quarta-feira, 15 de junho de 2016

Mais provas de que o Marcelinho da direitinha é apenas mais um lacaio da superclasse mundialista


Prova n.º 1: Marcelo não gosta do Brexit. Logo, Marcelo dificilmente gostará de Democracia:

«O Presidente português defendeu hoje que "é fundamental" o Reino Unido continuar na União Europeia (UE)", mas ressalvou que a decisão é dos britânicos e que o resultado do referendo de 23 de Junho deve ser respeitado.»

 Brexite? Não, pá, eu gosto mesmo é de Bremaine!

Prova n.º 2: Marcelo defende que "deve haver uma só Europa". Logo, Marcelo não é a favor da soberania de Portugal:

«"Há uma só Europa e essa Europa é uma Europa de primeira, de igualdade entre os cidadãos europeus, uma Europa que vive a solidariedade hoje como a quis viver desde os anos 50", afirmou [Marcelo] junto do monumento de homenagem aos soldados portugueses que participaram na Primeira Guerra Mundial, em La Couture, cerca de 230 quilómetros a norte de Paris.»


Prova n.º 3: Marcelo defende "braços abertos para os refugiados". Logo, Marcelo é a favor da destruição do património étnico dos europeus:

«O chefe de Estado português afirmou, também, que os soldados do Corpo Expedicionário português são "um exemplo inspirador do heroísmo" para "a construção de uma Europa que seja mais unida, mais fraterna e mais solidária", com ideais que "obrigam a ter os braços abertos para os que vêm da guerra (...) os refugiados, muitos imigrantes", sublinhando que é preciso "uma visão conjunta da segurança europeia" e "solidariedade dentro da própria Europa".»


Nada mais falso! Portugal entrou na Primeira Grande Guerra porque o governo português temia a perda das ex-colónias:

http://ensina.rtp.pt/artigo/entrada-portugal-1-guerra-mundial/

Portanto, o "heroísmo" dos desgraçados que morreram em África em nome de Portugal foi o resultado dos interesses das elites portuguesas que, no seu desejo egoísta de manter as colónias a qualquer preço, não hesitaram em sacrificar os soldados de Portugal, na sua esmagadora homens simples e pouco instruídos. Não houve aqui nenhuma "solidariedade" entre europeus, houve apenas interesses, como sempre.

Tendo em conta esta realidade, querer usar a Primeira Guerra Mundial como exemplo moral da nossa suposta obrigação de acolher os refujiadistas é, pura e simplesmente, uma grandessíssima filha-da-putice! Os que morreram em França não morreram para que Portugal ou a Europa ficassem cheios de iminvasores terceiro-mundistas. Aliás, se soubessem o que aconteceu a Portugal e à Europa nas décadas seguintes, esses pobres coitados provavelmente nem sequer teriam aceitado combater. Eles foram traídos, completamente vigarizados pelos governantes da época. Assim como nós estamos agora a ser vigarizados pelo Marcelo e por todos os líderes europeus que tentam à viva força enfiar milhões de refujiadistas pela Europa adentro.


Prova n.º 4: Marcelo pisca o olho ao feminismo. Logo, Marcelo pisco o olho ao marxismo cultural:

«Marcelo Rebelo de Sousa considerou  que a igualdade de género "é uma forma de estar" e disse que a questão está no topo das suas preocupações, definindo-se como um "Presidente quase feminista".

"A igualdade de género é uma forma de estar. Não basta apregoar, não basta construir um quadro legislativo. É preciso concretizar a igualdade de género no nosso dia-a-dia, é preciso sentir que é importante", afirmou o Presidente da República, perante um grupo de embaixadoras acreditadas em Lisboa.

O Presidente da República disse ter "total paridade de género" na sua equipa de assessoria diplomática e adiantou que a nova secretária do Conselho de Estado é uma mulher [Rita Magalhães Colaço], tal como a nova responsável em matéria de Segurança Nacional [Mafalda Gama Lopes].

(...) Dirigindo-se ao grupo de embaixadoras, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que "as mulheres na diplomacia são sinónimo de igualdade de circunstâncias", o que significa que tiveram uma "formação em igualdade de circunstâncias", escolheram a diplomacia em igualdade de circunstâncias e passaram por processos de selecção em igualdade de circunstâncias.»

Mais um vez, falso! Se as mulheres forem seleccionadas apenas por serem mulheres, ou pior ainda, se houver quotas mínimas para mulheres na política, então não haverá "igualdade de circunstâncias", haverá favorecimento! Para haver "igualdade de circunstâncias", o processo de selecção dos dirigentes políticos não poderá envolver sequer a consideração do género sexo dos candidatos(as)!

Lógica do Marcelo: tu tens uma vagina, logo, tu mereces ser dirigente política!

E que um presidente dito "de direita" fale assim, confundindo favorecimento com meritocracia (o mesmo erro do Paulinho Rangelinho na questão dos títulos académicos), só revela, mais uma vez, a valente porcaria de "direita" que temos cá no burgo, que é indistinguível dos partidos de esquerda em tudo o que é questão sociocultural.


Prova n.º 5: Marcelo tem sido, como eu previ logo que ele foi eleito, o melhor amigo do Costa das Índias:

«Estes 100 dias, para grande irritação do PSD e do PP, trouxeram normalidade, tranquilidade e confiança que não se observariam se o seu antecessor ainda ocupasse o cargo. Acresce que, até prova em contrário, fica evidenciado que não é necessário para assegurar os níveis necessários de cooperação e cumplicidade institucionais ter uma absoluta similitude política e ideológica”, disse ao i Carlos César, num comentário aos primeiros 100 dias de Marcelo na Presidência.»

2 comentários:

Stonefield disse...

Muito boa análise! Vou citá-la no meu Google+ (embora a questão das "colónias", que quisemos manter "a qualquer preço": talvez porque a permanência de 400 anos em Àfrica nos fazia encarar esses territórios como o natural prolongamento da Metrópole)

Afonso de Portugal disse...

Muito obrigado! Já agora, qual é a sua página de Google+? Gostaria de adicioná-lo, se não se importar!