quarta-feira, 9 de março de 2016

Nos EUA: actriz mestiça criticada por não ser suficientemente preta


Os "guerreiros da justiça social" lá da terra do Tio Sam estão muito indignados. Porquê? Leiam e descubram:

«O filme [Nina], protagonizado por Zoe Saldana, foi desfeito em pedaços por ter escolhido uma actriz de pele clara para interpretar Simone, cuja pele era muito mais escura. Começaram a ser atiradas palavras como blackface – em alusão aos actores que, desde meados do século XIX, pintavam a cara de preto e exageravam o tamanho dos lábios para representar estereótipos de negros que cantavam e dançavam – e minstrel – os espectáculos das trupes itinerantes com esses actores e cantores mascarados de negros. E os responsáveis pela gestão do legado de Nina Simone twittaram à actriz “por favor tire o nome de Nina da boca. Para o resto da sua vida”.»

Bem... depois de ler este parágrafo fiquei com a  sensação de que a actriz escolhida deve ser alva como a neve. Vamos lá ver uma fotografia dela para confirmar:

Hum? Esta mulher não tem a pele suficientemente escura para poder ser considerada negra?!
Então e o mulato Obama, a quem sempre chamaram negro sem ele o ser?!?!


Bem, talvez haja uma explicação racional para isto. Talvez a verdadeira Nina Simone fosse uma preta retinta... vamos lá ver uma foto:


Que a Nina é muito mais feia que a Zoe, lá isso é! E que os caracteres africanos (nariz largo, lábios grossos, prognatismo, etc.) são muito mais pronunciados na Nina do que na Zoe, lá isso são! Mas dizer que a Zoe é "demasiado branca" para poder representar a Nina é, no mínimo dos mínimos, não ter nada melhor para se fazer... ou então querer a todo custo forçar uma agenda política, se é que me faço entender!

10 comentários:

Lura do Grilo disse...

É uma indústria sempre a dar indignação.

Missy disse...

É daquelas coisas que uma pessoa só pode encolher os ombros e pensar "de SJW já espero de tudo". São mesmo a hipocrisia em pessoa, o cume do pessoas-com-demasiado-tempo-livre, e certeza que se tivessem um emprego normal com preocupaçoões nem tinham tempo de ver o filme quanto mais serem mesquinhos.

Mas isto só vem carregar ainda mais nos efeitos que se começam a notar no multiculturalismo - pessoas demasiado claras para serem consideradas de raça negra, mas depois são demasiado escuras para serem considerados caucasianos. Provavelmente a pobre atriz já passou por este dilema e sensação de não pertencer a nenhum dos lados e isto só vem ajudar. Bora deitar a auto-estima de quem trabalha abaixo. Aqui os SJW já não lhes interessa os sentimentos e bem estar alheio?

Outra questão, mas antes de se fazer este tipo de filmes, em que há alguém encarregue da gestão de património, não se pede o aval dos artistas escolhidos? até porque esão a usar os direitos e a pagar royalities a eles de certeza. Agora é que se vêm queixar? cheira-me a que só agora criticam porque estão a ver que o ganho sobre a venda dos bilhetes não vai ser assim tão boa... e em vez de assumirem co-responsabilidades pela escolha da atriz toca a culpar a própria atriz... enfim... ridiculo!

Afonso de Portugal disse...

Lura do Grilo disse...
«É uma indústria sempre a dar indignação.»

Se é! Hoje em dia pode-se ficar ofendido por quase tudo! Menos por se ser branco e heterssexual, é claro!


Missy disse...
«Provavelmente a pobre atriz já passou por este dilema e sensação de não pertencer a nenhum dos lados e isto só vem ajudar.»

Talvez, mas a verdade é que as actrizes mulatas são bastante hipócritas quanto a isso. Por exemplo, a Halle Berry, que é filha de mãe branca e pai negro, fez um discurso muito politcamente correcto quando venceu o Óscar, chegando a chorar e a dizer que era um momento histórico para os negros. Mas para as suas relações, só quis homens brancos. E esta Zoe Saldana é precisamente a mesma coisa. Pobres meninas "pretas", que devem a sua beleza às mães brancas e que se sentem muitooprimidas pelos brancos mas que depois só querem brancos para maridos!


«cheira-me a que só agora criticam porque estão a ver que o ganho sobre a venda dos bilhetes não vai ser assim tão boa»

És bem capaz de ter razão, mas no mundo dos "guerreiros da justiça social" tudo é possível. Alguns são tão dementes que são mesmo capazes de acreditar que isto é uma injustiça. A ideologia cega as pessoas e, no caso dos SWJ, à cegueira segue-se a insanidade!

Estamos a falar de pessoa que acham que acham que os homens que não gostam de mulheres gordas são sexistas. Ou que a Lara Croft da série de jogos Tomb Raider é um esteréotipo misógino. Ou que dizer "olá" a uma mulher na rua é assédio...

FireHead disse...

Não acho a Zoe Saldaña bonita. Ela não é negra, ela é como o Obama, por isso fico tão admirado como tu por estares a dizer que ela não é negra e o Obama já ser negro. Das mulatas gosto mais da Halle Berry ou a Alicia Keys. :)

Afonso de Portugal disse...

FireHead disse...
«(...)fico tão admirado como tu por estares a dizer que ela não é negra e o Obama já ser negro.»

Mas eu não digo que o Obama é negro, até lhe chamo "mulato queniano"! :)

O que eu digo é que o Obama foi levado ao colo em grande parte sob o argumento de ser negro. As pessoas agora já não se lembram (ou fingem que não se lembram), mas quando o Obama ganhou as eleições pela primeira vez, à custa de chavões imbecis como "esperança" e "mudança", muitos dos seus apoiantes fizeram questão de mencionar várias vezes que ele era negro (embora ele não o fosse) como se isso fosse uma virtude!

Nem é preciso sair de Portugal: o próprio Mário Soares disse que agora é que a América ia mudar, porque tinha finalmente um presidente que, por ser negro, sabia o que era ser oprimido!

FireHead disse...

Neste aspecto és mais lúcido que muitos racialistas/racistas cá da praça (blogosfera e não só): para eles, basta um tipo ter, sei lá, 12,5% de sangue de negro que já é automaticamente negro mesmo que fisicamente se pareça com um branco. É a teoria do one drop rule pura e dura. E depois ainda insistem com a cantiga de que os brancos é que são a raça superior. De facto são mesmo superiores... então não se vê que são? ;)

Afonso de Portugal disse...

O mais estúpido é que muitos desses idiotas falam seu conhecerem os seus próprios genes. Indivíduos que nunca fizeram um teste genético na vida não têm nada que apontar aos outros. O fenótipo esconde muitas vezes os "esqueletos" do genótipo.

Depois acontecem casos ridículos, como o do deputado do Jobbik que pregava contra os judeus... até descobrir que ele era judeu de terceira geração! Desconfio que há vários nazionaliztaz "tugas" na mesma situação...

João José Horta Nobre disse...

Para descontrair:

https://www.youtube.com/watch?v=M8t04muNIdw

Lol, para quando o movimento "KKK Lives Matter"?

P.S. - Conheci há uns anos uma americana que era do KKK. Aderiu depois do pai ter sido assassinado por um mexicano...

FireHead disse...

Sim, mas se formos por aí devemos então estabelecer um padrão já que eu e muita gente acreditamos que ninguém é "100% puro". A partir então de quantas gerações na linhagem é que começa a "pureza" para efeitos de contagem?

Lembro-me bem desse tipo do Jobbik. Cheguei a falar disso no meu blogue. O próprio Jobbik até disse que ele não precisava de sair do partido, mas ele mesmo assim decidiu sair.

Para essa carneirada até o Ronaldo é mulato porque a bisavó dele era de Cabo Verde.

Afonso de Portugal disse...

João José Horta Nobre disse...
«Para descontrair»

Por acaso já conhecia, mas obrigado! Ele tem vários vídeos desse género.

O mais caricato é que o protagonista tem claramente cara de judeu. Aliás, ele é mesmo judeu! Chama-se Ari Shaffir e até dá uns certos ares ao Woody Allen. Mas como as pessoas nunca foram educadas no sentido de reconhecerem as diferenças raciais, os negros julgam mesmo que ele é ariano!


FireHead dise...
«Sim, mas se formos por aí devemos então estabelecer um padrão já que eu e muita gente acreditamos que ninguém é "100% puro". A partir então de quantas gerações na linhagem é que começa a "pureza" para efeitos de contagem?»

Por isso mesmo é que eu não defendo expulsar os alógenos que já cá estão, mas sim evitar a entrada dos que continuam a chegar à Europa. É precisamente por perceber o irrealismo que seria andar a fazer testes genéticos à população toda e a discutir qual deveria ser o "limiar de alogenidade", em percentagem do património genético total, que determinaria a expulsão. Pensar que uma coisa destas seria minimamente exequível nos dias que correm é conversa de indivíduos completamente desfasdos da realidade!

Eu sou racialista, mas sou realista. A história demonstra que é preciso fazer concessões para se alcançarem vitórias. Prefiro aceitar alguns alógenos do que perder os portugueses todos, que é o que vai acontecer se não travarmos a imigração nos próximos anos.