radicais porque são todos "moderados" como o sheik David Munir, não há terroristas muçulmanos porque o islão é a "religião da paz" e os terroristas não representam verdadeiramente o islão, enfim...

Quem nega tudo isso que eu acabei de escrever é a porcaria de um islamofóbico e precisa de tomar Islamophobin com a máxima urgência.

Afonso de Portugal disse...

Ah, agora percebo. Quem tem razão é o brasucagueiro Direita, aka Carlos Broche, aka Rafael Montalvani, aka Daniel Carvalhana, que diz que estamos todos a propagar a "islamohisteria" em vez de nos concentrarmos naquilo que é realmente importante: o cancro sionista!

Abriste-me os olhos Fire... a partir de hoje, só vou falar de judeus neste blogue! :P

A-24 disse...

A Espanha corre algum risco e Portugal por fazer fronteira com eles, um risco indirecto, mas eu não acredito nessa teoria dos terroristas do Al Andalus. Acredito na continuação da invasão e da moldagem da triste sociedade ocidental a esses maometanos, porque eles tambem gostam de muitas das liberdades que cá dispoem. Eles querem o melhor dos dois mundos e o Ocidente tem feito de tudo para agradá-los, com a conivencia dos governos, dos mercados e dos idiotas uteis que por cá andam.

Afonso de Portugal disse...

Eu estou bastante mais pessimista e acho que a possibilidade de atentados terroristas no nosso país é bem real, em especial nos dois maiores centros urbanos, Lisboa e Porto.

Claro que o A-24 tem toda a razão quanto ao resto, a estratégia deles é essencialmente vencer a corrida demográfica e, até à linha de chegada, eles vão abusar o mais que puderem dos "direitos" que o Ocidente estupidamente lhes concede.

mensagensnanett disse...

VAI SER NECESSÁRIO CONSTRUIR MUROS: no passado/presente vários povos construíram muros... tendo em vista conseguirem sobreviver.
E assim vai continuar a ser: há já algum tempo que é perfeitamente perceptível que marionetas da alta finança (capital global), refugiados, etc, possuem UMA AGENDA NAZI ESCONDIDA:
- começam por falar em ajuda humanitária... depois... é utilizado tudo e mais alguma coisa como arma de arremesso no 'argumento' de que a sobrevivência de Identidades Autóctones é algo que «não faz sentido»...
.
Os 'globalization-lovers', UE-lovers e afins... que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa.
-» http://separatismo--50--50.blogspot.com/.
[o legítimo Direito à sobrevivência das Identidades Autóctones]
.
De facto, vai ser mesmo necessário construir muros: os não nativos naturalizados são sabedores do facto de que a sua natalidade é imparável face à dos nativos... e... ELES NÃO SE VÃO CONTENTAR SÓ COM 50%.

Afonso de Portugal disse...

mensagensnanett disse...
«VAI SER NECESSÁRIO CONSTRUIR MUROS: no passado/presente vários povos construíram muros... tendo em vista conseguirem sobreviver.»

Sem dúvida que vai ser necessário construir muros, mas parece-me que os muros, no caso da Europa, são um mero paliativo. O grande problema é que os alógenos estão a conseguir chegar ao nossos continente pela via marítima, situação que é absolutamente inaceitável e insustentável a longo prazo.

Só a solução australiana me parece razoável: quem chega ilegalmente é invariavelmente deportado, sem apelo nem agravo. A Europa precisa de uma solução mista de muros + solução australiana.


«(...) começam por falar em ajuda humanitária... depois... é utilizado tudo e mais alguma coisa como arma de arremesso no 'argumento' de que a sobrevivência de Identidades Autóctones é algo que «não faz sentido »

Exactamente! O processo é mesmo esse, primeio apela-se à culpa, aos direitos humanos e à compaixão... mas depois, quando o povo começa a perceber a falácia, passa-se para os planos da economia, da demografia, da sustentabilidade do Estado Social, etc. É tudo uma grande farsa em que já só cai quem quer, pelo menos entre as pessoas com dois dedos de testa. Infelizmente, ainda não se vê o efeito nas urnas.


«(...) os não nativos naturalizados são sabedores do facto de que a sua natalidade é imparável face à dos nativos... e... ELES NÃO SE VÃO CONTENTAR SÓ COM 50%.»

Ah! Finalmente! :) É isso mesmo, eles não vão para nunca! É por isso que não podemos ceder mais, é preciso travá-los tão rápido quanto pudermos!