terça-feira, 24 de maio de 2016

Uma mulher polaca que vale mais do que a "direitinha tuga" toda junta!


     Este vídeo, publicado no passado dia 15 deste mês, parece ter passado praticamente despercebido na blogosfera nacionalista portuguesa, razão pela qual o publico agora. Trata-se de uma entrevista/debate concedida por Aleksandra Rybińska, uma jornalista e politóloga polaca, à chinesa Phoenix TV (que, pelo visto, tem um estúdio na Alemanha). A entrevista teve lugar em Janeiro deste ano e constitui mais um exemplo sintomático da valente porcaria que são os mé(r)dia ocidentais. O painel está todo contra Rybińska e os "comentadores" repetem as falácias pró-imigracionistas do costume, com elogios rasgados à traidora Mer(d)kel pelo meio.

     O moderador abre logo a matar, dizendo a Rybińska que a atitude dos países do Leste da Europa está a dividir o continente a meio, Leste e Oeste. E pergunta a Rybińska, num tom teatral: «O executivo de Varsóvia está satisfeito com isto?». A Aleksandra responde como se deve responder a estes canalhas «O anterior governo, a Plataforma Cívia, perdeu as eleições em grande parte devido à questão dos refugiados. (...) É preciso reconhecer que o povo polaco não quer receber refugiados.»



Logo depois, um invertebrado imigracionista faz questão de enaltecer a "coragem" da traidora Mer(d)kel. Aleksandra nem hesita: «Do ponto de vista polaco, aquilo que Merkel está a fazer é completamente irracional.[A questão dos refugiados] é encarada como um problema da Alemanha e  deve ser a Alemanha a resolver os seus problemas.»

Tudo isto sem perder a compostura, ao contrário de alguns dos outros elementos do painel, que não conseguem disfarçar a sua irritação. Que mulher, caros leitores! Precisávamos de umas quantas Aleksandras aqui no rectângulo...

4 comentários:

João José Horta Nobre disse...

«Tudo isto sem perder a compostura, ao contrário de alguns dos outros elementos do painel, que não conseguem disfarçar a sua irritação. Que mulher,caros leitores! Precisávamos de umas quantas Aleksandras aqui no rectângulo...»

Está de parabéns a Aleksandra. É uma pouca vergonha o ponto a que isto chegou em Portugal e na Europa Ocidental em geral.

Afonso de Portugal disse...

João José Horta Nobre disse...
«É uma pouca vergonha o ponto a que isto chegou em Portugal e na Europa Ocidental em geral.»

A todos os níveis! Depois daquilo que o Junker disse, tenho cada vez menos esperança de que isto se resolva sem uma grande guerra. O grande problema é que, quanto mais tempo passar, menores serão as probabilidades de os europeus saírem vitoriosos!

João José Horta Nobre disse...

«Depois daquilo que o Junker disse, tenho cada vez menos esperança de que isto se resolva sem uma grande guerra.»

Tudo o que se passou nos últimos dias deprimiu-me muito. O fiasco das eleições na Áustria, isso do Juncker e o estado da economia que também está cada vez pior.

Sinto-me muito triste e deprimido com isto tudo. Isto é demais, nós estamos a ser governado por psicopatas tresloucados e ninguém parece ser capaz de ver ou perceber nada. Se perdermos também no Brexit, vai ser outra derrota e essa será pesadíssima. Desconfio que vai ser como nas eleições na Áustria. Vamos perder por pouquíssimos votos. Espero de estar enganado, mas isto é tanta derrota, atrás e derrota, que já nem sei o que diga.

Afonso de Portugal disse...

«Tudo o que se passou nos últimos dias deprimiu-me muito.»

Eu ontem não actualizei o TU também por causa disso. Sempre que me sinto desanimado, abrando um pouco e dedico-me às coisas realmente importantes: trabalho, família e os pequenos prazeres da vida como um bom maduro tinto e, no caso de ontem, a minha suite de Buxtehude favorita (BuxWV 226):

https://www.youtube.com/watch?v=3LbVVuRABVQ


«Se perdermos também no Brexit, vai ser outra derrota e essa será pesadíssima.»

O Brexit é de facto o acto eleitoral mais importante para a Europa nos últimos 30 anos... e tem o potencial de o ser para os próximos 30! Se os ingleses não disserem não à UE, dificilmente haverá outro país europeu a fazê-lo. E isso, para os Nacionalistas, será um cenário muito negro, porque só nos deixará a alternativa de tomar o poder.


«(...)isto é tanta derrota, atrás e derrota, que já nem sei o que diga.»

Acima de tudo, é preciso não desanimar, meu caro! O desânimo conduz à inércia e à resignação. O combate político é sempre difícil mas, para os nacionalistas, ele é como correr um maratona começando 10 km atrás da linha de partida.

Uma sugestão que faço desde já ao Mestre Nobre é que, se ainda não o fez, se junte ao PNR ou a outro grupo de nacionalistas activo. Acredite, o simples convívio com pessoas que pensam como nós muda tudo. A internet é boa para divulgar a mensagem, mas não nos dá uma boa noção do que é realmente o combate político. E, ainda por cima, está cheia de tristes que só sabem choramingar e afirmar constantemente que "está tudo perdido", sem apresentarem uma única linha de acção coerente ou estratégia para mudar o estado de coisas.

O homens são os que fazem acontecer, os outros são apenas meninos. Eu digo isto também como auto-crítica, porque apenas aderi recentemente ao PNR e lamento não o ter feito mais cedo.