sábado, 9 de abril de 2016

Padre do Patriarcado de Lisboa terá desviado 800 mil euros


Nota inicial: este postal não tem como objectivo atacar ou tentar desacreditar a Igreja Católica, mas sim chamar a atenção para a realidade de que a "generosidade" dos fiéis católicos pode ser muito perigosa para todos nós, cidadãos cumpridores e sociedade em geral. A "caridadezinha" cega só lesa o Cristianismo e contribui para o seu descrédito, para além de alimentar muitas vezes interesses obscuros. É cada vez mais urgente que os católicos saibam separar a sua fé dos interesses materiais e políticos dos seus clérigos, exigindo aos seus clérigos a virtude e a transparência que eles pregam nos seus sermões dominicais. Só assim será possível prevenir a repetição de situações como esta.


«Duas das cinco instituições particulares de solidariedade social (IPSS) do Patriarcado de Lisboa que foram alvo de buscas na quarta-feira anterior à Páscoa, por suspeitas de gestão fraudulenta por parte do padre Arsénio Isidoro, que as dirigiu até uns dias mais tarde, contabilizaram nos últimos anos dívidas de 800 mil euros em vários processos executivos intentados nos tribunais. Segundo a Polícia Judiciária, o padre, suspeito de crimes de peculato, terá desviado fundos das IPSS para comprar bens de luxo, incluindo um Porsche.»

 «Guiei muito Porsche, mas eram de amigos!» disse o padre Arsénio ao Correio da Mamã.

«A acção de maior valor, que reivindicava o pagamento de 470 mil euros, foi intentada em Dezembro de 2011 contra o Centro Comunitário Paroquial da Ramada, uma paróquia de Odivelas onde o padre Arsénio esteve mais de uma década antes de ter assumido a responsabilidade pelas quatro igrejas de Torres Vedras. Mesmo depois de ter sido transferido para Torres Vedras, o padre manteve-se presidente daquele centro, um cargo que só abandonou já depois de ter sido constituído arguido pela PJ, uns dias antes da Páscoa.

(...) O engenheiro civil José Januário, sócio da Gabicrel, uma empresa de projectos de engenharia, explicou que há cerca de quatro anos fez um projecto para um novo lar de idosos, que seria construído junto a uma instalação já existente. “Nunca me pagaram nada. Apenas quando tive de pagar o IVA insisti com eles e deram-me o valor que paguei de impostos, cerca de 2500 euros”, lamenta o engenheiro, que explica que lidou essencialmente com a responsável financeira da instituição, também constituída arguida no âmbito do inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, que delegou a investigação do caso na Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ.

“Fui uma ou duas vezes ao Instituto da Sãozinha e disseram-se que não tinham dinheiro para me pagar”, conta José Januário. Em Março de 2015, intenteu uma acção executiva nos tribunais, tendo penhorado as contas da instituição, uma das quais tinha perto de 4000 euros. O resto ainda está por pagar e o engenheiro deverá assinar nos próximos dias um acordo, em que o Instituto da Sãozinha se compromete a pagar à volta de 900 euros por mês até liquidar o resto da dívida.

(...) Há ainda uma outra acção executiva de oito mil euros intentada o ano passado pela empresa Pinguins do Gelo, que comercializa alimentos congelados.

(...) Em silêncio ficou o padre Arsénio Isidoro, que não respondeu (...) aos pedidos de contacto. O Patriarcado de Lisboa também não respondeu aos pedidos de esclarecimentos.»

Comentário do blogueiro: Quantos padres como o Arsénio não andarão a pedir constantemente aos fiéis das suas respectivas paróquias  para serem solidários e acolherem os "refugiados"? Abram bem os olhos, caros leitores cristãos... servir a Deus não é servir os homens que supostamente o representam neste mundo! Tenham muito cuidado com as "caridadezinhas"!

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