segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Ben Shapiro fala sobre a ideologia de vitimização dos 'Antifa' e afins


     Aqui fica mais um vídeo daquele que é, neste momento, o meu judeu favorito. Até custa a acreditar que este "rapaz" só tem 33 anos! A sua capacidade de argumentação melhora de dia para dia, assim como a sua eloquência e inteligência crítica. Se continuar assim, ainda vai ser um dos maiores comentadores políticos dos nossos tempos.

Violações por nacionalidade na Dinamarca


     Encontrei este gráfico na internet, mas não consegui identificar a sua fonte. A referência que aparece ao fundo menciona um 'Kriminalpraeventif Råd', que significa algo como "conselho de prevenção criminal" e que corresponde a uma instituição real. Os dados parecem ter sido extraídos de um dos vários relatórios publicados e disponíveis aqui, mas eu não consegui identificar exactamente qual, porque estão todos em dinamarquês e eu não tenho tempo para andar a vasculhá-los um a um. Portanto, não posso afirmar peremptoriamente que este gráfico traduz mesmo a realidade.

Seja como for, parece-me importante deixá-lo aqui, quanto mais não seja como referência. É que mesmo que o gráfico não corresponda à realidade, ela não deve andar muito longe disto... já agora, quem fizer gráficos como este deve ter o cuidado de identificar claramente o documento onde foi buscar os dados. Caso contrário, divulgar o gráfico torna-se complicado, por ser de fonte incerta.


Momento Musical 5: «Gute Nacht, o Wesen»


Estes são os resultados provisórios das eleições gerais na Alemanha (clicar para aumentar):


Como todos esperávamos, a ex-stasi Angela Mer(d)kel venceu novamente. Governará a Alemanha por mais quatro anos, o que significa que, na prática, governará a Europa por mais quatro anos, tal como a Marine Le Pen tinha previsto no seu último debate com o Hollande II, também conhecido como Emmanuel Macron.

Isto significa que o globalismo saiu vencedor na Europa outra vez. Tal como tinha acontecido em 2016 nas presidenciais da Áustria, quando Alexander Van der Bellen derrotou Norbert Hofer; e depois nas eleições gerais da Holanda em 2017, quando Mark Rutte derrotou Geert Wilders; e depois nas eleições presidenciais francesas de 2017, quando Macron derrotou Marine Le Pen.

Há quem se congratule com o resultado obtido pela AfD, mas eu não consigo. É positivo que o nacionalismo tenha crescido, mas depois de tudo o que aconteceu nos últimos dois anos na Europa, o resultado obtido pela AfD faz lembrar aquela história do fulano que foi esmurrado várias vezes e depois se congratulou em deitar a língua de fora ao adversário como vingança. Não chega. É manifestamente insuficiente. Há dez anos, este seria um resultado razoável, mas hoje já não é. Estamos a pouco mais de dois anos de 2020. A demografia europeia está prestes a atingir o ponto de não-retorno. Se o Nacionalismo não chegar ao poder até 2030, a luta pela via democrática tornar-se-á inviável, porque a estrutura demográfica não mais permitirá a eleição dos nacionalistas. Desse ponto de vista, o João do Livro das Imagens parece estar coberto de razão.

E depois, o que nos resta? A guerra civil? Duvido muito, com os "homens" que temos actualmente. O mais provável é assistirmos impávidos e serenos à nossa substituição étnica, ao triunfo do globalismo e do Islão. Talvez eu esteja a ser demasiado negativo, não sei, mas neste momento tenho grandes dificuldades em ver a coisa de outra forma.

Resta-me voltar à única coisa que me acalma e me dá esperança nestas ocasiões, a música de um Gigante que nasceu há mais de 300 anos. Pode ser que a música dele sobreviva ao fim do Ocidente. Mas duvido...


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Ver também:

O globalista gerontófilo Emmanuel Macron é o novo presidente da França...
Um breve comentário aos resultados obtidos pelo PVV nas eleições gerais holandesas

domingo, 24 de setembro de 2017

«Um outro olhar sobre as cruzadas»


     Aqui fica uma interessantíssima conversa entre o canadiano Stefan Molyneux (Freedomain Radio) e o Prof. James (Duke) Pesta, que é Professor Associado na Universidade do Winsconsin. O tema são as cruzadas, essa "empreitada bárbara" que, segundo o esquerdalho, constitui uma das "evidências históricas" mais flagrantes da "crueldade imperialista" inerente à Civilização Ocidental.

Só que a realidade daquilo que foram efectivamente as cruzadas, como nós nacionalistas bem sabemos, é bastante diferente daquilo que os marxistas/globalistas e os mé(r)dia por eles controlados nos tentam impingir constantemente. A realidade é que as cruzadas começaram por ser uma guerra de defesa contra o invasor islâmico, em concreto contra o Califado Omíada, que já tinha conquistado quase toda a pensínsula Ibérica e estava tentar conquistar a França.

E não, a ocupação muçulmana da península Ibérica não deu origem a um "paraíso na terra" onde todos os habitantes viviam em paz uns com os outros. Isso é uma das maiores e mais infames mentiras da "história" contada elo esquerdalho. O Al-Andalus foi, para os europeus sob ocupação, um califado islâmico típico, onde eles eram cidadãos de segunda classe. Aliás, os muçulmanos do Al-Andalus eram tão sectários que até se discriminavam entre si!

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Pequenas grandes diferenças...


     Contrariamente ao que muitos julgam, a cultura norte-americana (ainda) não é inteiramente controlada pelo esquerdalho. Recentemente, o Lura do Grilo fez uma posta a elogiar o excelente cartunista António Branco, cujo trabalho rivaliza apenas -na minha modesta opinião- com o do excelente Ben Garrison.

Mas há outros cartunistas talentosos a denunciar a hipocrisia esquerdalhista nos "states". Hoje trago-vos aqui um cartunista conservador que, não tendo um traço tão impecável quanto os anteriores, não deixa de ter momentos verdadeiramente geniais: Michael Ramirez.




Sobre a proibição da Uber em Londres...


    No Londristão, a notícia do dia é que a Uber, aquela multinacional de transporte privado de pessoas que tanta raiva causou aos nossos taxistas, perdeu hoje a licença de que dispunha para poder actuar na cidade presidida pelo muslo Sadicão. Os nosso mé(r)dia, para não variar, deram a notícia de uma forma muito politicamente correcta. Veja-se por exemplo o caso do Correio Manhoso:

«O órgão governamental que regula o sistema de transportes da capital inglesa, anunciou esta sexta-feira este Vernes que não irá renovar a licença da empresa prestadora de serviços para continuar a operar em Londres. 

A entidade considera que a empresa que gere a aplicação não é um "operador adequado" e que "a abordagem e conduta da empresa demonstram falta de responsabilidade corporativa", logo, não deve manter a licença para operar na cidade.

Assim, a autorização da Uber expira a 30 de Setembro deste ano, no entanto, a empresa tem à disposição ainda 21 dias para recorrer da decisão. Caso o faça, a Uber poderá continuar a operar até que se conheça uma nova decisão. A Uber opera há cerca de cinco anos na capital londrina e conta com mais de 40 mil motoristas.»


Tudo no texto acima parecerá normal ao cidadão médio, o que era certamente o principal objectivo da pessoa que escreveu a notícia. Mas como eu sou um nacionalista com mais de uma década de blogosfera no currículo, desconfiei logo da parte em que se lê "a abordagem e conduta da empresa demonstram falta de responsabilidade corporativa". E desconfiei tanto que fui ver se o grande Paul Joseph Watson (Infowars), que é neste momento o meu londrino favorito, tinha dito alguma coisa a respeito da Uber. E, com efeito, ele disse mesmo:

«A Uber foi banida de Londres em parte devido ao aumento explosivo do número de violações que foram cometidas predominantemente por condutores de origem imigrante e que a Uber não reportou à polícia.

De acordo com a Transportes de Londres, a primeira das razões para a licença da Uber não será renovada (...) é a "abordagem da empresa a denunciar ofensas criminais graves", o que inclui o facto de a Uber não ter informado as autoridades acerca do número crescente de violações e ofensas sexuais cometidas pelos seus motoristas.»

Dois dos motoristas vibrantes da Uber...

«Os últimos dados mostram que os condutores da Uber  são responsáveis por um ataque sexual por semana na cidade de Londres, com o número de ataques a aumentar 50% só no último ano.»


O PJW faz ainda um exercício comparativo deveras esclarecedor: ele comparou a origem étnica dos condutores dos táxis "normais"...




...com a origem étnica dos condutores dos carros das empresas privadas, o que inclui a  Uber (PHV = private hired vehicle):


Reparem bem na proporção de brancos e de "asiáticos" num caso e no outro! Não preciso de dizer mais nada, pois não?... Há duas conclusões a retirar deste episódio: (1) nunca confiar cegamente naquilo que os mé(r)dia publicam, e (2) a imigração "asiática" é incompatível com o nosso modo de vida.

Justino Castro Trudeau pede aos homens que se transformem voluntariamente em eunucos!


    O primeiro-ministro canadiano, o repugnantíssimo Justino "Larilão" Trudeau, pediu o fim da "cultura dos manos" (bro culture), i.e. de qualquer forma de ajuntamento entre homens com interesses semelhantes. Para quem eventualmente não saiba o que é a "cultura dos manos", esta expressão popular norte-americana descreve qualquer grupo de homens que verifiquem ambas as seguintes duas condições:
  1. reúnem-se regularmente para fazer uma determinada actividade em conjunto, como por exemplo jogar futebol aos sábados a cada Sáturnes, sair à noite para ir ao engate ou viajar milhares de quilómeros para participar em conferências de banda desenhada ou de jogos de vídeo;
  2. excluem desse grupo as mulheres, por motivos óbvios (as actividades são tipicamente masculinas) - e é aqui que reside a fonte da indignação do Justino e da escumalha feminista a que ele pertence.
Mas o grande paspalho do Justino foi ainda mais longe: ele acha que os todos os homens (sim, ele disse mesmo TODOS) se devem tornar feministas! Ele também quer acabar com aquilo a que chama "conversas negativas" nos balenários. Por "conversa negativa" devemos entender tudo o que tenha a ver com falar de mulheres ou promover os interesses masculinos, evidentemente.


E prosseguiu: «Temos de perceber que somos melhores do que isto. A forma como tratamos as nossas irmãs, as nossas namoradas, as nossas primas, as nossas mães e o mundo ao nosso redor é importante! Temos de recuperar aquilo que significa ser homem e isso é ser aberto, compassivo, respeitador e corajoso na defesa de tudo isso.»

Qual é o problema desta conversa nauseabunda? Evidentemente, o problema é que os homens, para serem saudáveis, precisam de espaços exclusivos para cultivar a sua masculinidade, cimentar a camaradagem com os seus pares (os outros homens) e trocar experiências de vida. Sim, esses espaços têm mesmo de ser exclusivos, porque há aspectos de ser homem que não podem ser discutidos na presença de mulheres. Desde logo porque a esmagadora maioria das mulheres não compreende nem simpatiza com a perspectiva e com os problemas específicos dos homens, mas também porque, em geral, as mulheres nem sequer partilham os nossos interesses. Ninguém com o mínimo de experiência de vida negará esta realidade!

Um dos maiores problemas do Ocidente contemporâneo é precisamente haver apenas alguns nichos de "cultura dos manos", não é haver demasiados! Essa ausência de grupos de homens que se juntam regularmente para se divertir, trocar experiências e partilhar interesses comuns explica em grande parte a crescente atomização e isolamento social dos homens brancos nos seus próprios países. Os alógenos tendem a andar nas ruas em tribos, i.e. em grupos numerosos. E, por isso mesmo, a tomar conta das ruas, impondo-se pela força dos seus números e da sua coesão.

Ora, ao contrário do que este anormalzinho do Justino sugere, as mulheres não odeiam os homens que fazem regularmente actividades apenas com outros homens, pelo contrário, é precisamente desses homens que elas mais gostam, porque esses homens tendem a ser os mais felizes e os mais saudáveis! O Justino fala em "recuperar (take back) o que é ser homem", mas a versão dele do que é ser homem está francamente incompleta... pior do que isso, está criminosamente mutilada! Ser homem não é apenas "ser aberto, compassivo, respeitador e corajoso". Ser homem é, bem antes de tudo isso, perceber o seu lugar no mundo, conhecer e respeitar-se a si próprio, não tolerar os abusos dos outros, saber defender-se verbal e fisicamente se necessário e, sobretudo, saber muito bem o que se quer e perseguir os seus próprios interesses com garra, persistência e tenacidade. As características enunciadas pelo Justino só podem ser cultivadas depois de se ter dominado estes aspectos fundamentais!

O apelo aberrante deste sonso do Justino é altamente tóxico precisamente por isto: não há virtude nenhuma em respeitar as mulheres só porque são mulheres, muito menos em abdicar dos nossos interesses em nome do respeito por elas! O respeito ganha-se, não se dá gratuitamente a qualquer monte de merda armada em gente só porque nasceu com uma vagina! Quem o fizer não é homem nenhum, mas sim um eunuco, sem apelo nem agravo! E o Ocidente já tem eunucos q.b, o Ocidente precisa é de homens!

Mais aviso todos os pobres coitados dos "homens" feministas que estiverem de acordo com o anormal do Justino e apostados em seguir o seu conselho: vocês estão a condenar-se a uma vida de infelicidade e de solidão! As mulheres jamais recompensarão o vosso feminismo abrindo-vos as pernas, muito menos dando-vos o seu amor! Metam isso nas vossas cabeças ocas de uma vez por todas, seus idiotas úteis! As mulheres só amam e só abrem as pernas aos homens que respeitam... e elas só respeitam os homens que se respeitam a si próprios. Um homem feminista é, por definição, uma criatura extremamente doente precisamente por isto, ele não tem qualquer respeito por si próprio. E quem não tem respeito por si próprio, não merece o respeito de ninguém, nem das mulheres, nem dos outros homens.

As mulheres já têm plena igualdade de direitos, o que o feminismo contemporâneo está a tentar alcançar agora é um conjunto de privilégios: ganhar tanto dinheiro quanto um homem sem trabalhar o mesmo não é um direito, é um privilégio; exigir que os homens não olhem para as mulheres na rua ou que lhes deixem de mandar piropos não é um direito, é um privilégio; exigir que uma universidade expulse imediatamente um estudante quando alguém o acusa de violação sem apresentar provas, não é um direito, é um privilégio; inverter o ónus da prova nas acusações das mulheres contra os homens não é um direito, é um privilégio; exigir que os parlamentos e as empresas tenham uma determinada percentagem de mulheres não é um direito, é um privilégio...

E as mulheres sabem perfeitamente que todas estas coisas são privilégios! É por isso que jamais respeitarão os homens que os defendem. Elas vêem claramente esses homens como aquilo que eles são: eunucos desesperados e patéticos, vermes rastejantes sem amor-próprio que se limitam a papaguear aquilo que julgam que as mulheres querem ouvir. Esses homens não merecem nada de nada e elas sabem disso. Já o Justino merecia um valente arraial de porrada, por querer que esses "homens", que são um autêntico flagelo social e um fardo para as comunidades que parasitam, se continuem a multipllicar como um cancro por todo o Ocidente, para benefício dos iminvasores e da superclasse globalista que aspira à miscigenação dos povos e à destruição do nosso modo de vida.

Não, Justino, seu grande monte de merda e provável filho bastardo do Fidel Castro, mete mas é o feminismo no cu!

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Mais um bom artigo sobre as engenharias sociais da "geringonça"


     Este é da autoria do Paulo Tunhas... só não concordo com a ideia de que as "grandes narrativas" tenham colapsado ou conhecido um fim. Pelo contrário, o génio dos pós-modenistas reside no facto de que o efeito das suas "pequenas narrativas", quando somadas, corresponde a uma forma alternativa de tentar implementar as "grandes narrativas. Ao longo das últimas décadas, a Direita tem falhado essencialmente por não ser capaz de perceber isto: o marxismo não morreu, ele apenas foi partido em vários bocadinhos (Teoria Crítica) para, por um lado, passar despercebido e, por outro, ser mais eficaz, ao metamorfosear-se consoante  a etnia, o sexo (e não "genéro"), a religião e estatuto socioeconómico do público-alvo.

«Segundo li, os maiores de dezasseis anos poderão em breve escolher em Portugal qual o seu “género”, e em Espanha o Podemos reivindica naturalmente maior precocidade: os doze anos. E concebem-se penas pesadas para os pais que se oponham a tais decisões da sua prole.»

Vês? Agora estás muito mais bonito... eeerrr... bonita!

«(...)  No que diz respeito ao essencial, a complexidade da psique humana em matéria de sexualidade, Freud, há mais de um século, disse o que havia para dizer, e é muito curioso que, sinal dos tempos, o seu nome se veja arredado de qualquer discussão. Não é só ignorância: Freud, para quem se der ao trabalho de o ler, continua a inquietar. Para mais, e continuando no essencial, a vida dos outros é a vida dos outros e quanto menos nos metermos nela, pretendendo dirigi-la, melhor. Mas, é claro, a questão que hoje é discutida pouco se ocupa destas coisas. Mais uma vez sinal dos tempos, ela centra-se por inteiro na legislação. A legislação tomou todo o espaço do essencial e a complexidade da psique não é para aqui chamada. O inconsciente, para voltar a Freud, não existe no quadro legal. A única coisa que interessa é o modo como o Estado nos pode obrigar à liberdade concebida segundo as modas quadriculadas do dia.

Francisco José Viegas, discutindo brevemente esta questão ontem num artigo do Correio da Manhã, citou o escritor inglês Martin Amis: “Pessoas que querem mudar a natureza humana – é isso o totalitarismo”. A frase toca sem dúvida em algo de importante, e algo que tem uma história que vem de há muito atrás, no início nada tendo a ver com o Estado, totalitário ou outro: a plasticidade do ser humano. Num escrito célebre, publicado em 1480, o humanista italiano Giovanni Pico della Mirandola afirmou a ilimitação do indivíduo. Deus – ele chamava-lhe: “o óptimo artífice” – fez com que os homens tivessem em si algo de todas as outras criaturas, de modo a nenhuma limitação os constranger. Mais: cada ser humano decide aquilo que é, cria a sua maneira particular de ser, nascer é exactamente poder ser aquilo que se quer. Cada um é assim como um camaleão, pronto a se metamorfosear naquilo a que aspira. Podemos descer na escala dos seres até aos animais ou tornarmo-nos divinos, de acordo com a nossa vontade. O ser humano não se encontra preso a nenhum lugar específico.

Pico não pensava certamente nas matérias que hoje ocupam os legisladores, mas a questão da plasticidade dos seres humanos estava no centro das suas preocupações. No entanto, essa plasticidade era para ele sinal de uma mobilidade cósmica dos seres humanos, que correspondia efectivamente a um gesto de liberdade essencial. A coisa no entanto muda com o início do século XIX. Cada um à sua maneira, Hegel, Auguste Comte e Marx desenvolveram filosofias que enquadraram essa plasticidade da natureza humana no contexto de teorias que apontavam, embora com óbvias e significativas diferenças, para a necessidade de uma evolução (ou, se se quiser, de um progresso) orientada para um fim. Os modos de ser humano mudariam necessariamente de acordo com uma sucessão mais ou menos rígida de etapas com vista à realização plena das suas possibilidades.

Essa visão das coisas encontra-se ainda, de uma maneira ou outra, presente entre nós. O exemplo mais notório, embora não o único, é o discurso do marxismo ordodoxo do PC (lembram-se do “homem novo socialista”?). No entanto, sensivelmente a partir dos anos oitenta do século passado, uma doutrina algo equívoca mas com indiscutível sucesso mediático, o chamado “pós-modernismo”, proclamou, pela voz de um dos seus teóricos mais eminentes, o filósofo francês Jean-François Lyotard, o fim das “grandes narrativas”. Significava isso, entre outras coisas, que as teorias da história teleologicamente orientadas (isto é, concebidas a partir da ideia de um fim, previsto desde o início, que haveria necessariamente de se realizar: o comunismo, por exemplo) se encontravam ultrapassadas. Reinaria antes uma nova pluralidade, que não importa aqui detalhar.

O que interessa salientar é que, nessa dissolução da ideia de um fim único da história e na pluralidade conquistada de fins diversos, permaneceu, na prática, a ideia da necessidade da realização de cada um desses fins. As tais “grandes narrativas” bem podem ter colapsado, embora tal seja matéria para discussão, mas o impulso humano para detectar necessidade na realização dos vários estilhaços resultantes da explosão das causas únicas não colapsou de forma alguma.

Mais do que isso. À sombra protectora de um Estado tutelar guiando os nossos mínimos passos, cujo advento Alexis de Tocqueville, para sua grande glória, previu quase até ao mais ínfimo detalhe no século XIX, o universo das causas necessárias e urgentes proliferou como nunca. Talvez, como disse, as “grandes narrativas” tenham conhecido um fim. Mas, em sua substituição, lidamos quotidianamente com um universo em expansão de “pequenas narrativas”. E os seus apóstolos não são menos ferozes nem menos convictos do que os das outras. Como não é menos forte a sua convicção na plasticidade da natureza humana e do papel que o Estado tem em a detalhar no papel da lei.

É nisto que estamos. E a palavra “totalitarismo” que Martin Amis usa convém aqui plenamente. Porque o conceito de “totalitarismo”, um conceito razoavelmente equívoco, como o são todos os conceitos de teoria política, implica não apenas, como, por exemplo, o de despotismo, um poder autoritário que suprime as opiniões políticas divergentes, mas a intromissão na vida concreta de cada um na sua esfera íntima. Em última análise, a indistinção da esfera pública e da esfera privada. Não se trata apenas de calar as opiniões divergentes (embora isso, é claro, também aconteça), mas sobretudo de afirmar a necessidade de, no nosso próprio coração, pensarmos como o Estado quer. E se isso é feito em nome da nossa própria liberdade, que maravilha que é.

A concepção da plasticidade humana ganha assim uma nova forma inteiramente distinta daquela que gozava em Pico della Mirandola. A natureza humana é plástica por um decreto do Estado, que só encontra felicidade, em nome da nossa própria libertação, estender o seu poder sobre os mais íntimos detalhes da vida individual. Na prática, isso traz o benefício suplementar de calar as questões políticas verdadeiramente substantivas. Dantes, chamava-se a isso alienação. O totalitarismo, versão democrática, não quer outra coisa. O tédio vem também daí: já sabemos como vai ser.»

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Ver também:

Dois bons artigos sobre a insanidade da ideologia de "género" e sobre a mudança de sexo aos 16 anos

Empresário "tuga" e dois nepaleses condenados por escravidão e tráfico de pessoas


Mais um capitalista selvagem e mais dois que vieram "fazer aquilo que os portugueses não querem"...

«O Tribunal de Santarém condenou a 13 e 14 anos de prisão efectiva três homens, um português e dois nepaleses, por terem escravizado e mantido em condições desumanas 23 trabalhadores ilegais, oriundos do Nepal, na apanha de morangos numa herdade em Paço dos Negros, concelho de Almeirim. O empresário português, Pedro Vital, de 42 anos, e o empresário nepalês Nabin Giri, de 33, apanharam 14 anos de cadeia, em cúmulo jurídico, ao passo que Upendra Paudel, empregado do compatriota, de 30 anos, foi condenado a 13 anos.»

Já agora, partilho convosco uma piada: alguém escreveu no título da notícia original, a propósito destas penas ridículas, que elas eram "pesadas"... 

Os dois nepaleses à entrada do tribunal de Santarém...

«"Os senhores mantiveram as vítimas num alojamento que nem para animais teria condições dignas", sublinhou a presidente do colectivo de juízes do Tribunal de Santarém, onde o acórdão foi lido ontem à tarde. O caso remonta a Junho de 2016, quando uma mega operação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) na propriedade agrícola do empresário português, a "Herdade dos Morangos", encontrou 23 nepaleses a coabitar num anexo de três divisões sem cozinha, janelas, eletricidade, água, saneamento básico e o mínimo de condições de habitabilidade.

O tribunal deu como provados todos os factos constantes na acusação do Ministério Público, nomeadamente que, durante o tempo que ali permaneceram, as vítimas foram obrigadas a beber e tomar banho com água desviada do sistema de rega e a partilhar baldes para fazer as necessidades básicas, entre outras privações. Já com o julgamento em curso, as 23 vítimas tornaram-se assistentes no processo, tendo o Tribunal condenado os arguidos ao pagamento solidário de indemnizações cíveis que oscilam entre os 2500 e os 8000 euros, consoante o tempo que cada um passou na propriedade.»

Mais uma vez se confirma que a imigração é fomentada em grande parte por gente sem escrúpulos, corrupta e gananciosa, que não hesita em explorar seres humanos e sujeitá-los às condições mais degradantes e desumanas em nome do lucro fácil...

Paul Joseph Watson sobre a censura orwelliana da Google


     Aqui fica mais um vídeo que traduzi e legendei durante as férias. O grande Paul Joseph Watson fala sobre o caso James Damore, o engenheiro da Google que foi despedido por denunciar a imposição da ideologia de "género" dentro do maior gigante da internet à face da terra. O cada vez mais popular repórter da Infowars denuncia ainda a forma como as grandes corporações da internet, em particular o Facebook, a Google e o Twitter, estão a impor um ambiente totalitário verdadeiramente orwelliano, não apenas aos seus funcionários, mas a todos os utilizadores dos seus serviços.

Nova lei da imigração levou a um aumento recorde dos pedidos de residência em Portugal!


Um muito obrigado! ao Paulo, por nos ter trazido aqui dois dos três links para esta notícia:

«O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) alertou que a nova lei da imigração iria potenciar o "efeito de chamada" de imigrantes ilegais e as estatísticas parecem dar-lhe razão. A nova legislação já permite que uma promessa de contrato de trabalho seja suficiente para pedir autorização de residência e, entre 11 de Setembro e 18 de Setembro, chegaram ao SEF 4073 novos pedidos de visto. 



Além destes novos pedidos, o sistema informático do SEF registou ainda 551 cidadãos que voltaram a pedir visto depois de se terem tentado legalizar no anterior regime. Entre as principais nacionalidades que estão a aproveitar o novo regime para pedir autorização de residência contam-se a brasileira, cabo-verdiana, ucraniana, indiana e nepalesa.

O SEF foi apanhado de surpresa com a publicação das mudanças legislativas em Diário da República e nem tinha plataforma na internet para receber as "manifestações de interesse". Até agora, a lei apenas permitia que um imigrante obtivesse autorização de residência se tivesse um contrato de trabalho e o registo de contribuições. Desde Agosto, a promessa de um contrato de trabalho e uma "inscrição" na Segurança Social passaram a ser suficientes. Para o SEF, estas regras permitem uma "regularização extraordinária de imigrantes", em "contraciclo" com o que está a acontecer na Europa.»

Saliento mais uma vez: tudo isto foi feito contra o parecer do SEF, cujos agentes lidam com os imigrantes todos os dias, tendo por isso conhecimento de causa!


«Segundo o Diário de Notícias, entraram 4073 novos pedidos em uma semana, valor que supera largamente a média de 300 pedidos semanais. É um aumento de 1300%.

O SEF já havia avisado o Governo das consequências destas alterações ao regime de imigração, que entraram em vigor desde Agosto. Contudo, o Executivo desvalorizou os conselhos do SEF. Segundo a entidade, "qualquer alteração ao regime-regra consolidado na UE, mediante a concessão de autorização com dispensa de visto, à semelhança do que acontece com os regimes para as vítimas de tráfico de seres humanos, tem de se alicerçar em razões ponderosas de cariz humanitário ou ligadas ao interesse nacional". Caso contrário, sublinhava o SEF, "estaremos perante uma legalização extraordinária de imigrantes, com a agravante de não ser feita em legislação especial para o efeito".»

Ou seja, a 'geringonça' esquerdalhista arranjou uma forma de legalizar imigrantes sem ter de voltar a passar pelos trâmites legislativos habituais. Isto é, objectivamente, um acto traição a Portugal e aos portugueses. Mas à direita (PSD e CDS), muito poucos protestam, o que é mais uma prova inequívoca de que a "direitinha" do sistema não serve os nossos interesses como nação.


E a respeito da nacionalidade cada vez mais exótica dos iminvasores:

«Em relação às nacionalidades dos requerentes, este serviço de segurança diz que "os dados estão ainda a ser consolidados", mas "no que respeita a novas manifestações de interesse em preparação relevam, para já, as nacionalidades brasileira, cabo-verdiana, ucraniana, indiana e nepalesa, entre outras". Não muito diferentes, nota o SEF, das nacionalidades que predominavam nos pedidos no anterior quadro legal: brasileira, indiana, nepalesa, bengali e paquistanesa.»

Ou seja, estamos a importar precisamente os tais "asiáticos" que tantos problemas têm causado no Reino Unido, a começar pelos milhares de violações de crianças britânicas! Que ligação a que esta gente tem a Portugal?! Nenhum! À excepção da Índia, eles nunca fizeram parte do nosso império colonial, nem falam a nossa língua! O que diabo vêm para aqui fazer?!...

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Ver também:


Governo "tuga" facilita ainda mais a legalização de imigrantes!
"Elevada quantidade" de documentos falsos detectada em passageiros oriundos de Luanda
Portugal já recebeu 1402 refujiadistas. Todos os meses continuam a chegar mais!
Tragédia portuguesa: "retoma" não trava emigração (com 'e')
"O povo português está a desaparecer"
ATAPENC (94): entre 2007 e 2013, a nacionalidade portuguesa foi atribuída a 253 mil imigrantes!
Há cada vez mais portugueses vítimas de tráfico de seres humanos
ATAPENC (83): 110 mil portugueses abandonaram o país em 2014
ATAPENC (42): só em 2013 emigraram 110 mil portugueses
ATAPENC (82): Mais de 100 mil portuguses deixaram o país entre 2012 e 2013
ATAPENC (67): Portugal perdeu dois milhões de habitantes na última década
ATAPENC (48): os portugueses são menos, estão mais velhos e cada vez mais pobres
ATAPENC (40): Portugal vai ter quebra de 40% de população jovem
ATAPENC (37): número de portugueses emigrados em Espanha ascende a 39 552
ATAPENC (33): 70% a 80% dos portugueses estão dispostos a emigrar
ATAPENC (27): Portugal perdeu quase meio milhão de jovens na última década
ATAPENC (20): Portugal tem a taxa de fecundidade mais baixa da Europa
ATAPENC (11): entre 100 e 120 mil portugueses saíram do país em 2013
Enquanto milhares de portugueses emigram, o governo "tuga" alicia imigrantes qualificados

Roger Scruton explica como é que a pseudo-ciência invadiu as universidades do Ocidente


     Eu já sei que a maioria dos meus leitores sabe perfeitamente a resposta: os sistemas de ensino superior do Ocidente foram gradualmente capturados por docentes e investigadores cuja convicções ideológicas se inscrevem ou no marxismo diluidor de pátrias e seus derivados pós-modernistas, ou no liberalismo globalista dos mercados à escala mundial.

No entanto, nunca é demais insistir em contar outra vez a história porque, como observei em ocasiões anteriores, há sempre qualquer coisita que nos escapou antes e que temos agora uma nova oportunidade de apreender, sobretudo quando a pessoa que veicula a mensagem vai mudando.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Hiperligações criadas hoje no GAB (2)


    Aqui ficam aos links de várias notícias que partilhei hoje na minha conta do GAB:


Hiperligações criadas no gab.ai 2017-09-20
(clicar para aceder)
Na Áustria, 90% dos "requerentes de asilo" acabam a parasitar o Estado Social (Jihad Watch via Livro das Imagens)
Deveras preocupante: quase 20% dos estudantes universitários norte-americanos apoia o emprego da violência para suprimir a liberdade de expressão!
A França volta a mostrar que é um país de chulos marxistas: o governo 'franciú' vai taxar o que as pessoas vêem (YouTube e Netflix) para financiar o que elas não querem ver (cinema neomarxista, multiculturalista e pós-modernista)!
"O multiculturalismo enriquece os povos", dizem as elites globalistas. "O muro destinado a proteger a Torre Eiffel custará cerca de 30 milhões de euros", diz a Senhora Realidade!
Turismo de luxo no 'Brasíu': inglesa assaltada, baleada e atirada ao rio na Amazónia...
Feministas do movimento FEMEN "enriquecidas" por muçulmanos (Algol Mínima)
Brasileiro de 36 anos esfaqueado até à morte na zona mais africanizada do país (Gladius)
Porque é que os governos ocidentais promovem o feminismo?
O miradouro de Monsanto foi vandalizado 15 dias depois de abrir. Nada mau, tendo em conta a quantidade de "jovens" que habitam a região!
"Jovem" baby-sitter enriquece bebé "velho". Se não conseguirem ver o vídeo no Correio Manhoso, poderão vê-lo no YouTube.
Mais dois "seres humanos como nós" detidos por causa do atentado falhado no metro de Londres. Porque "a diversidade é a nossa força", pá!

O grande Thomas Sowell, sempre certeiro...



«Uma das coisas agridoces de envelhecer é perceber o quão errado eu estava quando era jovem. Como um jovem esquerdista político, eu via a Esquerda como a voz do homem comum. Nada podia estar mais longe da verdade.»
-Thomas Sowell, no livro "Is Reality Optional?"
(o livro ainda não tem título em português)

«Quem nos salvará da civilização ocidental?»


     A pergunta que transcrevi no título desta posta foi formulada há já quase um século por um dos maiores canalhas que já viveu, o monstruoso György Lukács, um dos vermes fundadores do Marxismo Cultural que, como ministro da cultura da Hungria durante a ocupação soviética, promoveu políticas de (des)educação sexual tão aberrantes que, ainda hoje, quase 100 anos depois, há países neste nosso Ocidente "modernaço" que parecem conservadores em comparação!

Todavia, o ponto que eu quero fazer com esta posta não é relembrar o seu legado criminoso -não obstante haver material sobre isso para várias postas- mas sim mostrar quão monumentalmente estúpida (ou desonesta) é a pergunta do título, a tal que imortalizou este grandessíssimo anormal do Lukács. E não preciso de muito para o fazer, apenas deste gráfico:




Uma pessoa minimamente séria não pode olhar para este gráfico e afirmar que a Civilização Ocidental é algo de que devemos ser salvos! A partir do Iluminismo e, sobretudo com o advento da Revolução Industrial, a esperança de vida, o PIB per capita, a percentagem de pessoas que não vivem em pobreza extrema, o aproveitamento da energia e o progresso tecnológico, traduzido na capacidade de fazer a guerra, aumentaram vertiginosamente!

A ideia de que os trabalhadores são oprimidos pelos patrões, pelos burgueses ou pelo patriarcado é um dos "argumentos" mais repetidos pelo esquerdalho. Aliás, é um dos pilares da ideologia marxista e dos seus derivados. "Argumento" que, infelizmente, continua a convencer demasiadas pessoas que deviam saber melhor, porque se baseia na exacerbação de duas das emoções mais fortes no ser humano: a inveja e o ressabiamento. O grande problema, aliás, a grande falácia aqui é que o esquerdalho só menciona as desvantagens do sistema capitalista, nunca as suas vantagens, sobretudo em comparação com os outros sistemas económicos. Ora, o que gráfico acima nos mostra é que as vantagens da Revolução Industrial superaram largamente as suas desvantagens.

"Quem nos salvará da Civilização Ocidental"?... Para a seguir ficarmos com o quê, exactamente?!... Cuidado com os autoproclamados salvadores da humanidade, porque das duas uma: (1) ou eles não conhecem a verdade dos factos, ou (2) conhecem bem demais e querem passar-nos o conto do vigário!

ADENDA: coincidência dos diabos, dei agora mesmo com este gráfico no Al-Guardian. Trata-se de uma comparação entre as distribuições das mortes no Reino Unido, por idade, em 1915 e em 2015. Vê-se bem o quão opressiva é a Civilização Ocidental: há 100 anos, podia-se morrer em qualquer idade... mas agora, a esmagadora maioria das pessoas tem de morrer velha, pá!