quinta-feira, 12 de maio de 2016

E por falar em Presidentes da República...


...adivinhem quem aprendeu a lição do Prof. Marcelinho e começou hoje mesmo a sua campanha eleitoral para as Presidenciais de 2026!

«Paulo Portas deixa o parlamento no fim do mês e está próximo de anunciar a assinatura de um contrato com a TVI para um programa de comentário político de que será protagonista, avança hoje o jornal "i". O modelo não será o clássico “professor Marcelo” habitualmente utilizado nas televisões. Portas não irá comentar a actualidade interpelado por um jornalista da estação. O formato será diferente, reporta o jornal.»

 Ah, pois é! Eu não ando aqui a dormir, pá!!!

«A saída do parlamento tinha sido anunciada por Paulo Portas em simultâneo com o anúncio de que abandonaria a liderança do CDS, coisa que se consumou ["coisa que se consumou"? Fantástico escriba!] no Congresso de Março que elegeu Assunção Cristas líder do partido. Na altura, Portas afirmou que se iria dedicar a trabalhar em empresas – foi entretanto eleito vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria. Mas irá ocupar outros cargos no âmbito empresarial, que deverão ser anunciados depois da sua saída da Assembleia da República.


Aos 53 anos, Portas muda agora radicalmente de vida, mas isso pode não ser uma despedida para sempre da política. Foi o próprio Portas a alimentar uma possível candidatura à Presidência da Republica em 2026, já sugerida por Pires de Lima e Santana Lopes. No congresso do CDS, em Março, disse: “Não se preocupem com a pergunta ‘o que é que ele vai fazer daqui a dez anos’. No mundo em que nós vivemos qualquer especulação superior a seis meses é no mínimo atrevimento”.»

Comentário do blogueiro: mais uma vez, Portas demonstra ser um pulhítico inteligente. E se resultou com o Marcelinho, poderá resultar ainda melhor com ele!

4 comentários:

João José Horta Nobre disse...

Até 2026 muita água ainda vão correr debaixo da ponte. A emergência dos Nacionalismos por toda a Europa, o choque de culturas, a crise económica irresolúvel e a progressiva descredibilização da classe política, vão rebentar por completo com este regime.

Afonso de Portugal disse...

Quem me dera estar tão optimista como o Mestre Nobre. O Vovô Soares já nos deixou na bancarrota nos anos 80 e nem assim o povo aprendeu!

Se o Brexit falhar agora em Junho, a força opressiva da União Europeia será reforçada. A partir daí, não importa quantos invasores entrem na Europa: se nem mesmo o país que perdeu a sua capital para os muçulmanos se insurge, dificilmente a Alemanha ou a França se insurgirão.

A crise económica é de facto irresolúvel, mas é sustentável à vontade por mais 20 décadas: basta tirar cada vez mais à classe média e dá-lo aos parasitas subsídio-dependentes para que estes mantenham os partidos corruptos no poder. É só olhar para a Grécia, que dizem estar completamente falida, para se perceber que é possível continuar a aguentar uma crise durante muito tempo.

O Nacionalismo está de facto a crescer, mas não estou a ver ninguém a chegar ao poder com maioria absoluta nos próximos dez anos. Nem mesmo Marine Le Pen ou Geert Wilders. E sem maioria absoluta, qualquer reforma que os nacionalistas tentem implementar será imediatamente travada pela oposição.

Não, caro JJHN, infelizmente, ainda não vai ser nos próximos 10 anos. Provavelmente, nem sequer nos próximos 20!

João José Horta Nobre disse...

«A crise económica é de facto irresolúvel, mas é sustentável à vontade por mais 20 décadas»

A crise económica não é irresolúvel, ela vai é ter de ser resolvida com uma nova guerra que já está a ser cozinhada pelas elites, pois essa é a única forma que eu vejo de se poder colocar um fim à queda tendencial da taxa de lucro e meter novamente o Capitalismo a bombar.

Mas dúvido que a crise como está, possa ainda durar 20 anos. Isso é demais, estamos a falar de muito desemprego e muito sofrimento e muitas vidas destruídas. Isto vai ter de rebentar mais dia menos dia. Depois há a questão dos imigrantes. Quanto mais gente do terceiro mundo vem para cá, mais explosiva e volátil se vai tornar a situação.

Estamos em lume brando de "banho-maria" e com a pressão a aumentar...

Afonso de Portugal disse...

«ela vai é ter de ser resolvida com uma nova guerra que já está a ser cozinhada pelas elites, pois essa é a única forma que eu vejo de se poder colocar um fim à queda tendencial da taxa de lucro e meter novamente o Capitalismo a bombar. »

A guerra só virá quando já não houver mais leite para espremer da teta. Ainda estamos muito longe disso, meu caro!


«estamos a falar de muito desemprego e muito sofrimento e muitas vidas destruídas.»

Mas, caro JJHN, pelo que temos visto até agora, os desempregados emigram e não piam! Foi assim no Estado Novo e tem sido assim na "democracia"! Vai ser difícil que a mudeança aconteça por aí!


«Depois há a questão dos imigrantes. Quanto mais gente do terceiro mundo vem para cá, mais explosiva e volátil se vai tornar a situação.»

A longo prazo, não tenho dúvidas. Mas nos próximos dez anos, parece-me francamente impossível! Veja-se o caso da Suécia ou o que aconteceu em Londres: os nativos já deixaram de ser a maioria da população em várias cidades europeias e nem assim se revoltaram! Isto quer dizer que, muito provavelmente, é possível que as populações de Lisboa e do Porto se tornem minotirárias sem que haja resistência significativa!