quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Emigrante português raptado em Angola conta a sua experiência vibrante e enriquecedora


«O português que esteve mais de três dias raptado em Luanda, sob ameaça de morte e com um pedido de pagamento de um resgate de três milhões de dólares, contou momentos de terror que viveu durante o cativeiro.

Os testemunhos surgem em imagens recolhidas pela Polícia Nacional, cedidas hoje à agência Lusa e recolhidas na casa nos arredores de Luanda onde o português e um cabo-verdiano estiveram vários dias fechados, num quarto escuro, mas também dos momentos seguintes à libertação, com o próprio ministro do Interior, Ângelo da Veiga Tavares, a reconfortar as vítimas.

"Pensei que me estava a despedir da vida quando ouço os primeiros impactos da polícia. Conseguia ver pelo buraco pela fechadura e ouvi o estrondo da polícia a entrar. Senti uma tranquilidade tremenda quando vejo o colete da polícia e leio as letras da DNIC [Direção Nacional de Investigação Criminal], senti que estava salvo. É aquilo que tenho mais presente", conta, nas imagens, António Cruz, 50 anos e administrador, em Luanda, da empresa SIAP.

O português e o cabo-verdiano foram raptados na via pública no sul de Luanda, entre os dias 19 e 20 de Setembro, por cinco elementos munidos de metralhadoras. Dois nigerianos e um da República Democrática do Congo foram detidos na operação especial lançada na sexta-feira Vernes passado pela Polícia Nacional, envolvendo várias unidades e que permitiu libertar as duas vítimas.

"Ameaçaram-me, pediram-me dinheiro. Diziam que alguém me tinha mandado matar e para me deixarem com vida tinha de dar três milhões de dólares. Não me agrediram muito, não foram muito agressivos do ponto de vista físico", disse o português, ainda nas declarações recolhidas e difundidas pela polícia.»

Venha daí, tugas! Venham até Angola experimentar o exotismo enriquecedor da lusofonia vibrante!

«Conta que esteve sempre fechado num quarto escuro e sob ameaça de metralhadoras AKM e recorda igualmente, emocionado, o "sentimento de vitória" dos elementos da polícia envolvidos na operação de extracção que, sendo rara em Angola, foi também, segundo o comando, autorizada superiormente, tendo em conta os riscos envolvidos.

"Foi uma felicidade, senti a alegria dos policiais que concretizaram a operação de resgate com êxito", dizia António Cruz nas imagens da polícia, ainda combalido dos dias de cativeiro, enquanto o próprio ministro do Interior o conforta, pedindo confiança nas autoridades.

Este mesmo grupo de estrangeiros é suspeito de ter realizado outros cinco raptos em Luanda, também de estrangeiros, desde o início do ano. Durante a operação, que segundo a polícia decorreu sem ter sido feito qualquer disparo além do arrombamento das portas e da surpresa provocada nos raptores, foram ainda apreendidas cinco metralhadoras AKM, 15 carregadores municiados e 10 milhões de kwanzas (54 mil euros) em dinheiro.»

Comentário do blogueiro: o António Cruz bem se pode dar por contente, outros portugueses em Angola não tiveram a sorte de serem resgatados quando a "lusofonia vibrante" angolana lhes calhou na rifa! Porque do terceiro mundo luso-tropicalista, já se sabe, só vêm desgraças, mas não há forma de os portugueses perceberem esta simples realidade. Quem vai trabalhar para Angola, Moçambique, Brasil, Venezuela, etc. arrisca-se a acabar os seus dias de uma forma absolutamente brutal... como demonstram as notícias hiperligadas mais abaixo.

Renovo mais uma vez o meu apelo a todos os portugueses: por favor, não emigrem! Mas se decidirem emigrar, ao menos façam-no para um país do primeiro mundo.
 
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Ver também:

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Depois do The Guardian, é a vez de o El País ridicularizar a relação entre Portugal e Angola

5 comentários:

Ivan Baptista disse...

Epá, Angola não me seduz. Para países de clima tropical, eu cá prefiro o Brasil.
Até porque, no Brasil ainda se teem um pouco de civilização :)

Ivan Baptista disse...

Embora o Brasil, seja MUITO VIOLENTO, eu ainda tenho alguma esperança que haja uma mudança para melhor naquele pais

Afonso de Portugal disse...

Mas o Ivan não vivem em Macau? Isso aí não é quase tropical?

Ivan Baptista disse...

LOL,nãooo, eu sou de Lisboa amigo Afonso :)

Afonso de Portugal disse...

:O Não sei porquê, estava convencido que o Ivan vivia em Macau! Eheheh... Talvez porque uma vez vi um comentário seu no blogue do Pedro Coimbra.