domingo, 28 de fevereiro de 2016

Era uma vez uma universalista que queria casar com o mundo...


Um Muito obrigado! à Missy por aqui nos ter trazido esta história que, apesar de já remontar ao ano de 2008, é cada vez mais pertinente nos dias que correm.

«Duas artistas italianas tinham decidido viajar de Itália para os Balcãs e depois para o Médio Oriente para "espalhar uma mensagem de paz entre as pessoas de diferentes nações". Para tal, as artistas vestiram-se de noivas e foram pedindo boleia a estranhos ao longo do percurso

Observação do blogueiro #1: quando se junta ideologia com romancice em dois cérebros de minhoca, é isto que acontece, em primeira instância. Porque depois é sempre a descer, como se verá a seguir.

«Mas ao fim de apenas três semanas de viagem, o corpo de uma delas, de seu nome "artístico" Pippa Bacca, de 33 anos, foi encontrado despido perto de uma aldeia turca. A Sr.ª Bacca [peço desculpa aos meus leitores, mas o trocadilho é irresistível!] tinha sido violada e estrangulada por um condutor que lhe tinha oferecido boleia.»

Giuseppina Pasqualino di Marineo, aka "Pippa Bacca". 
Idiota útil, universalista militante e Prémio Darwin de 2008.

«"Ela julgou que havia mais pessoas positivas do que negativas neste mundo e que confiar nelas era o que estava certo", disse Rosalia Pasqualina, a irmã da Sr.ª Bacca. "A confiança é uma factor humano muito importante e ela acreditava que, para percebermos as pessoas, temos de fazer por conhecê-las.»

Observação do blogueiro #2: sabem o que é mais assustador nesta história, caros leitores? É que a forma de "pensar" da Sr.ª Bacca é a forma de pensar de muitas pessoas "esclarecidas" das elites europeias que condenam o "populismo" do Sr. Trump e da Sr.ª Le Pen, mas são tão ignorantes da realidade que acabam como a Sr.ª Bacca. Aliás, a Sr.ª Bacca está longe de ser um caso isolado. Já aqui vos mostrei outros casos de "altruísmo" patológico: a Elin Krantz, a Alexandra Mezher, a Lauren Mann e o Paul Kohler, por exemplo. Gente que só aprende a lição depois de morta, se é que me faço entender.

«A jornada da Sr.ª Bacca terminou abruptamente na aldeia de Gebze, a cerca de 64 km de Istambul. Um homem desempregado de 38 anos, Murat Karatas, confessou tê-la matado pouco depois de lhe ter dado boleia no dia 31 de Março [de 2008].

Agora prestem bem atenção, caros leitores, àquilo que a outra "noiva", de seu nome Silvia Moro, disse sobre a tragédia:

"Pedir boleia a estranhos era crucial porque implicava ter fé noutros seres humanos. O homem, como um deus menor, recompensa aqueles que depositam a sua fé nele. Pedir boleia é uma forma de viajar precária, mas nós queríamos sublinhar que não se pode fomentar o amor entre as pessoas viajando em classe executiva. Não podemos ir, por exemplo, para a Mauritânia e comer massa. Jamais entenderemos as pessoas até partilharmos o nosso pão com elas, porque é nas pequenas diferenças que se encontram as similaridades.»

Comentário final do blogueiro: este último parágrafo ilustra perfeitamente a diferença entre "populismo" e "elitismo", caros leitores. O "populismo" é a reacção natural do povo às contrariedades que as elites se recusam a reconhecer por viverem numa redoma politicamente correcta onde "somos todos iguais". Já o "elitismo" é tudo aquilo que essas mesmas elites, por viveram resguardas do mundo real, nos querem impingir a todos como sendo verdade. Mas que, conforme se pode ler no último parágrafo, está mais perto do delírio e da insanidade do que da realidade. Porque a realidade é outra, muito distinta, conforme a Sr.ª Bacca acabou por descobrir.

Não cometamos, porém, o grave erro de pensar que todas as elites são apenas ingénuas e bem-intencionadas como a Sr.ª Bacca. Nada disso, aqueles que tomam as decisões políticas por todos nós sabem perfeitamente o custo que elas implicam para o cidadão comum. É por isso que não podemos perdoar-lhes. Eles querem para nós o mesmo destino da Sr.ª Bacca. E se houver justila neste mundo, terão de pagar por isso.

17 comentários:

Jorge disse...

"porque é nas pequenas diferenças que se encontram as similaridades." - que lógica de penico.

A Pippa Bacca mal saiu da Europa (a cidade onde foi encontrada fica na Turquia) foi logo morta!

Como escreveu um sujeito na net, existem 2 maneiras enviesadas de encarar os refugiados: são todos boas pessoas ou são todos más pessoas; agora, decida qual das opções é que protege mais a si, a sua família e o seus país.

Anónimo disse...

E agora com o sr Bergoglio a pregar a igualdade e amor universal(não confundir com a pedofilia universal de batina preta)há muitas mais Baccas e muitos mais Baccos prontos a serem levados pelo mesmo "caminho".-------------------------------Jorge

Afonso de Portugal disse...

Jorge disse...
«A Pippa Bacca mal saiu da Europa (a cidade onde foi encontrada fica na Turquia) foi logo morta!

E essa é que é essa! O mundo fica diferente assim que se sai do Ocidente, pensar o contrário é pura ilusão!


«há muitas mais Baccas e muitos mais Baccos prontos a serem levados pelo mesmo caminho»

É verdade! Mas não é só o Bergoglio... os mé(r)dia e o sistema (des)educativo contribuem tanto ou mais que o marxista de branco!

Já agora Jorge, se me permite, preferia que assinasse os seus comentários como fez às 2h27. É que esse género de assinatura identifica o autor logo no início do comentário e fica-se logo a saber, desde o primeiro momento, com quem estamos a falar. Claro que o Jorge é livre de assinar como preferir e desde que assine já não me queixo.

Jorge disse...

Afonso,

quero esclarecer que o Jorge das 2h27 não é o mesmo que escreveu às 11h36.

Afonso de Portugal disse...

Bem, nesse caso estamos perante uma coincidência fantástica porque nunca antes tinha aparecido um Jorge aqui no TU e agora apareceram dois de uma vez! Eheheh....

João José Horta Nobre disse...

«Giuseppina Pasqualino di Marineo, aka "Pippa Bacca".
Idiota útil, universalista militante e Prémio Darwin de 2008.»

Foi a "selecção natural"...

Afonso de Portugal disse...

O caro JJHN duvida? Foi mesmo!

O grande problema é que esta gente, na sua irresponsabiliadde romântica, nem sempre morre sozinha como foi o caso desta grande "Bacca". Às vezes, as pessoas que não partilham estes "ideais" suicidas acabam por levar por tabela...

Bilder disse...

A propósito do Papa(que alguns dizem ser marxista) http://www.oquedeusquer.blogspot.pt/2014/06/httpwww.html ---nota de rodapé: eu sou o Jorge das 11:36

Afonso de Portugal disse...

Ultimamente não tenho tido grande tempo para ler livros, Bilder... o autor da obra chega a alguma conclusão em concreto?

Bilder disse...

Bom ele tenta passar a ideia que Bergoglio(papa Francisco)é um cordeiro dentro de um redil de lobos(o vaticano)tal como diz na Sinopse
Os segredos, os escândalos, os jogos de poder e as conspirações que dominam o Vaticano.
Uma investigação baseada em documentos e factos reais.
Porque renunciou Ratzinger? Que papel desempenhou Paolo Gabriele, o mordomo do Papa? Que escândalos esconde o relatório Vatileaks? Como decorreu o conclave que escolheu Bergoglio? Qual vai ser o papel dos jesuítas no Vaticano?

Através de uma análise da história do Vaticano ao longo dos séculos, Jorge Blaschke demonstra a enorme dificuldade de um Papa para se sobrepor aos poderes e conspirações que dominam a Cúria Romana.
Estamos perante um momento de importância crucial para o futuro de uma das mais influentes e poderosas organizações mundiais, que representa a fé de 1200 milhões de pessoas em todo o mundo. As decisões do Papa Francisco são a esperança e o futuro de muitas pessoas e os primeiros gestos do seu mandato fazem supor que assistiremos a uma revolução na Igreja.
Conseguirá este homem de ar afável vencer a poderosa rede de interesses que governa o Vaticano? Será capaz de mudar o rumo da Igreja Católica e reaproximar-se das pessoas?
Nota do Autor
«Quis transmitir uma mensagem de confiança no Papa Francisco e a minha esperança de que a Igreja mude e evolua, ocupando o seu verdadeiro lugar na sociedade, fora dos jogos políticos e de poder.»Jorge Blaschke

Afonso de Portugal disse...

Bem, em primeiro lugar, obrigado pelo resumo. Alguns comentários:

«Através de uma análise da história do Vaticano ao longo dos séculos, Jorge Blaschke demonstra a enorme dificuldade de um Papa para se sobrepor aos poderes e conspirações que dominam a Cúria Romana.»

Acho deveras surpreendente que alguém parta do pressuposto de que o Papa quer mudar o que quer que seja. A eleição do Papa é um acto mais folclórico do que outra coisa, os objectivos do papado já estão traçados logo à partida. Assim comos os líderes mundiais têm a bênção da elite plutocrática que manda de facto neste planeta a partir dos bastidores, também o líder da Igreja Católica é escolhido em função dos interesses obscuros do clero e do círculo de interesses do clero. Aliás, os próprios cardeais que votam no conclave são nomeados, não eleitos.

Infelizmente, o Bergoglio se tornou papa por acaso. Bergogolio tornou-se papa porque quem manda de facto na IC assim o quis.


«Conseguirá este homem de ar afável vencer a poderosa rede de interesses que governa o Vaticano? Será capaz de mudar o rumo da Igreja Católica e reaproximar-se das pessoas?»

Um papa marxista que já desculpou homossexualidade publicamente, relativizou o aborto, defendeu mais imigração para a Europa, desculpou os abusos dos refugiadistas, disse que os países ricos devem sacrificar o seu crescimento, disse que há limites para a liberdade de expressão, presidiu a cerimónias inter-religiosas (uma delas no próprio Vaticano), que quer intensificar o diálogo com o Islão e que condenou o Donald Trump por querer proteger o seu país contra criminosos mexicanos?

Se ele mudar alguma coisa, será certamente para pior!


P.S.: Devo esclarecer que eu não sou cristão, sou ateu. Não tenho nada contra os cristãos, sobretudo contra os cristãos nacionalistas, mas desprezo o clero católico com fervor.

Bilder disse...

Eu também penso muito assim(esse livro é apenas um a que faço referência no blog oquedeusquer.blogspot)aliás se for ver melhor o meu blog encontra posts que vão ao encontro do que acaba de expôr.O Vaticano vira-se para o lado que melhor lhes convém(e a escolha do papa é o resultado disso)conforme as circunstância e os seus interesses,e o povinho mais frágil(em termos emocionais e intelectuais)segue que nem um rebanho os seus "pastores".Eu lamento ter de chegar a esta conclusão pois a Europa precisava de instituições fortes e sérias para defender os valores que tantos séculos levaram a conquistar,mas agora só vemos irracionalidade em nome de universalismos absurdos(e ouvindo este papa e ouvindo os políticos que nos des-governam todos os dias a Europa parece tudo farinha do mesmo saco e confirmar as afirmações de certos escritores que dizem desde há 50 anos que todos os níveis mais altos,desde a maçonaria à UE e ao Vaticano,estão coligados para o objectivo do governo mundial sobre as "cinzas" dos Estados soberanos e de suas identidades).

Afonso de Portugal disse...

«(...) a Europa precisava de instituições fortes e sérias para defender os valores que tantos séculos levaram a conquistar,mas agora só vemos irracionalidade em nome de universalismos absurdos»

A nós, populaça, parece-nos irracional porque não lucramos nada com o unviersalismo. Mas os seus promotores lucram e lucram muito! A globalização e o mundialismo trouxeram riqueza a muita gente.

O mais assustador é que eu estou a chegar à conclusão que esses "valores que tantos séculos levaram a conquistar" só existem porque, a certa altura da história, foram do interesse de determinadas elites. Considere-se as cruzadas, por exemplo. Se não fosse o alinhamento entre os interesses expansionistas da Nobreza e do Clero, as forças dominantes na Europa da época, provavelmente nunca teriam ocorrido.

Da mesma forma, o racionalismo e o método científico poderão ter-se desenvolvido não devido apenas devido à superioridade do pensamento ocidental, mas sim aos interesses concretos da burguesia e das elites que, por precisarem constantemente de tecnologia de ponta, recompensaram os pensadores com os métodos mais eficientes de produzir conhecimento.


«(...) ouvindo este papa e ouvindo os políticos que nos des-governam todos os dias a Europa parece tudo farinha do mesmo saco»

Eu estou mesmo convencido que são. Basta ver o que se está a passar nestes primárias nos EUA: da esquerda à direita, anda tudo aflito com a possibilidade de um magnata me(r)diático ser nomeado pelo Partido Republicano. E, no entanto, estamos a falar de um homem [Trump] que já apoiou monetariamente ambos os lados do espectro político. Financiou até a anterior campanha da bruxa Hilária, que poderá vir a ser a sua grande rival, caso ele seja mesmo nomeado. Um homem do sistema, com os vícios do sistema.

Mas o simples facto de não terem sobre ele o controlo absoluto, deixa a elite muito preocupada. Os políticos são isso mesmo, marionetas. O verdadeiro poder está nos bastidores. Ou como terá dito em tempos vigarista Mayer Amschel Bauer Rothschild: «Dêem-me o controlo do dinheiro de uma nação e eu não importarei com quem redige as suas leis».

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A propósito, reparei que o Bilder tem vários blogues, mas nenhum deles tem sido actualizado em tempos recentes. Posso perguntar porquê?

Bilder disse...

Eu deixei de postar nesses blogs por ter chegado à conclusão que já tinha neles matéria suficiente para anos de consulta e portanto terem cumprido a sua missão(dois deles com muitas visitas do Brasil principalmente),entretanto criei mais alguns sob outro pseudónimo.

Renato Santon disse...

Usuários do Brasil geralmente são um lixo e poluem discussões em língua portuguesa em qualquer parte da web.

Isso acontece porque não há um nível educacional para o povão. Brasil é um país de "castas".
Só a elite universitária branca, e uma pequena parte dela apenas, de pessoas ricas e viajadas, só essa parte tem uma educação decente. Se percebe que deve ser uns 5% da população.

De resto a inclusão digital foi péssima para Portugal que tem que conviver com legiões de brazucas incivilizados, favelados recalcados e sem qualidade alguma nos blogues.

Afonso de Portugal disse...

Renato Santon disse...
«Só a elite universitária branca, e uma pequena parte dela apenas, de pessoas ricas e viajadas, só essa parte tem uma educação decente. Se percebe que deve ser uns 5% da população.»

Eu tenho tido a sorte de conhecer muitos brasileiros inteligentes ao longo dos anos e posso confirmar isso. São quase todos de raça branca, viajados e geralmente provenientes de famílias abastadas. O grande drama do Brasil é que essas pessoas ainda são a minoria.

Mas aqui em Portugal estamos pouco melhor, caro Renato. Temos poucos analfabetos, mas acredite, ainda temos muitos funcionais!


«De resto a inclusão digital foi péssima para Portugal que tem que conviver com legiões de brazucas incivilizados, favelados recalcados e sem qualidade alguma nos blogues.»

Tenho de confessar que a minha experiência global com brasileiros é negativa. Caps Mas há algumas expcepções honrosas, como o Renato e o Lucas (do blogue Marxismo Cultural)! :)

Cesar Vieira disse...

Concordo, indubitavelmente!