segunda-feira, 14 de março de 2016

O agente Hugo Ernano continua a ser perseguido por ter cumprido o seu dever!


«Hugo Ernano (...) foi suspenso na sequência de um processo disciplinar interno. O militar, de 36 anos, viu ser-lhe aplicada uma suspensão agravada pelo período de 240 dias. Durante os oito meses irá receber um terço do salário.

Hugo Ernano afirmou que ficou "estupefacto" quando recebeu o despacho do MAI, que o obriga a estar suspenso de funções durante 240 dias (oito meses), período durante o qual passa a receber apenas um terço do vencimento, segundo a legislação aplicada nestes casos.»


 Hugo Ernano: um herói de Portugal, perseguido de forma implacável por uma classe de traidores!

«"Dizer que me sinto revoltado é muito brando. Quero ver o que vou fazer com a minha vida, pois tenho família, mulher e dois filhos", lamentou o militar da GNR, que se encontra de baixa médica por mais um mês, acreditando que deverá começar a cumprir a suspensão a partir de Maio.

Hugo Ernano acrescentou que, até hoje, ninguém lhe disse "onde é que falhou" na sua actuação enquanto militar da GNR. 


Outro processo em 2013

Hugo Ernano já havia enfrentado um processo-crime, em 2013, que o condenou a quatro anos de pena suspensa e ao pagamento de uma indemnização de 55 mil euros. 

O militar da GNR foi condenado, em Outubro de 2013, pelo Tribunal Criminal de Loures a nove anos de prisão por homicídio simples, com dolo eventual, e ao pagamento de uma indemnização de 80 mil euros à família do menor, tendo a defesa do arguido interposto recurso para o Tribunal da Relação de Lisboa (TRL). 

A 26 de Junho de 2014, o TRL absolveu o arguido do crime de homicídio simples, com dolo eventual, mas condenou-o a uma pena de quatro anos de prisão por homicídio simples por negligência grosseira, suspensa na sua execução por igual período. Além disso, reduziu a indemnização de 80 mil para 45 mil euros a pagar à família da vítima: 35 mil euros à mãe e 10 mil euros ao pai. 

Em Dezembro de 2014, o Supremo Tribunal de Justiça manteve a pena suspensa de quatro anos e aumentou a indemnização de 45.000 para 55.000 euros a pagar à família da vítima. 

Os factos remontam a 11 de Agosto de 2008, quando o jovem de 13 anos foi atingido a tiro pelo arguido durante uma perseguição policial a uma carrinha após o assalto a uma vacaria, em Santo Antão do Tojal, concelho de Loures. Além do menor, seguiam na carrinha dois homens, um deles o pai da criança, que estava evadido do Centro Prisional de Alcoentre, e que foi condenado a dois anos e dez meses de prisão efectiva pelos crimes de resistência e desobediência, prestação de falsas declarações e de coacção sobre funcionários



«Para evitar que uma viatura, conduzida por um criminoso, entrasse em alta velocidade num recinto, no qual decorria uma festa, Hugo Ernano disparou sobre a mesma. Infelizmente, quem conduzia a viatura fazia-se acompanhar do filho para um assalto, quem sabe para o iniciar nestas práticas. Dos disparos, resultou a morte da criança que viajava escondida no carro, longe da vista de qualquer pessoa.

Resultado: além de ser perseguido pela justiça portuguesa, que já nos habituou ao facto de perseguir as Forças de Segurança e as vítimas e de proteger os criminosos, é agora perseguido pelo MAI, por força das leis que o sistema criou e pelo julgamento feito por gente que certamente nunca enfrentou criminosos, por "operacionais" de secretaria, por atiradores especiais de caneta.

Não é de estranhar que a sentença tenha sido concluída numa altura em que temos um governo de Esquerda, sempre pronto a perseguir polícias e guardas. Amanhã, quando for preciso o recurso a uma Força de Segurança para proteger os cidadãos e bens, é natural que alguns vacilem, condicionados por estas decisões.

Hugo Ernano foi, finalmente, notificado da decisão do Ministério da Administração Interna, no processo disciplinar aberto, na sequência da morte do menor. O Militar da GNR foi suspenso, na sequência desse mesmo processo disciplinar. 



Foi-lhe hoje aplicada uma suspensão agravada pelo período de 240 dias (oito meses). Durante esse mesmo período, vai apenas receber um terço do seu salário. Não convém esquecer que ele é casado e tem dois filhos ao seu encargo, um deles ainda com menos de quatro anos.»

Comentário do blogueiro: o PNR já disse quase tudo, gostava apenas de acrescentar que é possível ajudar o agente Hugo Ernano através da seguinte conta bancária:

BESCPTPL -NOVO BANCO (Odivelas)
NIB: 0007 0000 00185 0479 6823 (Rafael Ernano, filho do Hugo Ernano)
IBAN PT50 0007 0000 0018 5047 9682 3 (para o estrangeiro)


Também é possível ajudar o agente Hugo Ernano comprando o livro "Bala Perdida", que conta tudo o que se passou desde aquela noite fatídica (clicar na imagem para ler uma descrição):
 

http://www.wook.pt/ficha/bala-perdida/a/id/16668034
 
____________
Ver também:

Vergonha: Supremo mantém pena de Hugo Ernano e AUMENTA indemnização a pagar
PNR promove acção de apoio a Hugo Ernano
Solidariedade para com o agente Hugo Ernano

2 comentários:

A-24 disse...

Um herói nacional que nunca mereceu o devido respeito. Foi feita meia-justiça agora mas precisamos de mais militares e agentes como ele e é por isso que eu admiro muito a policia brasileira e americana, que em casos destes nunca pensam duas vezes e atiram a matar. Para grandes problemas grandes remédios e nisso eles não brincam. Quem não deve não teme e os ciganos que vinham desse assalto tinham muitas culpas, infelizmente morreu um inocente mas a culpa moral deverá permanecer com o pai do jovem. Assim espero!

Afonso de Portugal disse...

A-24 disse...
«Quem não deve não teme e os ciganos que vinham desse assalto tinham muitas culpas, infelizmente morreu um inocente mas a culpa moral deverá permanecer com o pai do jovem.»

É verdade. Mas, pelo visto, os juízes do Supremo que condenaram o Hugo a pagar 55 mil euros aos pais do miúdo, não pensam como nós. Já tiraram quase 8 anos de vida ao rapaz e continuam a persegui-lo!

Se eu fosse um agente das forças de segurança portuguesas, não sei o que faria numa situação como aquela que ele viveu. Sabendo o que lhe aconteceu, provavelmente eu não faria nada, deixaria os criminosos fugir. Só que nenhum país não pode ter segurança se todos os seus agentes pensarem desta forma...